Lista de ex-integrantes de gestões petistas no governo Bolsonaro vai além de Levy
Apontado pelo presidente Jair Bolsonaro como estopim para a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES, o advogado Marcos Barbosa Pinto não é o único integrante do atual governo que trabalhou para as gestões petistas de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. A lista inclui técnicos do próprio Ministério da Economia, executivos de agências reguladoras e até um ministro militar.
O ministério de Paulo Guedes é um dos principais abrigos de ex-colaboradores de administrações do PT. No cargo de assessor especial do ministro, por exemplo, está Guilherme Afif Domingues. Entre maio de 2013 e outubro de 2015, ele foi ministro da Secretaria de Micro e Pequena Empresa do governo Dilma. Após a extinção do ministério, a petista o indicou para a presidência do Sebrae, de onde só saiu em junho de 2018.
Afif é um claro exemplo de como nem sempre o apoio a uma legenda adversária impede uma indicação política. Filiado ao PSD, foi eleito vice-governador de São Paulo numa chapa encabeçada por Geraldo Alckmin (PSDB) em outubro de 2014, quando foi convocado por Dilma, que acabara de derrotar, nas urnas, o tucano Aécio Neves. A ligação com o PT não o impediu de continuar num cargo no governo de Michel Temer.
Uma das cotadas para substituir Levy no BNDES, a economista Solange Paiva Vieira passou por governos do PSDB e do PT antes de desembarcar na Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Economia. Em 1999, criou o fator previdenciário, quando integrava o Ministério da Previdência Social do tucano Fernando Henrique Cardoso.
Em dezembro de 2007, em meio ao caos aéreo, Solange assumiu a Agência Nacional de Aviação Civil, cargo que ocupou até março de 2011, ainda durante o governo Lula.
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