24/04/2011

CARTA RESPOSTA DE PEDRO SIMÕES


Querido(a)s Amigo(a)s:

Fiz um artigo ("Ceará-Mirim vai encontrar alguém") em que colocava a necessidade de uma reflexão sobre o destino do nosso município e apresentava o nome de Geraldo Melo como de alguém capaz de ser o gestor de um projeto de revitalização que retirasse a nossa cidade da estagnação e a reconduzisse à sua antiga glória. O artigo mereceu uma série de observações. Recebi cerca de 60 mensagens, algumas concordantes, outras discordantes. Uma delas, bem elaborada e bem pensada, me chamou atenção. Era da lavra de CRÉSIO TORRES JR., um inteligente, talentoso e sensível artista cearamirinense, que, num tom de revolta e de desabafo, se opunha às minhas considerações. Como creio que os pontos de vista defendidos pelo seu autor, de certa forma, sintetizam e expressam o pensamento discordante, dei-me à liberdade de respondê-la, fazendo uma análise brevemente histórica, sociológica e econômica da conjuntura contemporânea do nosso município. Apesar de ser dirigida ao amigo Crésio, dei-lhe o caráter de "carta aberta" para que todos os meus amigos e amigas conhecessem as suas razões. Não se trata de nada que já não tenhamos discutido nos anos sessenta, um grupo de amigos, estudantes, que se preocupavam com o Ceará-Mirim, dentre os quais, destaco, Hamilton Dantas, Emmanuel Cavalcanti, Sizenando Bezerra, Poti, João Batista, Ademar Araújo e o avô do querido poeta Crésio Torres, Nelsino Moreira, por nós carinhosamente chamado de "Duca". A carta é longa, por isso pedimos a paciência e a tolerância dos amigos, porque vale pena conhecê-la, muito menos como peça literária - que não é - do que como documento que sustenta as minhas razões.

FELIZ PÁSCOA!

Três abraços para cada um(a)

Pedro Simões


CARTA ABERTA AO MEU QUERIDO AMIGO, ATOR E POETA CRÉSIO TORRES JR.

A PROPÓSITO DO NOVO VELHO CEARÁ-MIRIM


Pedro Simões

Quando conclui a leitura de sua carta, em resposta ao meu artigo “Ceará-Mirim vai encontrar alguém”, transportei-me para os anos sessenta, quando era adolescente, sonhador, passional e rebelde. Mesmo sem causa. Evidentemente, você tem uma causa – o bem estar da sua terra, a revolta contra os espoliadores, e, porque não dizer, a incerteza quanto ao futuro, o que trai uma certa desesperança. Acho mesmo que a palavra-chave para a compreensão do seu desabafo é essa: desesperança.

Não sou xenófobo, nem intolerante, sobretudo quanto aos meus compatriotas. Custou-nos muito formar uma unidade nacional num país-continente, assim como foi necessário algumas gerações para construir uma identidade cearamirinense. Nossa terra é composta por um amálgama de brasileiros provindos de toda parte do território nacional.

Que eu me lembre, o homem público com a maior folha de serviços prestados ao município, foi Francisco de Salles MEIRA SÁ, que era paraibano. DOUTOR Francisco CANINDÉ Cavalcanti, Prefeito da cidade e o empreendedor da primeira usina de energia elétrica da cidade era de São José de Mipibu. Os dois últimos vigários da paróquia, Monsenhor Celso Cicco e o Padre Rui Miranda, também são oriundos.

Poderia citar muito outros nomes: Ubaldo Bezerra, pernambucano; Odilon Ribeiro Coutinho (paraibano); Aderson Eloy (paraibano), Murilo Barros (cearense)e Manoel Pereira (São Paulo do Potengi), todos ex-Prefeitos. O coronel Felismino Dantas, o mais expressivo chefe político do município, dezenas de vezes deputado e prefeito era pernambucano; o primeiro engenho (Carnaubal) foi construído por um português. Uma das mais ilustres famílias do município, os Sobral, que eu saiba, provieram do Ceará; os Praxedes, de Taipú; idem, os Ramalho, só para citar exemplos mencionados por você, como nomes da terra.

Os Ribeiro Dantas, que emprestaram o seu empreendedorismo e a sua culura à nossa terra, eram de São José de Mipibu.

O nordeste, querido amigo, é um mosaico. E nós, os norte-rio-grandenses, temos origens comuns com os nossos vizinhos paraibanos e pernambucanos, tanto mais com os co-estaduanos. O Brasil é um arquipélago. O Nordeste também. Não somos ilhas.

E, vale lembrar que a xenofobia tem gerado antropófagos, tal como Hitler (que ironicamente não era alemão, mas austríaco) que em nome de uma insustentável estirpe germânica, levou o mundo a uma catástrofe sem precedentes.

