19/04/2026

PARA A ESQUERDA CAVIAR CUBA É O MELHOR LUGAR DO MUNDO - MAS, ADVINHA ONDE ELES MORAM OU TEM RESIDÊNCIA?

Crise econômica e escassez generalizada leva cubanos à automedicação em massa com uso de antidepressivos e ansiolíticos

A combinação de crise econômica prolongada, escassez de recursos básicos e colapso do sistema de saúde tem levado cubanos a recorrerem cada vez mais à automedicação com drogas controladas.

Segundo reportagem do jornal The Guardian, em meio a dificuldades cotidianas, cresce o uso de antidepressivos, ansiolíticos e estimulantes adquiridos no mercado informal, em um cenário descrito por especialistas como uma crise de saúde mental em expansão.

A situação é generalizada. Profissionais de saúde relatam que praticamente todas as famílias têm ao menos um integrante que recorre ao mercado clandestino para obter medicamentos psicotrópicos. A ausência de dados oficiais não impede a percepção de que o problema se intensificou nos últimos anos.

De acordo com especialistas, o cotidiano em Cuba se tornou um fator central de desgaste emocional. Falta de energia elétrica, incerteza sobre alimentação e dificuldades de transporte fazem parte da rotina, gerando estresse crônico. Esse cenário tem sido acompanhado por aumento de casos de ansiedade, depressão e fadiga mental.

Mortes associadas à falta de medicamentos essenciais

Casos dramáticos ilustram o impacto da escassez. Há relatos de mortes associadas à falta de medicamentos essenciais, como o de um recém-nascido que não recebeu vitamina K após o parto e de pacientes que não tiveram acesso a drogas vitais para tratamento intensivo. Familiares descrevem uma busca desesperada por remédios que simplesmente não existem no sistema público.

Diante desse quadro, o mercado informal se tornou a principal alternativa. Medicamentos chegam por entrega rápida, muitas vezes com embalagens estrangeiras, mas a preços elevados, que normalmente são equivalentes a um salário mensal ou aposentadoria. Isso aprofunda desigualdades e limita o acesso para parte da população.

No interior do país, onde o poder de compra é ainda menor, moradores recorrem a soluções naturais, como infusões de ervas. Já nas áreas urbanas, especialmente entre jovens, cresce também o consumo de drogas ilícitas, incluindo substâncias sintéticas mais potentes e perigosas.

Emigração em massa

Além das dificuldades materiais, o impacto psicológico é agravado pela emigração em massa. Nos últimos anos, uma parcela significativa da população deixou o país, fragmentando famílias e aumentando o sentimento de solidão, especialmente entre idosos. Muitos acompanham o crescimento dos netos apenas por telas, em um distanciamento que intensifica o sofrimento emocional.

Para especialistas, o fator mais crítico é a incerteza. Diferentemente de crises com prazo definido, a atual não apresenta horizonte claro de solução. Sem saber quanto tempo a situação irá durar, muitos cubanos recorrem a medicamentos como forma de lidar com o cotidiano, mesmo sem orientação médica.

R7

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