Como funcionam as minas navais que ameaçam navios no Estreito de Ormuz
O Irã colocou ao menos 12 minas navais no Estreito de Ormuz, informou a agência Reuters nesta quarta-feira (11). A medida ameaça navios comerciais que transportam principalmente petróleo e gás natural liquefeito.
▶️ Contexto: O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica.
Após o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã afirmou que estava fechando o estreito e ameaçou atacar embarcações que tentassem fazer a travessia.
Diante da ameaça, o tráfego marítimo na região caiu drasticamente.
Nesta semana, a inteligência dos EUA identificou sinais de que o Irã poderia minar a área com minas navais.
Os explosivos ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.
💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.
Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.
Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.
Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.
De acordo com análises do Strauss Center, da Universidade do Texas, o Irã mantém um arsenal variado de minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria. O estudo aponta que um dos modelos mais avançados em posse do país seria a EM-52, de origem chinesa.
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