01/03/2026

VEJA POSSÍVEIS PRAZOS PARA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA 2026

Quando começa a declaração do Imposto de Renda 2026? Veja possíveis prazos

A Receita Federal ainda não divulgou oficialmente o calendário para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) 2026, referente ao ano-calendário 2025. Apesar disso, o histórico recente indica que o período de envio deve começar em março e se estender até o fim de maio, mantendo o padrão adotado nos últimos anos.

Se o cronograma for semelhante ao de 2025, a abertura ocorrerá no primeiro dia útil após 15 de março. No ano passado, por exemplo, o prazo começou em 17 de março e terminou em 30 de maio. Em 2024, a entrega ocorreu entre 15 de março e 31 de maio, com prorrogação excepcional até 30 de agosto para contribuintes de municípios do Rio Grande do Sul afetados por calamidade climática.

Desde 2021, o prazo deixou de ser encerrado em abril e passou a ir até maio. A mudança ocorreu inicialmente por causa da pandemia de Covid-19, mas acabou consolidada para permitir que mais contribuintes utilizem a declaração pré-preenchida, que depende do envio de dados por empresas, bancos e outras instituições até o fim de fevereiro.

A confirmação oficial das datas de 2026 ocorrerá apenas com a publicação da Instrução Normativa específica no Diário Oficial da União, o que tradicionalmente acontece no início do ano.

Informe de rendimentos deve ser entregue até 27 de fevereiro

Embora o período de entrega da declaração ainda não tenha sido aberto, os contribuintes já devem ficar atentos ao informe de rendimentos. O documento precisa ser fornecido por empregadores, bancos, corretoras, operadoras de saúde e pelo INSS até o último dia útil de fevereiro.

Em 2026, o dia 28 de fevereiro cai em um sábado. Por isso, na prática, o prazo será antecipado para 27 de fevereiro.

Segundo a Receita Federal, “o comprovante deverá ser fornecido até o último dia útil do mês de fevereiro do ano subsequente ao do pagamento dos rendimentos ou por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, se esta ocorrer antes da referida data”.

O informe deve conter nome e CPF do contribuinte, descrição dos rendimentos, valores tributáveis e descontos de INSS. A Receita utiliza esses dados para cruzar informações e identificar inconsistências. Divergências podem levar o contribuinte à malha fina.

Trabalhadores com carteira assinada recebem o documento da empresa com a discriminação de salários, bônus e comissões. Já bancos informam rendimentos de aplicações financeiras, enquanto o INSS disponibiliza os dados de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários.

Organizar esses documentos com antecedência é essencial para evitar erros, reduzir o risco de cair na malha fina e aumentar as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

Nova tabela de isenção não vale para o IR 2026

Apesar de a nova tabela do Imposto de Renda estar em vigor desde janeiro de 2026, com isenção mensal para quem ganha até R$ 5 mil, essa regra não se aplica à declaração que será entregue neste ano.

Isso porque o IRPF 2026 é referente ao ano-base 2025. A ampliação da faixa de isenção foi instituída pela Lei nº 15.270/2025 e passou a valer apenas para rendimentos recebidos a partir de janeiro de 2026. Assim, os valores declarados agora seguem as regras vigentes no ano passado.

Enquanto o calendário oficial não é publicado, a orientação é que os contribuintes já organizem informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, recibos e dados bancários para facilitar o preenchimento da declaração.

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