Governo prepara estratégia para reverter nova crise com evangélicos
O governo federal começou a desenhar uma estratégia para conter os efeitos de mais uma crise com o eleitorado evangélico. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que as críticas a setores conservadores feitas durante o desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocaram desgaste adicional na imagem do petista junto a esse público.
Nos bastidores, auxiliares reconhecem que o episódio ampliou a resistência já existente entre líderes religiosos e fiéis, especialmente em igrejas de perfil mais conservador. A avaliação interna é de que, embora o desfile não tenha sido organizado pelo governo, a associação política acabou sendo feita por adversários nas redes sociais e em discursos públicos.
A Secretaria de Comunicação (Secom) e a articulação política do Planalto voltaram a discutir ações para reforçar a interlocução com parlamentares da bancada evangélica e com lideranças religiosas. Entre as possibilidades estão agendas específicas com pastores, participação em eventos do segmento e a ampliação de pautas voltadas a políticas sociais que dialoguem com os mais conservadores.
O movimento já estava sendo feito nos últimos meses, mas o governo pretende intensificar a narrativa de que respeita a liberdade religiosa e que não compactua com ataques à fé.
Auxiliares de Lula defendem que o presidente tem histórico de diálogo com diferentes denominações e que programas sociais do governo alcançam milhões de famílias evangélicas.
Apesar disso, integrantes da base admitem que o episódio ocorre em um momento sensível, em que o Planalto busca reduzir tensões no Congresso e consolidar apoio para votações importantes. A leitura é de que a oposição deve seguir explorando o tema, ainda mais em ano eleitoral, para reforçar a polarização ideológica.
Band

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