A propósito, Hitler, para erigir o seu “nacionalismo” precisou de bodes expiatórios que de fato foram conseqüências do seu discurso xenófobo – os judeus.

Portanto, meu inteligente amigo, não é prudente avançar nessa direção: nem exorcizar os “oriundi”, nem procurar um bode expiatório para as nossas seqüelas. Elas são antigas, tradicionais... convenientes a uma certa elite e justificadoras da nossa omissão ou inação.

A MONOCULTURA CANAVIEIRA

Nos anos setenta, convidado por um amigo, o engenheiro Janúncio Bezerra Sobrinho, diretor da Sondotécnica (a empresa que fez o projeto da Barragem de Poço Branco), mantive contato com técnicos israelenses da empresa Tahal, que fazia uma prospecção no vale do Ceará-Mirim. Eles me afirmaram que nunca haviam visto tanto húmus, tanta fertilidade, tanta riqueza de subsolo quanto no sedimento do nosso ouro verde. Disseram mais, que se o seu país (Israel) tivesse um vale como esse, seria auto-suficiente em alimentos e ainda teriam excedentes para a exportação.

Os mesmos técnicos, preveniram-me para o desastre da monocultura em geral, especialmente a canavieira, que tantos danos causam à economia por ser a única via produtiva, sujeita a causas sazonais e oscilações do mercado. E, notadamente, porque a riqueza se concentrava nas mãos de poucos, provocando um desequilíbrio insuperável na distribuição de renda.

(Sem falar, naturalmente das conseqüências políticas advindas da concentração do poder das oligarquias econômicas)

Aconselhou a diversificação da produção agrícola, sobretudo na adoção de um modelo de hortifrutigranjeiros. E a adoção de políticas públicas estruturantes que expropriassem as propriedades de grandes extensões, convertendo-as em cooperativas.

Mas, as suas recomendações, segundo relato do meu amigo Janúncio, foram rechaçadas pelo sistema produtivo dominante – agro-industriais e plantadores de cana – porque rompiam a tradição e comprometiam o “saber fazer”, já que não conheciam outra modelo econômico. E, provavelmente, temiam a produtividade dos pequenos proprietários de “meia-léguas” de terras, os “corredores” da “ribeira” do vale e da nova casta de pequenos produtores reunidos em cooperativa .

Então meu caro poeta, a patologia que esclerosa Ceará-Mirim é muito antiga e crônica. Vasculhando os compêndios de história do nosso estado, localizo inúmeras crises no setor canavieiro, alternadas com períodos de equilíbrio e apenas uma única fase de poderio econômico: no sistema escravagista, onde o poder de competitividade dos senhores de engenho, com custos próximos de zero, ao par da pouca concorrência no mercado externo, faziam toda a diferença.

A situação piorou quando as usinas ainda ativas – São Francisco e Ilha Bela ( a Santa Terezinha já era fogo morto) – alcançaram estado de insolvência e tiveram de ser negociadas. Ninguém, ao que me lembre, atribuiu culpa do estado falimentar do município aos empresários Roberto Varela (nativo) e Odilon Ribeiro Coutinho (paraibano). Nem o ilustre Ubaldo Bezerra, chefe político do município, pela quebra da sua usina.

O foco, então, era a sobrevivência da economia, viesse de onde viesse a solução, fosse quem fosse o salvador. Não se discutia a ética nem o “municipalismo”, mas a manutenção do sistema.

O capitalismo não tem ética, meu caro amigo, com raríssimas e honrosas exceções. Nem se tem preocupado com a função social do seu exercício. Acreditam que o seu único papel no contexto social é gerar emprego e renda, que por si já justificariam os seus lucros. O intuito e a lógica desse sistema é o enriquecimento, com a aplicação da Mais Valia.

O CONSERVADORISMO E AS REFORMAS

E infelizmente, dado ao seu perfil conservador, também trazido pelo DNA tradicional, Ceará-Mirim não se abriu à uma via socialista, nem a uma terceira via, porque a sua visão é imediatista, conjuntural, e nunca estrutural.

Enxergamos apenas o imediato e, por isso, reformamos as mazelas político-sociais. Um remendo aqui, um cerzido ali, e pronto! Tendo um lençol para nos cobrir é o suficiente, não interessa a fragilidade do tecido, que mal e mal nos agasalha...e por pouco tempo, até uma nova ferida.

Assim é com o tecido social. As reformas adiam o advento de novos problemas ou o agravamento dos já existentes, aliviam as tensões temporariamente, mas não resolvem definitivamente as seqüelas sócio-econômicas.

