Para delação, Vorcaro terá que devolver dinheiro desviado
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve estabelecer que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro devolva integralmente o dinheiro desviado para que sua delação premiada seja homologada.
A medida exige o ressarcimento imediato de valores e bens do ex-dono do Banco Master, frutos de corrupção, localizados tanto no Brasil quanto no exterior.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) analisarão os anexos da proposta para verificar o avanço real das investigações. Se aprovada pelos órgãos, a validação final do acordo caberá ao relator do caso no STF, o ministro André Mendonça.
Diferentemente do modelo adotado na Operação Lava Jato, o Tribunal não aceitará o pagamento parcelado dos recursos ao longo de vários anos. A Corte avalia que o formato anterior foi ineficaz e agora prioriza a recuperação total e imediata dos ativos financeiros.
A defesa do ex-banqueiro deverá identificar o paradeiro de todo o patrimônio fruto de crime, incluindo imóveis e contas internacionais. A negociação com as autoridades seguirá estritamente condicionada à comprovação da origem e à entrega desses montantes à Justiça.
A DELAÇÃO DE DANIEL VORCARO
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) uma proposta formal de delação premiada nesta terça-feira (5) que agora será analisado pelos dois órgãos.
A investigação apura um suposto esquema de venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB), em operação considerada bilionária pelos investigadores. Vorcaro é apontado como suspeito de envolvimento em fraudes bancárias relacionadas aos negócios envolvendo o Master.

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