Cuba responde após Trump ameaçar cortar envio de petróleo venezuelano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11/01) que pretende interromper qualquer fornecimento de petróleo e recursos financeiros que Cuba receba por meio da Venezuela. A declaração foi prontamente respondida pela Ilha.
Em publicação na sua Truth Social, Trump escreveu que “não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero!”; e ameaçou: “sugiro fortemente que faça, um acordo, antes que seja tarde demais”.
Na mensagem, ele diz que Cuba “viveu durante muitos anos, com grandes quantidades de petróleo e dinheiro da Venezuela” e que, em troca, forneceu ‘serviços de segurança’ aos dois últimos ditadores venezuelanos, mas isso acabou!”
O mandatário dos Estados Unidos afirmou ainda que “a maioria desses cubanos morreu no ataque dos EUA da semana passada”; e que “a Venezuela não precisa mais de proteção” porque o país “tem os Estados Unidos da América, as forças armadas mais poderosas do mundo (de longe) para protegê-la”.
Resposta cubana
A resposta cubana veio na sequência. Em mensagem postada na plataforma X, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, explicou que “como qualquer país, Cuba tem o direito absoluto de importar combustível dos mercados dispostos a exportá-lo e que exerçam seu direito de desenvolver suas relações comerciais sem interferência ou subordinação a medidas coercitivas unilaterais dos Estados Unidos”.
“A lei e a justiça estão do lado de Cuba” e que os Estados Unidos “se comportam como uma potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça à paz e a segurança, não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo”, acrescentou.
Ele também disse que “Cuba não recebe, nem nunca recebeu, compensação monetária ou material por serviços de segurança prestados a qualquer país. Ao contrário dos Estados Unidos, não temos um governo que se envolva em atividades mercenárias, chantagem ou coerção militar contra outros Estados”.
As ameaças de Trump deste domingo se somam às declarações da semana passada, quando o republicano afirmou não acreditar ser “possível exercer muito mais pressão, a não ser invadir e destruir o país”.

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