Em carta, Dilma pede a Maduro que evite violência na eleição venezuelana
Também Paraguai e Uruguai cobraram o governo venezuelano, na primeira vez em que a maioria dos países do Mercosul colide, pelo menos verbalmente, com a Venezuela chavista.
A nota do Itamaraty —que marca um primeiro passo para eventual
distanciamento em relação a Caracas— diz que “o governo brasileiro tomou
conhecimento com consternação do assassinato de Luis Manuel Díaz,
dirigente do partido Ação Democrática (AD), ocorrido no contexto de
comício eleitoral no Estado de Guárico, Venezuela”.
Depois, lembra o óbvio, mas que geralmente é omitido quando se trata da relação entre Brasília e Caracas:
“Ao condenar com firmeza esse lamentável incidente, o governo
brasileiro recorda que é da responsabilidade das autoridades
venezuelanas zelar para que o processo eleitoral que culminará com as
eleições no dia 6 de dezembro transcorra de forma limpa e pacífica, de
modo a permitir que o povo venezuelano exerça com tranquilidade seu
dever cívico e tenha plenamente respeitada sua vontade soberana”.
É uma maneira não tão sutil de jogar o cadáver de Díaz, morto na
quarta (25), no colo do governo de Nicolás Maduro, não porque o tiro
tenha sido disparado por chavistas, o que ninguém tem condições de
afirmar por ora, mas pelo ambiente de intimidação criado pelas
autoridades.
Folha
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