Batata-doce e café em alta puxam alta da inflação em fevereiro; veja lista
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro registrou alta de 0,70%, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo IBGE. O resultado representa uma aceleração em relação aos 0,33% de janeiro, e foi fortemente influenciado pelos reajustes escolares e pela pressão nos preços de alimentos básicos.
No acumulado do ano, a inflação medida pelo IBGE soma 1,03%. Já o índice dos últimos 12 meses ficou em 3,81%, consolidando uma trajetória abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. Os grupos Educação e Transportes foram os principais vilões do mês, respondendo por cerca de 66% do índice total.
Clima pressiona preços dos alimentos no campo
O IPCA apontou ainda que grupo Alimentação e Bebidas passou de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Embora o número pareça contido, itens específicos do setor agropecuário apresentaram altas expressivas. A batata-doce lidera o ranking de aumentos nos últimos 12 meses, com uma elevação de 25,50%.
A explicação para essa valorização está no clima. As principais regiões produtoras enfrentaram extremos, alternando entre excesso de chuva e calor intenso e prejudicou o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a produtividade e a oferta nas prateleiras.
O café também segue a mesma tendência de alta. O café solúvel subiu 22,85%, enquanto o café moído avançou 10,13% no acumulado de um ano. Além do clima adverso que afetou a florada da safra brasileira, a quebra de safra em outros países produtores elevou a demanda internacional pelo grão nacional, encarecendo o produto internamente.
Além da batata-doce e do café, outros itens essenciais para o consumidor foram impactados pelo clima. O pimentão (21,14%) e a mandioca (18,29%) também sofreram com a estiagem prolongada. No caso da mandioca, a baixa rentabilidade das safras anteriores desestimulou o plantio, reduzindo a área cultivada.
No setor de hortifrúti, o feijão-carioca subiu 11,50% em 12 meses. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontam que restrições de área na primeira e segunda safras, somadas a dificuldades na colheita, explicam a escassez do grão no mercado.
Band

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