21/02/2018

BRASIL: FUTEBOL SEM ASSÉDIO SEXUAL

Deputados cobram ações da CBF para evitar casos de assédio sexual no futebol

Na capital federal, o clima é de cobrança em relação à atuação da CBF para evitar casos de abuso sexual de jovens atletas no País. Integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados dizem que a entidade não cumpre um pacto firmado após a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 2014.
Na época, quando o Brasil ainda se preparava para receber a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio, dois anos depois, os deputados sugeriram à confederação ações como a promoção de campanhas de prevenção dos crimes; qualificação de profissionais para atuação preventiva junto às crianças; uso da ouvidoria da CBF para recebimento de denúncias e fiscalização nas escolas de formação de atletas.
Na última audiência pública realizada sobre casos de exploração sexual no futebol, em agosto do ano passado, deputados reconheceram que a CBF apoiou campanhas educativas e promoveu cursos de qualificação para profissionais, mas sem foco específico em abusos sexuais. “A CBF cumpriu parcialmente apenas duas ações das dez previstas no pacto”, afirmou a deputada Érika Kokay. “Não podemos permitir esse desrespeito ao Parlamento e às crianças e adolescentes.”

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