Reino Unido revela ação secreta subaquática da Rússia
O Reino Unido advertiu nesta quinta-feira (9) o presidente russo, Vladimir Putin, de que haverá “graves consequências” se ele não cessar suas operações submarinas no Atlântico Norte, depois que o Exército britânico encontrou três submarinos russos perto de infraestruturas e cabos críticos em águas britânicas e arredores.
Após a divulgação da notícia, o ministro da Defesa britânico, John Healey, afirmou que a Rússia representa a “maior ameaça” à segurança do Reino Unido e da Otan e dirigiu-se diretamente a Putin.
– Estamos de olho em você, vemos sua atividade sobre nossa infraestrutura submarina. Você deve saber que qualquer tentativa de danificá-la não será tolerada e terá graves consequências – alertou.
Aviões e navios de guerra britânicos detectaram, há algumas semanas, um submarino de ataque russo que entrou em águas internacionais no Ártico e rastrearam sua atividade “maliciosa” e a de outras duas unidades navais russas ininterruptamente, em estreita colaboração com aliados como a Noruega, entre outros.
Essas atividades faziam parte de uma manobra de distração da Direção Principal de Pesquisa em Águas Profundas russa (GUGI) que, aproveitando-se do conflito no Oriente Médio, entrou em águas internacionais no Ártico e perto de águas territoriais britânicas.
– Enquanto a atenção de muitos, compreensivelmente, estava voltada para o Oriente Médio, nossas Forças Armadas britânicas respondiam simultaneamente às crescentes ameaças russas no norte do Reino Unido – afirmou Healey.
O ministro britânico indicou ainda que não era a primeira vez que navios da frota do GUGI russo tentavam realizar “atividades de guerra híbrida” contra a infraestrutura submarina crítica do Reino Unido, já que, em novembro passado, também foi detectado um navio espião ao norte da Escócia.
Até 99% dos dados internacionais — desde comunicações até comércio — trafegam pelos cabos de fibra óptica submarinos, e qualquer ataque poderia causar interrupções nos sistemas de comunicação e financeiros.
De acordo com o Ministério da Defesa britânico, o submarino russo Akula retirou-se para a sua base, mas o Reino Unido continua monitorando as outras duas unidades GUGI fora das águas britânicas e mantém tanto navios quanto aeronaves prontos para responder em caso de novas atividades russas.
A Marinha Real Britânica (Royal Navy) mobilizou uma fragata, um navio de assalto anfíbio e vários helicópteros Merlin, juntamente com vários aviões P8 da Força Aérea Real (RAF) durante a operação.
O ministro da Defesa norueguês, Tore O. Sandvik, confirmou em um comunicado a participação da Noruega na operação militar coordenada com o Reino Unido com um avião de patrulha marítima e uma fragata.
EFE

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