11/12/2018

PARLAMENTARES ENVOLVIDOS EM OPERAÇÃO DA PF EMITEM NOTA


O que dizem os citados

- Em nota, a defesa de Aécio Neves informou que o senador "sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos que se fizessem necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados". Os advogados do senador informaram ainda que o inquérito policial é baseado nas delações de executivos da JBS que tentam "transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na Justiça Eleitoral, em algo ilícito para, convenientemente, tentar manter os generosos benefícios de seus acordos de colaboração". A defesa afirmou ainda que uma investigação "correta e isenta" vai apontar a verdade e a legalidade das doações feitas.

- Também em nota, Paulinho da Força afirmou que a acusação de compra do apoio do Solidariedade por Aécio em 2014 é "absurda" e "beira o ridículo", e que o partido já apoiava o tucano desde a criação da legenda, em 2013. O deputado também afirma no texto que a delação da JBS "foi desmoralizada publicamente" e que está à disposição da Justiça "desde que lhe seja facultado acesso ao processo previamente."

- A defesa de Cristiane Brasil disse que a Polícia Federal está buscando incriminar uma atitude política, porque naquele ano era permitida a doação eleitoral de empresas privadas.

- Em nota, o deputado Benito Gama disse que não houve contra ele nenhuma medida de busca e apreensão ou qualquer outra medida. "Assim como em toda a minha trajetória, continuo sempre à disposição da justiça em qualquer investigação. Faz parte do estado democrático. Repudio em absoluto qualquer ato de corrupção e tentativa de ser relacionado ao objeto das investigações da Lava Jato. Reitero a minha lisura e conduta pautada na honestidade, seriedade e responsabilidade ao longo destes mais de trinta anos dedicados à vida pública em prol da Bahia e do Brasil", afirmou.

- José Agripino disse que seguiu a legislação eleitoral vigente quando, como presidente do partido, buscou doações para o DEM e que elas form feitas "sem que o ato de doação gerasse qualquer tipo de compromisso entre o doador e o partido ou qualquer dos seus integrantes." O senador se colocou à disposição da Justiça.

- A assessoria do senador Antonio Anastasia afirmou, em nota, que "desconhece totalmente o motivo pelo qual teve seu nome envolvido nessa história. Em toda sua trajetória, ele nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém".

- A defesa de Andrea Neves informou que ela não vai se manifestar, por enquanto, pois não teve acesso ao conteúdo dos autos e em respeito às investigações. O advogado de Frederico Pacheco disse que oportunamente serão prestados os esclarecimentos pertinentes.

- O Diretório Nacional do PTB afirmou, em nota, que o partido recebeu doações legais de campanha da empresa JBS nas eleições de 2014. "Reiteramos ainda que as doações recebidas foram realizadas rigorosamente dentro das normas legais e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral".

*Colaboraram G1 BA, G1 MG e G1 RN

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