

Caro João André,
Há mais de ano que não escrevo para blogs, porém depois de ler a carta do professor Pedro Simões, não me contive!
Não posso deixar de parabenizar o Professor pelo conhecimento da história econômica de nossa Terra, pela altivez estilística, pela erudição despreocupada que se espraia do seu texto, entretanto, o eminente professor pôs tudo a perder exatamente no cerne da sua tese, ou seja, na escabrosa defesa do retorno de Geraldo Melo a política, justamente, aqui em Ceará Mirim.
Malgrado o discurso seja, numa óptica formal, bem talhado, a retórica de forçar fazer entende-se que o muito velho é novíssimo, que o diabo é mais bondade do que desgraça, é exacerbadamente contraditória. A verdade é que à volta de Geraldo Melo a política local só interessa a velhíssima elite e seus serviçais, a quem cabe defender tal retrocesso.
A lógica é simples. É só constatar o atraso da nossa Terra, relembrar que o grupo do ex-senador governou por tantos anos Ceará Mirim e as conclusões são...
Em outras palavras, os Novos Tempos, Novos Ventos é muito velho, soprou por nosso Município por longos anos e o resultado é dispensável rememorar. O Senhor Geraldo Melo mesmo com todas as qualificações referidas pelo Prof. Pedros Simões: inteligência privilegiada, astúcia política, experiência e preparo, portador inclusive de relevante influência política respectivamente na época que era governador e senador da república, não teve interesse de semear bons frutos pelos verdes canaviais. Ao revés, definitivamente, não foi nada bom para Ceará Mirim o tempo de dominação da família do ex-governador, ex-senador e ex-industrial.
Por outro lado, não quero dizer com isso que Ceará Mirim encontrou melhor caminho, porém não é voltando ao passado que nosso Município terá sua redenção porque aquele velho estilo de política e administração pública já teve diversas oportunidades, mas não soube ou não quis aproveitá-las em favor do nosso povo.
Já é tempo de Ceará Mirim se livrar de mal-assombros que sobrevivem da compra de votos, aproveitando-se da miséria do nosso povo, numa dominação sustentada pela falta de oportunidade de educação e trabalho, propositalmente engendrada. O futuro de nossa Terra deve ser criado aqui, com nossos concidadãos e não com o aceno à velha política que de novo não tem nada.
Gláucio Tavares
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