'Perguntava o que estavam precisando, comprava alimentos': como agia piloto preso acusado de aliciar menores
A investigação que levou à prisão de um piloto de avião em São Paulo revelou uma estratégia de aproximação usada por ele para ganhar a confiança de famílias e ter acesso a crianças e adolescentes.
Segundo a polícia, Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, iniciava os contatos de forma discreta, se apresentando como um homem educado e atencioso. Ele iniciava conversas com os responsáveis pelas vítimas nas ruas ou em padarias.
“Ele chamava para jantar, ele ia na casa das vítimas. Dava presentes, comprava coisa para casa, alimentos. muitas vezes, perguntava o que elas estavam precisando”, conta a delegada Luciana Peixoto.
Ainda segundo a investigação, o piloto fazia ofertas de dinheiro em troca de fotos, vídeos ou encontros.
“O valor que as meninas deveriam receber pelas fotos, variava muito. Tinha algumas vezes que era 50, 60 reais. Para atos sexuais ele normalmente pagava entre 300 e 500 reais”.
Segundo a delegada, Mesmo quando diziam não querer gravar ou participar, eram pressionadas ou ameaçadas.
“Não necessariamente são pobres, são famílias que estavam passando por algum tipo de dificuldade financeira”, diz a delegada Luciana.
Prisões
Sérgio Antônio Lopes, piloto com 30 anos de carreira — mais de duas décadas na Latam — foi preso na segunda-feira passada.
A polícia também prendeu a avó de duas adolescentes, de 53 anos, suspeita de facilitar os encontros entre o piloto e as netas. Segundo a investigação, ela chegou a “vender as próprias netas” em troca de dinheiro.
Uma terceira mulher, conhecida do piloto, foi presa em flagrante por armazenar fotos e vídeos envolvendo crianças e adolescentes.
A companhia aérea demitiu o piloto. Ao Fantástico, a advogada do piloto disse: "O caso segue em segredo de justiça, por força legal e ética, sigo no ofício com total discrição".
Impacto emocional duradouro
A delegada destaca o sofrimento das vítimas.
“Elas trazem uma carga muito grande de culpa, de dor… é uma ferida que leva para a vida adulta”, afirmou.
A polícia reforça que quem testemunhar ou souber de casos semelhantes pode denunciar de forma anônima pelos números 181 ou Disque 100.
Fantástico
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