18/04/2026

ESTRANHO: NA 'BRIGA' GILMAR X ALESSANDRO VIEIRA, DAVI 'BATORÉ' ALCOLUMBRE FICA COM O SENADOR

Alcolumbre garante apoio a relator da CPI em tensão com Gilmar Mendes

Em meio à tensão entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), se manifestou em defesa do senador Alessandro Vieira, alvo de pedido de investigação feito pelo ministro Gilmar Mendes nesta quarta-feira, 15.

Gilmar encaminhou solicitação à PGR para apurar possível abuso de autoridade por parte de Vieira, depois de o parlamentar sugerir o indiciamento de ministros da Suprema Corte e do procurador-geral Paulo Gonet.

Alcolumbre garantiu apoio institucional a integrantes do Legislativo que enfrentem investigações relacionadas ao exercício de suas funções. O compromisso inclui assistência jurídica da Advocacia do Senado nos casos em que prerrogativas constitucionais dos parlamentares estejam sob ameaça.

Relatório da CPI e reação do STF

O relatório final da CPI do Crime, sob relatoria de Vieira, recomendou o indiciamento de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Paulo Gonet por supostos crimes de responsabilidade ligados ao caso Banco Master.

O documento afirma que decisões do STF restringiram medidas adotadas pela comissão, como quebras de sigilo e convocações, e criaram um cenário de “judicialização intensa”, dificultando as investigações.

A proposta de indiciamento foi rejeitada pela CPI por 6 votos a 4, depois de manobra do governo Lula para alterar a composição do colegiado. No pedido enviado à PGR, Gilmar Mendes alegou que houve “desvio de finalidade” nos trabalhos da CPI e afirmou que Vieira ultrapassou as funções da comissão ao sugerir indiciamentos supostamente sem base concreta, o que poderia caracterizar abuso de autoridade.

Defesa de Alessandro Vieira e debate sobre imunidade parlamentar

Alessandro Vieira declarou que responderá à representação “com absoluta tranquilidade e dentro do rigor técnico devido”. Para ele, “é cristalino que um senador, ao manifestar sua avaliação jurídica sobre fatos concretos em voto proferido no âmbito de uma CPI, não comete abuso de autoridade e está resguardado pela imunidade parlamentar”. O senador acrescentou que “ameaças e tentativas de constrangimento não vão mudar o curso da história”.

No plenário, antes da formalização do pedido de investigação, Vieira defendeu seu papel na relatoria e repudiou o que classificou como “absurdo extremo” ser responsabilizado por um voto.

“Eu estou sendo ameaçado e criminalizado por um voto”, disse, ao citar Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ele também indagou a Alcolumbre sobre qual será o posicionamento do Senado diante da situação: “O Senado tem que se rebaixar ao ponto de tolerar esse tipo de ameaça?”, afirmou.

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