Candidato que chama Lula de ‘ladrão’ leva eleição presidencial de Portugal para 2º turno
Com 97% dos votos apurados, os candidatos Antonio Jose Seguro (PS) e André Ventura (Chega) lideram a apuração dos votos para presidente de Portugal, com o socialista somando 30,8%, seguido de perto pelo candidato de direita, com 23,8%. Ventura sempre se refere a Lula (PT) como “ladrão” e prometeu receber o brasileiro com “voz de prisão”, se estiver no exercício do poder e o petista desembarcar em solo português.
As presidenciais portuguesas devem ser decididas em segundo turno porque nenhum dos candidatos obteve um mínimo de 50% dos votos para ser declarado vitorioso em primeiro turno.
Outro candidato conservador, Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, partido que nasceu na cidade do Porto, que agora soma 15,68%, ultrapassando o rival Marques Mendes, candidato do PSD, partido do atual primeiro-ministro Luís Montenegro, que caiu para 11,77% e ficou em 5º porque foi superado pelo almirante Gouveia e Melo (sem partido), que subiu para 4º, somando 12,29%, A candidata do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, que merece mais atenção da mídia portuguesa do que os postulantes mais relevantes, não passa de 2% do total e se mantém em 6º lugar.
Do total de onze candidatos a presidente, o comunista António Felipe (PCP) obteve até agora 1,53%, segundo de Manuel João Vieira, espécie de anticandidato que prometia Ferraris e vinho encanado aos eleitores, é apenas o 8º mais votado, com 1,01% do total. Jorge Pinto (Livre), com 0,66%, André Pestana da Silva (Movimento Alternativo Socialista), 0,22%, e Humberto Correia (0,09%), que não tem partido, completam a lista.
O primeiro-ministro Luˆs Montenegro (PSD), cujo candidato chegou apenas em 5º lugar, fez declarações no curso da apuracão deixando claro que seu partido não apoiará qualquer dos dois nomes que disputarão o segundo turno.
Seguro ressurgiu na cena política após perder a liderança do PS para o ex-primeiro-ministro António Costa, que caiu após seu governo se envolver em um escândalo de corrupção, e o jornalista André Ventura ventura volta a ser uma das principais estrelas em disputa eleitoral portuguesa. Ele é fundador e candidato a presidente pelo Chega.

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