01/12/2018

REUNIDO EM BRASÍLIA O PT TENTA SE REINVENTAR

Isolado, PT reúne comando em Brasília para tentar se reinventar

Divulgação/Ricardo StuckertNo primeiro encontro nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), após a sigla ser derrotada na disputa presidencial por Jair Bolsonaro (PSL), a luta em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no centro das falas de todos os dirigentes reunidos em Brasília nessa sexta-feira (30/11) e sábado (1º/12).

Contudo, não há ilusões quanto à formação de uma frente de partidos que possa engrossar o caldo para tirar o líder petista, condenado na Lava Jato, da prisão. A cúpula partidária também reconhece a dificuldade de a legenda compor com outras siglas de esquerda na ofensiva à próxima gestão federal. Aos 39 anos, o PT está isolado.

Os petistas estão céticos em relação à adesão de outras legendas, como PDT, PCdoB, PSB e PSol, no que consideram estratégico e prioritário para o partido neste momento: a libertação de seu maior líder – preso desde abril deste ano na Carceragem da Polícia Federal de Curitiba (PR), após ser condenado em segunda instância no processo referente à propriedade de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

A presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, disse que o diálogo está em curso com as demais legendas para formar uma oposição forte a Bolsonaro. Segundo ela, essas conversas não passam necessariamente pela formação de bloco no Congresso. “Estamos em conversas com os partidos no sentido de formarmos uma frente ampla de defesa da democracia”, disse Gleisi em entrevista durante um dos intervalos da reunião dessa sexta (30).

Embora as duas mesas formadas fossem para analisar erros e acertos da sigla nas eleições e ainda projetar o que será o governo de Bolsonaro, a avaliação de que a luta por Lula não une as legendas esteve na fala de quase todos os dirigentes.

Com informações do Metrópoles

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