Além disso, como já foi dito, raciocinamos em curto prazo. Pensamos diferentemente dos países orientados por sábios que planejam em longuíssimo prazo, porque se pensa no futuro das gerações e não apenas no seu curto período de sobrevivência.

Mudança e futuro, eis o binômio a ser perseguido. Mudanças reais, no cerne do tecido sócio-econômico e um planejamento sério, com projetos consistentes e realizáveis. Um plano de metas para a nossa terra, num plano plurianual que sinalizasse a revitalização e o crescimento do município, seria o mínimo indispensável às mudanças pretendidas e à crença num futuro promissor.

Não seria um plano qualquer, um engodo eleitoreiro, mas um projeto discutido com a sociedade e avaliado técnicamente quanto à sua substância e viabilidade.

Alimentamos também, nós, os seres humanos, uma tendência de sempre transferir para outrem as nossas próprias culpas e responsabilidades. Essa tendência se potencializa no nordeste, em virtude do nosso sistema social patriarcal. Fomos acostumados a depender sempre de esmolas e benesses. Tanto isso é verdade que sempre culpamos o poder público pelas nossas próprias mazelas, inclusive e principalmente, pelos nossos fracassos.

Em Ceará-Mirim, essa tendência se fortaleceu, em razão da estrita dependência da economia ao sistema produtivo agro-industrial canavieiro. Sem alternativas, rendemo-nos à evidência de que estávamos fatalizados àquela dependência. Então, só nos restou confraternizar o sistema, agregando-nos a ele.

E AS REAÇÕES AO SISTEMA DOMINANTE?

Nossas lideranças políticas provieram desse sistema, sem nenhuma reação expressiva de nossa parte. Que eu me lembre, na história contemporânea dos embates políticos municipais, só me recordo da resistência heróica de Rafael Sobral, contra as oligarquias canavieiras, aglutinadas em torno de Aderson Eloy, então gerente da Usina Ilha Bela.

Com Rafael apenas o “Zé Povinho”, como se dizia à época. As ditas famílias ilustres “da terra” a que você se refere, coonestaram o representante das oligarquias, como vem fazendo até hoje.

O que a sociedade da nossa terra fez até agora para se libertar desse sistema? Qual o “nome da terra” sufragado para gerir os destinos do município? Antonio Marcos Peixoto? Foi essa a opção dos meus conterrâneos para fazer frente ao “desalmado” Geraldo Melo? Foi essa a alternativa para instaurar um novo tempo no município?

Será que o fenômeno “Peixoto” não resultou de uma carência de “nomes da terra” para representarem o município? Não sei se estou certo, mas por que a escolha desse candidato, num momento em que a sociedade se insurgia contra a oligarquia Melo – segundo você cogita – se havia tanta fartura de “nomes da terra”, por que, então, se valer de um “estrangeiro”, despreparado para governar o município.

Posso falar sem reserva e sem medo, porque não votei nele (sou eleitor do município). Aliás, à míngua de nomes que acreditava de real serventia para a cidade naquela conjuntura, votei em branco para prefeito.

POR QUE GERALDO MELO?

Quando cogitei do nome de Geraldo Melo, vislumbrei um homem público “adotado” por Ceará-Mirim, aculturado à nossa terra, já que viveu tanto tempo entre nós. Um homem público, segundo depoimento de gregos e troianos, competente, inteligente e capaz. Ex-governador, ex-senador e vice-presidente do Senado, empresário e gestor experiente...ninguém em nossa cidade (e talvez no nosso estado) o supera nesse cabedal de qualidades que o credenciam a assumir o encargo de chefiar qualquer um dos níveis do poder executivo...

...aliás, considerando os cargos e as posições que ocupou, se aceitasse a provocação de ser candidato a Prefeito, faria um exercício de humildade e de devotamento à sua pátria adotiva, porque não envaideceria o seu currículo com essa posição.

Evidentemente, como assinalo, no artigo, esse projeto seria emergente de um acordo com a sociedade, onde estaria implícito, naturalmente, as condições para o perfeito equilíbrio entre o presente e o futuro, uma negociação, uma tratativa de interesses com vistas às salvaguardas contra questões como as que você refere: oligarquia, projetos políticos pessoais, etc.

O nome de Geraldo é lembrado como o de um ‘gestor’ de um projeto discutido e elaborado com a sociedade, em que se consideraria, prioritariamente, uma saída para a crise econômica em que vive o município – ou somente eu, um humilde e limitado estudioso de políticas públicas, estaria enxergando e acreditando na necessidade de uma nova modelagem para Ceará-Mirim?

Mas, nesse particular, eu transigiria para um nome “como o de Geraldo Melo”, embora não tenha restrições a ele próprio, já que tem os mesmos defeitos e qualidades dos nossos políticos locais, mas com uma vantagem: o talento, a competência e a experiência. Ou será que alguém se atreve a contestar esse fato.

