Militares de Cuba dizem ter matado 4 pessoas em confronto com barco dos EUA
Militares de Cuba mataram quatro pessoas que estavam em uma lancha com matrícula dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 25. De acordo com o Ministério do Interior do país, outros seis ocupantes também ficaram feridos quando agentes interceptaram a embarcação dentro das águas territoriais cubanas.
Em publicação nas redes sociais, as autoridades informaram ter interceptado uma lancha com número de registro FL7726SH, referente ao estado americano da Flórida, se aproximando da província de Villa Clara. Uma equipe da Guarda Costeira cubana foi destacada para averiguar e identificar a embarcação, mas teria sido alvejada por disparos ao se aproximar.
Segundo a versão oficial divulgada por Havana, a ação dos tripulantes fez com que a patrulha cubana, composta por quatro agentes, reagisse imediatamente, provocando uma troca de tiros. “Como resultado do confronto, quatro atacantes estrangeiros foram mortos e seis ficaram feridos”, disse o Ministério do Interior.
Todos os seis tripulantes feridos foram socorridos e receberam atendimento médico. Do lado cubano, o comandante da embarcação da Guarda Costeira foi baleado. Nenhum dos envolvidos no incidente foi identificado por Cuba, assim como os possíveis motivos para a entrada em suas águas territoriais.
De acordo com informações divulgadas ao jornal americano The New York Times por um oficial dos Estados Unidos, a embarcação fazia parte de uma flotilha que se dirigia a Cuba para retirar parentes. A autoridade afirmou que o barco não fazia parte da frota pertencente à Marinha ou à Guarda Costeira dos EUA.
Incidentes semelhantes têm sido frequentes nos últimos anos, com dois episódios do tipo registrados em 2022. O primeiro ocorreu nas proximidades de Villa Clara, quando uma lancha americana disparou contra forças cubanas, e o segundo em Bahía Honda, onde uma colisão contra uma patrulha de Cuba resultou no naufrágio de uma embarcação e na morte de vários de seus tripulantes.
O incidente acontece em meio a uma escalada nas tensões diplomáticas entre Washington e Havana. A Casa Branca tem pressionado a nação caribenha através de um embargo ao envio de petróleo, desencadeando uma crise energética em Cuba. A medida tem sido parcialmente atenuada por iniciativa de lideranças do Caribe, que levou à liberação da entrada do combustível para fins comerciais e humanitários.
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