08/02/2026

LÁ VEM A OMS COM ESSE PAPO DE COVID-19

Diretora da OMS alerta: ‘Seis anos depois, a covid não desapareceu’

A diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou que a Covid-19 ainda não desapareceu, mesmo seis anos após o início da crise sanitária. A declaração foi publicada pela epidemiologista em sua conta pessoal no X.

– Seis anos depois, a Covid-19 não desapareceu. O Sars-CoV-2 continua a circular globalmente, a evoluir, a reinfectar e a causar doenças graves e Covid longa. Todos ainda sentimos os impactos mais amplos desses seis anos – escreveu.

No texto, Maria também relembrou que a OMS enfrentou críticas duras ao longo da pandemia. Um dos principais críticos, segundo ela, foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a usar a resposta da agência como argumento para retirar o país do grupo de maiores financiadores.

A diretora técnica também respondeu a quem afirma que a OMS demorou para agir no início da crise.

– Alguns ainda dizem que a OMS foi ‘muito lenta’ para declarar uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (Espii). Grande parte dessa retórica reflete viés retrospectivo e politização. As decisões foram tomadas com base nas informações disponíveis no momento em que os eventos se desenrolaram – o contexto é importante – disse.


SITE DA OMS FAZ BALANÇO DOS SEIS ANOS

Em um balanço publicado no site oficial, a OMS lembrou que, há seis anos, o diretor-geral da entidade declarou o mais alto alerta global previsto em lei internacional naquele momento, classificando o surto do novo coronavírus como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

O texto ressalta que, apesar de a emergência ter sido encerrada em maio de 2023, os impactos da Covid-19 seguem presentes e continuam sendo sentidos em diferentes partes do mundo.

A organização também questiona se o planeta está mais preparado para uma próxima pandemia e responde que “sim e não”. Segundo a OMS, houve avanços importantes, mas o progresso ainda é frágil e desigual entre os países.

Entre os principais pontos citados, o site destaca medidas adotadas após a pandemia, como a aprovação do Acordo de Pandemias da OMS em maio de 2025, mudanças no Regulamento Sanitário Internacional, investimentos do Fundo de Pandemias e o fortalecimento de sistemas de vigilância e sequenciamento genômico.

A OMS também afirma que a falta de financiamento e a mudança de prioridades de governos, que passaram a investir mais em defesa do que em saúde, colocam esses avanços em risco. Para a agência, pandemias são ameaças à segurança nacional e exigem vigilância constante.

Ao final, a organização pede que governos e parceiros não reduzam os esforços de preparação, afirmando que nenhum país consegue enfrentar sozinho uma nova pandemia.

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