09/02/2019

AGÊNCIAS REGULADORAS SÃO "NOCIVAS" AO PAÍS - NÃO SERVEM PARA NADA

Para que servem as agências reguladoras? Nada

Crédito: egdigital
Elas consomem R$ 8 bilhões do erário e viraram bolsões de lobby e empreguismo. Assim, é melhor encerrar as atividades.

As agências reguladoras custam caro aos brasileiros. Para 2019, R$ 8,09 bilhões do orçamento público foram destinados a elas. Cada vez menos elas cumprem, no entanto, o dever de garantir os direitos dos consumidores, uma das funções que constam nas leis que as criaram. Prova disso é a grande quantidade de providências tomadas contra elas por órgãos como Ministério Público, Defensoria Pública e Procon, além da alta judicialização da relação entre consumidor e empresa. Em 2017, foram 4.797.905 processos relacionados ao direito do consumidor, número que vem crescendo desde 2015. A frustação da vez é com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A empresa aérea Avianca decretou recuperação judicial e cancelou os voos a partir de 31 de março para Nova York, Miami e Santiago do Chile. Agora os consumidores estão sem saber como vão ser suas viagens, muitas planejadas com um ano de antecedência.

A empresa se resume a pedir que os clientes aguardem porque entrará em contato por ordem cronológica, ou seja, aqueles que embarcarão em abril serão contatados em fevereiro. Além disso, afirma que remanejará os passageiros em outros voos ou então reembolsará o valor pago pelo bilhete. O problema é que muitos compraram suas passagens em baixa, meses antes ou durante a Black Friday, o que significa que não conseguirão comprar, agora, o mesmo trecho no mesmo valor. Além disso, serem remanejados em outros voos significa mudar o horário ou até mesmo a data em que chegarão aos seus destinos, o que acarretará prejuízos a viagens cuidadosamente organizadas. A Anac, por sua vez, declara em seu site que “continua acompanhando com atenção a situação operacional da empresa, sempre em constante vigilância quanto ao cumprimento dos requisitos de segurança exigidos nos Regulamentos Brasileiros de Aviação Aeronáutica (RBAC) e os deveres de prestação de serviço aos passageiros.” A agência informou à ISTOÉ que solicitou à Avianca “o envio semanal de dados e providências adotadas em relação aos clientes”. Na terça-feira 6, o Procon-SP tomou providências e informou que notificou a empresa para prestar esclarecimentos sobre o número de consumidores prejudicados, os procedimentos adotados para ressarcimento e remarcação de voos e os canais disponibilizados para atendimento aos passageiros. Caso a resposta não respeite o Código de Defesa do Consumidor, a empresa poderá ser multada.

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