Terceirizados da saúde paralisam atividades e protestam em frente ao Walfredo Gurgel
Profissionais terceirizados da saúde estadual promovem uma paralisação nesta terça-feira (17) e fazem um protesto em frente ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), o movimento ocorre após atrasos salariais e tem impactado serviços em unidades hospitalares da rede estadual.
De acordo com nota divulgada pelo sindicato, a paralisação atinge trabalhadores vinculados a contratos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e compromete serviços em hospitais como o próprio Walfredo Gurgel, além do Hospital Giselda Trigueiro, Hospital Regional Deoclécio Marques e Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho.
A reportagem da TN procurou a Sesap para repercutir a paralisação e os impactos nas unidades hospitalares citadas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
A entidade sindical informa que no Walfredo Gurgel, funcionários terceirizados da empresa JMT suspenderam parcialmente a oferta de alimentação. Segundo comunicado interno citado pelo sindicato, as refeições estão sendo servidas apenas para pacientes e acompanhantes da pediatria. Ainda na unidade, há relatos de falta de insumos básicos, como água para limpeza, álcool, lençóis e luvas de procedimento.
Em outras unidades, os impactos também atingem serviços essenciais. No Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho e no Hospital Regional Deoclécio Marques, a alimentação está restrita a pacientes internados. Já no Hospital Giselda Trigueiro, trabalhadores das áreas de higienização e cozinha aderiram à paralisação, o que levou à adoção de um esquema de priorização da limpeza em áreas consideradas mais críticas.
“A esta altura, qualquer reivindicação que seja escrita pelo Sindsaúde/RN soa repetitiva. Serviços de alimentação e limpeza sendo paralisados e prejudicando pacientes e acompanhantes é uma situação denunciada pelo sindicato quase que mensalmente. Por isso, ainda que seja redundante, reafirmamos nossa solidariedade aos trabalhadores (as) terceirizados que seguem lutando bravamente pelo seu direito mais básico que é o salário”, diz nota da entidade.
TN

Nenhum comentário:
Postar um comentário