O Governador Tampão - Por Ricardo Sobral, advogado e observador da cena política.
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| Ricardo Sobral |
“Quem não está confuso, não está bem informado” ou na outra versão “quem está bem informado, está confuso”, frase atribuída a Millôr Fernandes, resume com precisão o atual momento político no Rio Grande do Norte.
Ninguém sabe o que vai acontecer em 04 de abril próximo. Se a sindicalista Fátima Bezerra renunciar para se candidatar, será escolhido um governador para completar o mandato até 31 de dezembro, o chamado governador tampão. A eleição seria indireta, no plenário da Assembleia Legislativa, através de votação aberta.
O procedimento já foi regulamentado por ato da Mesa Diretora daquela casa legislativa. Tudo vai depender da renúncia ou continuidade da atual gestora. Sabe-se que nenhum dos três grupos em que se divide a política no estado tem votos suficientes para eleger o futuro governador.
Um candidato de consenso entre os três grupos é a solução menos factível, embora fosse o ideal. Para tanto, a classe política precisaria deixar de olhar para seu próprio umbigo e focar nos interesses do estado, escolhendo alguém com trânsito no Planalto, com capacidade de articulação e autoridade para estabelecer um novo pacto com os poderes locais, através de governo neutro, equidistante, vinculado administrativo.
Tão somente No momento, tudo é especulação. Ao aspecto Nem os deputados, eleitores, sabem o que vai acontecer. Nem adivinho de meio de feira se atreve a um prognóstico. Só nos resta botar o ouvido no chão e esperar por 04 de abril, três depois do dia da mentira.

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