22/02/2019

BH: MAIS UM MÉDICO VAGABUNDO E ESTUPRADOR

Médico é preso por abusar de mais de 100 mulheres e crianças

Divulgação/PCBHA Polícia Civil de Belo Horizonte prendeu nesta quinta-feira (21/2) o médico Fábio Lima Duarte, 36 anos, por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Durante a operação na casa de Fábio, foram encontrados 74 vídeos de mulheres e 31 de crianças e adolescentes. Também havia uma gravação em inglês ensinando como abordar crianças e adolescentes para práticas sexuais. Além disso, uma mulher o acusa de abuso durante exame de ultrassom ginecológico.

O médico já havia sido preso em flagrante, em 2018, por produzir, compartilhar e armazenar imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes. A detenção ocorreu em 31 de outubro, durante a Operação Infância Reavida. Na época, mais de 30 mil arquivos contendo pornografia e imagens de exames de ultrassonografia foram apreendidos com ele.

Fábio guardava imagens de atos sexuais com adolescentes e também gravava as partes íntimas de suas pacientes durante exames. Todos os arquivos eram mantidos em seu computador, sempre registrando o primeiro nome da vítima, acrescido de adjetivos humilhantes e a idade (no caso de crianças e adolescentes). A delegada Renata Fagundes, responsável pelas investigações, informou que já foi possível encontrar uma dessas pacientes, pois o homem anotou o nome completo da mulher junto aos vídeos.

Em busca das vítimas

Fábio é clínico geral da Secretaria Estadual de Saúde de Betim, mas o material apreendido era de atendimentos feitos em uma clínica particular da cidade, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele estava em liberdade provisória e chegou a ficar preso entre outubro e dezembro de 2018.

Além das provas já coletadas anteriormente, a polícia encontrou um novo CPU em sua casa, contendo mais imagens e provas contra o abusador. Esse material também será analisado pela polícia e anexado ao inquérito.

"A única mulher ouvida pela polícia, segundo a delegada, disse ter chegado ao consultório e percebido que algo estranho estava acontecendo, mas não se deu conta de que havia uma câmera instalada e de que estava sendo filmada.
Ela nos contou que era um exame que deveria demorar cerca de cinco minutos, mas que ficou cerca de 40 minutos na sala com o médico. A paciente estranhou, mas não sabia direito o que acontecia ali, mas chegou a notar que o aparelho estava sendo usado de forma inadequada e o médico estava excitado durante a consulta"
Delegada Renata Fagundes resumindo depoimento de vítima

Tortura 

Entre o material apreendido, a polícia também teve acesso a imagens de tortura contra uma mulher. A vítima foi encontrada e ouvida pelos investigadores. “A mulher não tinha conhecimento do que havia acontecido. Era uma prática de tortura e não um ato sexual normal. Ela provavelmente foi dopada”, revela a delegada.

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