26/02/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*O deputado Rogério Correia (PT-MG) admitiu ter atingido o deputado Luiz Lima (Novo) durante sessão da CPMI do INSS. Segundo o próprio parlamentar, o soco no rosto do colega aconteceu “sem querer”, em meio à confusão registrada no plenário. Em pronunciamento oficial, o petista pediu desculpas pelo ocorrido. Ele afirmou que não teve a intenção de ferir o deputado do Novo e que o contato físico teria sido acidental, ocorrido durante uma reação no tumulto. O episódio aconteceu durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS — colegiado formado por deputados e senadores para investigar fatos relacionados ao órgão. A sessão foi marcada por tensão e bate-boca entre parlamentares. A declaração do deputado mineiro confirma o contato físico e coloca o caso no centro do debate político em Brasília. Até o momento, ele sustenta que não houve intenção de agressão, apenas um ato involuntário em meio à confusão.


*A decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, caiu como bomba no Palácio do Planalto. Auxiliares e aliados do presidente Lula afirmam que foram pegos de surpresa com o despacho, que está sob sigilo. Relator do inquérito sobre a chamada “Farra do INSS” no STF, Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal. Segundo fontes da Corte, a autorização foi concedida em janeiro de 2026, antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar medida semelhante. Após a divulgação da decisão pela imprensa, interlocutores de Lula procuraram integrantes da PF e, inicialmente, ouviram que a corporação não tinha conhecimento da autorização. Depois, ao buscar informações no próprio STF, foram informados de que o ministro realmente havia determinado a quebra dos sigilos. Nos bastidores do governo, a avaliação é de que a medida indica que Lulinha é oficialmente investigado no inquérito — já que, segundo assessores presidenciais, o STF não autorizaria a quebra de sigilo sem investigação formal. Aliados afirmam que a decisão deve alterar a estratégia jurídica do filho do presidente e também a estratégia política do governo, embora ministros avaliem que o impacto no Supremo tende a ser menor do que o de uma eventual ofensiva na CPMI, onde o desgaste político seria maior.


*A Receita Federal do Brasil e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte apreenderam, na manhã desta quinta-feira 26, mais de 5.300 comprimidos de droga sintética do tipo ecstasy no Rio Grande do Norte. Segundo as instituições, esta é a maior apreensão de drogas sintéticas já realizada no estado. Um homem foi preso em flagrante. As investigações começaram na quarta-feira 25, durante fiscalização de rotina da Receita Federal, quando foi identificada uma encomenda suspeita com possível material ilícito, enviada do Rio de Janeiro com destino a Natal. Após a identificação da carga, foram realizadas diligências para identificar o destinatário e o local de entrega. Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou ao plantão judiciário pela realização de ação controlada e pela expedição de mandado de busca e apreensão no imóvel vinculado à encomenda. Na manhã desta quinta-feira 26, as equipes passaram a monitorar a entrega. Após o recebimento da encomenda, o destinatário foi preso em flagrante. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, foram encontradas porções de cocaína e maconha, além de sacos do tipo zip-lock, facas com resquícios de substância entorpecente e uma balança de precisão. De acordo com a Polícia Civil, o material indica que o imóvel era utilizado como ponto de comercialização de drogas. A carga ilícita, composta por mais de cinco mil comprimidos de MDMA, avaliados preliminarmente em aproximadamente R$ 270 mil, estava escondida no interior de um eletrodoméstico. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) e permanece à disposição da Justiça.


*O banqueiro do jogo de bicho do Rio de Janeiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso nesta quinta-feira 26 por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal (Ficco/RJ) e da Polícia Civil do estado (PCERJ). A ação também contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Além de integrar a cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, e estava foragido da Justiça Federal e era procurado pela Justiça estadual. O bicheiro também é apontado como mandante de homicídios. A Polícia Civil informou, em nota, que a atividade criminosa com cigarros “está ligada a organizações armadas e com atuação transnacional, marcada pela imposição de violência e domínio territorial”. Segundo a Polícia Civil, a prisão do bicheiro em sua casa em Cabo Frio, na Região dos Lagos, foi possível “após um trabalho aprofundado de inteligência, análise de dados e monitoramento, desenvolvido no âmbito da Ficco/RJ, que contou com o apoio do Serviço Aeropolicial, garantindo segurança e eficiência no cumprimento do mandado”. “A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo”, acrescentou a PF. O secretário de estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, avaliou que a prisão demonstra a força do trabalho integrado e da inteligência policial. “Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado. A Polícia Civil, dentro da Ficco, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado”, disse o secretário na nota divulgada pela PCERJ. O bicheiro foi levado para a Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro, “para formalidades decorrentes da prisão e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado”. A Ficco/RJ é uma força-tarefa permanente que reúne a Polícia Civil e a Polícia Federal, com foco na desarticulação de organizações criminosas estruturadas, por meio de ações integradas de inteligência e repressão qualificada.


*Parlamentares governistas anunciaram que vão pedir a anulação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. A decisão foi aprovada nesta quinta-feira (26) pela CPMI que investiga fraudes no INSS. A quebra de sigilo permite que a comissão tenha acesso a movimentações bancárias e dados fiscais do filho do presidente Lula. Logo após a votação, aliados do governo confirmaram, em entrevista coletiva, que vão tentar reverter a medida. Segundo o Metrópoles, Lulinha teria recebido cerca de R$ 300 mil por mês de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A informação consta em depoimento de uma testemunha ouvido pela Polícia Federal. O relato foi encaminhado posteriormente à CPMI no Congresso Nacional. A iniciativa partiu de Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirma ser alvo de perseguição por parte do ex-empregador.

Nenhum comentário: