Irã lança míssil contra Tel Aviv após negar negociações com os Estados Unidos
Um míssil iraniano atingiu Tel Aviv, em Israel, nesta terça-feira 24, deixando ao menos quatro pessoas feridas. O ataque ocorreu um dia após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a suspensão temporária de ofensivas contra o Irã. As informações são do Uol.
A explosão aconteceu na região central da cidade e foi causada por uma ogiva com cerca de 100 quilos de explosivos, que conseguiu ultrapassar o sistema de defesa israelense.
Imagens registradas no local mostram carros destruídos e pelo menos três prédios residenciais atingidos. Não houve registro de mortes.
Segundo o serviço de emergência Magen David Adom, os quatro feridos em Tel Aviv apresentavam lesões leves. Eles foram atendidos no local e não precisaram ser levados ao hospital.
Na cidade de Haifa, um homem ficou ferido após pisar em um fragmento de míssil e também precisou de atendimento médico.
Anúncio dos EUA
Na segunda-feira 23, Trump anunciou a suspensão de ataques a instalações de energia do Irã por cinco dias, alegando avanços em conversas entre os países.
“Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas sobre uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, disse o presidente.
“Com base no teor e no tom dessas conversas detalhadas, construtivas e aprofundadas, que continuarão ao longo da semana, determinei que o Departamento de Guerra adie quaisquer ataques contra usinas e infraestrutura energética iraniana por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”, disse Trump.
Irã nega negociações
Apesar do anúncio, autoridades iranianas negaram qualquer diálogo com os Estados Unidos.
Segundo o porta-voz do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf, não houve negociação com Trump. Veículos estatais iranianos também afirmaram que não existe qualquer ligação direta ou indireta com o presidente norte-americano.
O governo israelense criticou a declaração e classificou a trégua como “fake news para manipular o mercado do petróleo”.

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