Pacheco descarta candidatura em MG e diz que vai encerrar carreira política
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) confirmou nesta sexta-feira (29) o encerramento do "ciclo na política" e descartou candidatura ao governo de Minas Gerais. A declaração aconteceu em entrevista a jornalistas após evento com empresários em São Paulo.
"Há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer, com sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e coração tranquilo sobre essa decisão. Eu sempre disse que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída, que eu não me eternizaria na política, eu tenho muito desapego ao poder. Felizmente, não preciso da política para sobreviver", afirmou Pacheco.
O senador ainda disse que, com essa decisão, espera que outros nomes possam surgir e liderar o "processo de reconstrução de Minas". Segundo Pacheco, o estado tem "nomes bons para cumprir essa missão" e que a ausência do senador da corrida eleitoral será "suprida por pessoas de muita qualidade".
A declaração do ex-presidente do Senado aconteceu durante o evento LIDE, realizado na cidade de São Paulo nesta sexta. Assim como outras figuras políticas presentes no local, ele falou sobre o futuro político do seu estado e do país.
"Obviamente no momento oportuno esses partidos vão sentar, vão tratar e vão definir um nome para candidatura ao governo, a vice-governador, a senador da República. Vejo uma candidatura muito consolidada da ex-prefeita Marília Campos ao Senado Federal, algo que me entusiasma muito ter uma mulher no Senado, representando Minas Gerais com a qualidade da Marília Campos.
Pacheco ainda afastou a possibilidade de ingressar em algum tribunal superior, como o STF (Supremo Tribunal Federal), ou até mesmo no TCU (Tribunal de Contas da União).
"Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em tribunal superior, inclusive no STF, se isso foi cogitado em algum momento, isso foi bem resolvido, é uma página virada. Não há sequer a vaga no no Tribunal de Contas. Obviamente que é um tribunal muito relevante, seria honroso para qualquer parlamentar, mas é algo que não se cogita nesse instante", afirmou Pacheco.
Plano "B" em Minas
Lideranças do PT de Minas Gerais buscam uma solução caseira diante da negativa de Rodrigo Pacheco (PSB) para disputar o governo do estado.
Uma das ideias é testar a recepção de nomes de integrantes da sigla junto ao eleitorado, mesmo daqueles que já têm outros planos eleitorais. Estão na lista: a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, os deputados Reginaldo Lopes e Rogério Correia, além da ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo.
Lideranças nacionais do partido não cogitam, no entanto, queimar cartucho com uma indicação de Marília ao governo. Isso porque ela é bem avaliada para a vaga ao Senado e a eleição para a casa é considerada estratégica para fazer frente à direita.
Ao mesmo tempo, o indicativo de lideranças nacionais é de que o melhor plano B seria procurar pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).
Kalil, no entanto, tem disparado a interlocutores que espera um gesto do próprio presidente Lula. A relação dos dois saiu desgastada de embates nas últimas eleições.
A cúpula nacional do PT também não descarta lideranças do próprio PSB de Rodrigo Pacheco para compor a chapa, como o ex-procurador Jarbas Soares e o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente dos governos Lula 1 e 2, José Alencar.
CNN Brasil

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