Fim de Carreira
Os ventos da política não estão nada favoráveis para Carlos Eduardo Alves.
Sem mandato desde 2018, quando renunciou ao mandato de prefeito de Natal para disputar, sem êxito, o Governo do Rio Grande do Norte, tentou agora ressurgir.
O primeiro movimento foi desfiliar-se do PSD, anunciando sua filiação ao MDB dos primos Walter e Garibaldi Alves, pelo qual ficou acertado que concorreria ao mandato de deputado estadual.
Houve reação dos outros candidatos da nominata, que não aceitaram sua candidatura, contrariando a máxima de José Américo de Almeida (1887-1980), já que se perdeu no caminho da volta. Para Carlos Eduardo o voltar não foi uma “forma de renascer”.
Recuou do MDB e filiou-se ao União Brasil, presidido por José Agripino Maia, antigo adversário político dos Alves, com a promessa de que seria o segundo candidato ao Senado pela chapa liderada por Alysson Bezerra, candidato ao governo.
A Senadora Zenaide Maia, candidata à reeleição na mesma chapa, e seu marido Jaime Calado, Prefeito de São Gonçalo, vetaram a candidatura de Carlos Eduardo, antes acertada com Agripino.
Transformaram Carlos Eduardo em “ioiô” político, sendo jogado para todos os lados.
Sem mais prazo para nova filiação, sem grupo político, sem liderados, e sem mandato há 8 anos, Carlos Eduardo caminha para o ostracismo político.
É o fim de sua carreira política, após exercer vários mandatos de deputado estadual, vice-prefeito de Natal e prefeito por quatro mandatos.
Será lembrado como político do “eu sozinho”.
Certamente, Wilma Faria, sua “madrinha” política, e Agnelo, seu pai, atuando nos bastidores, lhe fazem muita falta.
Em 2026, perde de WO.

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