Moro e Bolsonaro são proibidos de comentar investigações do Coaf
Após o Jornal Nacional revelar que um novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) trazem movimentações financeiras atípicas do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o Palácio do Planalto não só tenta blindar o presidente Jair Bolsonaro (20/1) para que as denúncias não o atinga como também o proibiu de comentar o assunto. A comunicação da Presidência da República acredita que qualquer fala do chefe do Executivo brasileiro pode fortalecer as suspeitas que recaem sobre seu filho mais velho, ao invés de diminuí-las.
O Metrópoles apurou ainda que a “ordem de silêncio” foi estendida ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. No entanto, a falta de explicação convincente de Flávio Bolsonaro sobre as movimentações financeiras e sua relação com o ex-assessor Fabrício Queiroz vem irritando não só a Moro, como também, o núcleo militar mais próximo ao presidente. Para eles, cabe ao senador eleito apresentar provas de defesa e descomplicar os primeiros dias de governo de seu pai.
No Planalto, existe a preocupação de que o desgaste sofrido por Flávio desde a descoberta de movimentações atípicas pelo Coaf nas contas de seu ex-assessor contamine as ações do presidente da República. Desde as primeiras identificações de transações suspeitas nas contas de Queiroz, ainda em dezembro de 2018, a oposição ganhou força para rebater a principal bandeira que levou o grupo Bolsonaro ao poder: acabar com a corrupção.
Metrópoles
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