Nasa descobre planeta similar à Terra com chance de ser habitável
Astrônomos identificaram um possível planeta do tamanho da Terra a cerca de 150 anos-luz de distância, na Via Láctea, que pode estar situado na chamada zona habitável de sua estrela. Batizado de HD 137010 b, ele ainda é considerado um candidato a exoplaneta e precisa de novas observações para ter sua existência confirmada.
O HD 137010 b tem cerca de 6% a mais de diâmetro que a Terra e orbita uma estrela parecida com o Sol, porém mais fria e menos luminosa. Sua órbita é comparável à distância entre Marte e o Sol, o que levou os cientistas a descrevê-lo como um “meio-termo entre a Terra e Marte”. O período orbital estimado é próximo ao da Terra, em torno de um ano.
Essa posição o coloca na borda externa da zona habitável, ou seja, uma região onde, em teoria, poderia existir água líquida na superfície, dependendo das condições atmosféricas. Os pesquisadores estimam cerca de 40% de chance de o planeta estar dentro da zona habitável mais conservadora e cerca de 51% considerando uma definição mais ampla. Ainda assim, há também aproximadamente 50% de probabilidade de ele estar completamente fora dessa região.
Apesar do interesse científico, o cenário é pouco animador em termos de temperatura. O planeta recebe menos de um terço da energia que a Terra recebe do Sol, e a temperatura máxima estimada em sua superfície pode chegar a cerca de -68 °C, valor semelhante, ou até inferior, à média de Marte, que é de aproximadamente -65 °C.
A detecção se baseia em apenas um trânsito, quando o planeta passou diante da estrela e causou uma pequena queda em seu brilho, em um evento que durou cerca de dez horas. Com isso, os cientistas conseguiram estimar seu tamanho e órbita, mas reforçam que novas observações são essenciais para confirmar se o HD 137010 b realmente existe.
Caso seja validado, ele poderá se tornar o primeiro planeta semelhante à Terra observado transitando uma estrela do tipo solar próxima e suficientemente brilhante para permitir estudos mais detalhados sobre sua composição e condições físicas.
A descoberta surgiu a partir de uma reanálise de dados do telescópio espacial Kepler, da Nasa, durante a missão K2, e foi publicada na revista The Astrophysical Journal Letters. O estudo é liderado pelo astrônomo Alexander (Alex) Venner, do Instituto Max Planck de Astronomia, com participação de pesquisadores de instituições como as universidades do Sul de Queensland, Harvard e Oxford.

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