Resumo
*Uma operação conjunta das forças de segurança deflagrada nesta quarta-feira (4) mira uma organização criminosa suspeita de atuar no comércio ilegal de armas de fogo e munições com ramificação no Rio Grande do Norte. A ação faz parte da segunda fase da Operação Bate Lata, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no RN (FICCO/RN). De acordo com as investigações, o grupo teria atuação interestadual e seria responsável por abastecer integrantes de uma facção criminosa que atua no estado. O armamento fornecido, segundo os investigadores, estaria sendo utilizado em conflitos ligados à disputa por territórios. Por determinação da Justiça, foram expedidos 19 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Até o momento, 15 pessoas foram presas durante as diligências. As equipes também apreenderam armas de fogo, munições e drogas durante o cumprimento dos mandados. Entre os detidos está um homem que figurava na lista nacional de procurados. As investigações continuam para identificar outros integrantes da rede criminosa e aprofundar a apuração sobre a circulação ilegal de armamentos. Os suspeitos poderão responder por crimes como organização criminosa e comércio ilegal de armas, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo do inquérito. A operação foi realizada pela FICCO/RN, força-tarefa que reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal do Rio Grande do Norte e a Secretaria Nacional de Políticas Penais, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.
*O Rio Grande do Norte registrou 2.699 raios em apenas 24 horas, segundo dados divulgados pela Neoenergia Cosern nesta quarta-feira (4). O número é 482% maior que o contabilizado nas 24 horas anteriores. A maior concentração ocorreu na região Oeste. No ranking por município, Angicos lidera com 272 descargas, seguido por Parelhas (206), Mossoró (169), Caraúbas (163) e Santa Cruz (153). Também aparecem na lista Gov. Dix-Sept Rosado (137), Upanema (119), Apodi (106), Baraúna (104) e Felipe Guerra (86). As descargas atmosféricas — nome técnico para raios — vieram junto com chuvas intensas e rajadas de vento, ampliando em 49% as ocorrências no sistema elétrico nas últimas 48 horas, na comparação com dias sem chuva. A concessionária montou força-tarefa e reforçou equipes em campo, priorizando serviços essenciais como hospitais, postos de saúde, escolas e órgãos de segurança. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de chuvas intensas até sexta-feira (6) para Oeste, Central, Agreste e Leste potiguar, com previsão de até 60 mm por hora ou 100 mm por dia, além de ventos que podem chegar a 100 km/h. A orientação é clara: em caso de cabos no chão, não se aproxime e ligue 116; se a fiação cair sobre veículo, permaneça dentro e acione também o 193. Em temporais, abrigo seguro é regra — nada de telhado ou reparo durante chuva.
*Preso nesta quarta-feira (4) na Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, atentou contra a própria vida, enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela PF. “Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado à rede hospitalar para avaliação e atendimento médico”, informou a corporação em nota. Luiz Phillipi é identificado nas investigações pelo apelido de “Sicário”. Ele aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que reunia pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência na área de segurança. Eles atuavam na coleta de informações e monitoramento de pessoas consideradas adversárias, como autoridades e jornalistas. Em uma das conversas trocadas com Vorcaro, ele recebeu ordens para atacar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, após a publicação de notícias contrárias aos seus interesses: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, disse o dono do Master ao ajudante.
*Um acordo entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator da PEC da Segurança Pública, Mendonça Filho (União Brasil-PE), definiu que o texto não contará com o tema sobre a redução da maioridade penal. A votação da proposta aconteceria na manhã desta quarta-feira (4), mas impasses sobre o plebiscito causaram o adiamento da reunião. Motta afirmou que o assunto será analisado separadamente. – Será tratada numa matéria à parte e não vamos tratar desse referendo em 2028, mas entendemos que essa é uma pauta que precisa ser discutida. Precisamos trazer uma pauta estrutural que é da segurança pública e criar um sistema único para o setor, além de outras ideias que estão sendo atendidas – afirmou. O relator, Mendonça Filho, alegou que o tema foi retirado pois gera “debates apaixonados”, o que poderia atrapalhar a discussão sobre a segurança pública no país, assunto principal da PEC. – O que o presidente propôs é que essa discussão pode se dar em paralelo a este redesenho da estrutura de segurança pública no país – destacou o relator. Neste terça-feira (4), a bancada governista havia pedido a retirada do trecho que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. CONHEÇA A PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA: Idealizada pelo ex-ministro da Segurança, Ricardo Lewandowski, a PEC era tratada como a principal aposta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área. A versão original ampliava as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), rebatizada como Polícia Viária Federal, e da Polícia Federal no combate ao crime e incluía na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e os fundos nacionais de financiamento do setor. Em dezembro, Mendonça apresentou seu relatório com mudanças drásticas em relação ao texto original e uma espécie de mistura do projeto de lei antifacção então em tramitação no Senado. O texto do deputado preve o endurecimento penal contra faccionados e blindagem dos Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas – na contramão da proposição de Lewandowski.
*A Polícia Federal (PF) apura a suspeita de que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria autorizado repasses financeiros com a finalidade de influenciar a cobertura de um veículo de comunicação de viés de esquerda e de profissionais ligados a ele. A hipótese é de que os pagamentos buscariam evitar reportagens negativas e estimular publicações favoráveis ao banqueiro. A suspeita aparece em mensagens trocadas entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário, reproduzidas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão tanto do empresário quanto de Mourão nesta quarta-feira (4). Em um dos trechos citados na decisão, Mourão explica como dividiria cerca de R$ 1 milhão mensais que, segundo ele, recebia para atuar em favor de Vorcaro. Na conversa, ele menciona o repasse de valores a integrantes de uma “turma”, incluindo a sigla “DCM” e dois editores. A mensagem é anterior à primeira prisão do banqueiro, ocorrida em novembro.Investigadores ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo afirmaram que a sigla seria uma referência ao site Diário do Centro do Mundo, publicação de linha editorial de esquerda e alinhada ao governo Lula. O veículo, no entanto, divulgou nota negando qualquer vínculo com os fatos investigados.

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