28/11/2015

DILMA DISCORDA DO SANGUINÁRIO MADURO

Em carta, Dilma pede a Maduro que evite violência na eleição venezuelana

imageFoi preciso um assassinato político para que o governo brasileiro deixasse de lado a omissão permanente em relação aos abusos cometidos pelo regime bolivariano da Venezuela e soltasse uma nota em um tom acima dos geralmente anódinos comunicados oficiais do Ministério das Relações Exteriores.
Também Paraguai e Uruguai cobraram o governo venezuelano, na primeira vez em que a maioria dos países do Mercosul colide, pelo menos verbalmente, com a Venezuela chavista.
A nota do Itamaraty —que marca um primeiro passo para eventual distanciamento em relação a Caracas— diz que “o governo brasileiro tomou conhecimento com consternação do assassinato de Luis Manuel Díaz, dirigente do partido Ação Democrática (AD), ocorrido no contexto de comício eleitoral no Estado de Guárico, Venezuela”.
Depois, lembra o óbvio, mas que geralmente é omitido quando se trata da relação entre Brasília e Caracas:
“Ao condenar com firmeza esse lamentável incidente, o governo brasileiro recorda que é da responsabilidade das autoridades venezuelanas zelar para que o processo eleitoral que culminará com as eleições no dia 6 de dezembro transcorra de forma limpa e pacífica, de modo a permitir que o povo venezuelano exerça com tranquilidade seu dever cívico e tenha plenamente respeitada sua vontade soberana”.
É uma maneira não tão sutil de jogar o cadáver de Díaz, morto na quarta (25), no colo do governo de Nicolás Maduro, não porque o tiro tenha sido disparado por chavistas, o que ninguém tem condições de afirmar por ora, mas pelo ambiente de intimidação criado pelas autoridades.

Folha

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