22/05/2026

AVIÃO DE CIRO NOGUEIRA EM INVESTIGAÇÃO SOBRE MASTER É BLOQUEADO PELO STF

STF manda bloquear avião de Ciro Nogueira em investigação sobre Banco Master

O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio de uma aeronave do senador Ciro Nogueira (PP-PI) no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. A ordem partiu do ministro André Mendonça e chegou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no dia 8 de maio. O envio ocorreu um dia depois de a Polícia Federal (PF) realizar operação contra o parlamentar.

A decisão determinou a retenção e indisponibilidade de um avião bimotor executivo Beech Aircraft B200, comprado por Ciro em 2023 por R$ 4 milhões. Empresas situadas na Paraíba e no Rio Grande do Norte operam a aeronave.

A PF colocou Ciro entre os principais alvos da quinta fase da Compliance Zero. Segundo os investigadores, o senador teria atuado em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em troca de vantagens econômicas indevidas.
PF cita pagamentos mensais e viagens internacionais

A investigação afirma que uma emenda apresentada por Ciro no Senado para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) foi redigida dentro do Banco Master.

Segundo a PF, o senador recebeu pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de viagens internacionais, hospedagens, restaurantes e voos privados custeados pelo grupo investigado.

A defesa de Ciro declarou, quando a operação veio a público, que repudiava “qualquer ilação de ilicitude” envolvendo o senador.

Dias depois, Ciro classificou as investigações como um “roteiro absurdo de ficção” e afirmou sofrer perseguição política. O parlamentar também negou irregularidades.

As investigações ainda apontam que, entre 2024 e 2025, o patrimônio do senador cresceu com aquisições que somam R$ 29 milhões. Segundo a PF, as compras ocorreram no período em que Ciro se aproximou de empresas ligadas a Vorcaro e atuou em pautas de interesse do Banco Master no Congresso.

Entre os bens adquiridos estão um triplex de R$ 22 milhões em São Paulo e outros três imóveis avaliados em cerca de R$ 7 milhões.

revistaoeste

Nenhum comentário: