24/09/2017

JOGADOR DE FUTEBOL: O OUTRO LADO DA MOEDA

Clubes sazonais e salários mínimos: a realidade do jogador de futebol no RN

Último clube de Joan foi o Assu (Foto: Hugo Monte/GloboEsporte.com)O atacante Joan, de 24 anos, viveu boa parte da sua carreira nas categorias de base do ABC. Mesmo com bom retrospecto no sub-17 e sub-20, deixou o clube na fase de transição para o profissional. Desde então, ele vive como andarilho no mundo da bola. Nestes cinco anos seguintes, passou por clubes como Porto-PE, Hercílio Luz-SC, Atlético Potengi-RN e, por último, Assu - todos sem a perspectiva de um contrato mais longo e com salários pouco atraentes. Há cinco meses, ele está desempregado - mais precisamente desde o final do Campeonato Potiguar. Joan é um retrato do jogador potiguar sazonal: atua um período do ano por um clube pequeno, com baixo salário, e não sabe se terá emprego no restante dele.
Como o atacante, outros tantos jogadores no Rio Grande do Norte vivem essa situação na carreira. Quase 70% dos atletas que atuaram no Campeonato Potiguar deste ano recebiam até dois salários mínimos como renda (R$ 1.874), segundo levantamento do Sindicato dos Atletas de Futebol Profissional do Estado do Rio Grande do Norte (Safern). Os dados, inclusive, foram utilizados pelo ex-jogador Robson "Capitão", ídolo do América-RN e hoje diretor financeiro da Safern, no trabalho de conclusão do curso de Educação Física. Alguns desses casos foram retratados na série Desilusão Futebol Clube, do Globo Esporte RN e do GloboEsporte.com.

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