OS “FILHOS DA TERRA”

Então, meu querido ator, a questão se coloca assim: dê-me o nome de alguém capaz de preencher esses requisitos e eu estarei disposto a mudar de idéia quanto à minha sugestão, aliando-me a um novo projeto, embora saiba que a minha adesão não acrescenta quaisquer dividendos a quem se apresente aglutinador desse projeto, uma vez que não tenho prestígio político nem votos que me credenciem.

Não duvido que possa existir alguém qualificado, e nesse caso, recitaria a ladainha do “mea culpa”, mas, confesso a minha ignorância. Apesar de haver muita gente habilitada ao posto, desconheço um conterrâneo com um perfil integralmente ajustado a essa circunstância.

Mas não creio que ser filho da terra seja a única credencial para suprir essas pré-condições. Se esse nome, capaz de atender os atributos exigidos, for o de um conterrâneo, seria a glória. Mas, é como sempre digo, ninguém é bom por ser meu amigo; é meu amigo porque é bom. Ninguém se credencia como bom candidato por ter nascido na terra, embora essa condição o autorize a postular o cargo em situação privilegiada...desde que somada às suas comprovadas qualidades morais, intelectuais e político-administrativas.

Não precisamos de um síndico para administrar a massa falida municipal, um que sempre utilizará o retrovisor para visualizar os erros do passado e assim justificar a sua inação, ou a falta de talento e de criatividade para inovar.

Precisamos de um gestor e de um projetista-empreendedor, que busque alternativas para a revitalização do município. Não é necessário que seja redentorista, milagreiro ou mágico. Apenas que se disponha a buscar agora, no presente, as soluções que façam emergir o nosso município da estagnação.

ENFIM, UM NOVO VELHO CEARÁ-MIRIM

Impõe-se um programa substanciado neste jogo de palavras: O NOVO VELHO CEARÁ-MIRIM. Conservar, manter as tradições da nossa terra de tantas glórias, mas buscar o novo para que ela se renove e sobreviva. E olhe, estimado amigo, que esse NOVO é complexo. Porque há jovens velhos e velhos novos. Não é a idade ou o vigor que contam, necessariamente, mas é a vitalidade das idéias que define esse NOVO.

Não se improvisa, nem se produz inteligência, talento, experiência e competência, mesmo sob justificativa de amor ou devotamento à causa. Essas condições potencializam o candidato, habilita-o, põem-no em situação de supremacia em relação aos demais, mas não o credencia se desacompanhado dos requisitos exigíveis para suprir o cargo.

Amo o debate. Sou amante da liça, gosto de dialogar, de buscar a verdade, até mesmo porque não há verdade absoluta, mas inúmeras “verdades”. Cada qual tem a sua.

Assim posto, por que não realizamos um grande debate sobre a nossa terra, convidando os interessados em promover a sua ressurreição? Estou elaborando esse projeto para discuti-lo com aqueles que se preocupam com o futuro do município e daí então, convidaríamos os representantes da sociedade civil organizada e a classe política para debatermos os temas relevantes para a nossa cidade.

Estou, com humildade, mas com a minha verdade, à disposição dos conterrâneos que queiram debater o assunto.

Três grandes abraços, o respeito e a admiração do menor dos seus amigos.

OBSA Geni é uma perigosa fábula porque admite diversas interpretações. Se ela é Ceará-Mirim, então, é uma injustiçada e traída, não pelo “Zepelim”, que a teve para o seu prazer, mas pelo povo da cidade, que a usou, sacrificou e depois a apedrejou.

Quanto ao Zepelim, ele sempre voa e ameaça a cidade com os seus mil e um canhões. A questão que deve ser colocada é: quem o trouxe agora para cá? A Geni com certeza não foi, porque ela repudia os Zepelins. Então, quem foi?

Adivinhe?

22 comentários:

Anônimo disse...

Sinceramente esse senhor perde a oportunidade de ficar calado.
Dos mals tratos que passamos nas mãos dos Melos eu e minha familia fomos vitimas durante vários anos.
Talvez pelo fato do senhor ter sido secretario de Geraldo, o senhor como uma infima minoria, tenha ficado com as benesses, enquanto a massa ficava com o descaso e descompromisso de sua equipe.
Tens todo direito de defendê-lo e eu, minha familia e Ceará-Mirim mostrará ao RN o que o RN já mostrou a Ceará-Mirim, ou seja, Geraldo Melo passou. Não dá mais!
Att
Flavio

Anônimo disse...

tá vendo como é esse zé povinho que navega aqui nesse blog, mete o cacete, mata e esfola e até agora nimguem se atreve a comentar esse bem dirigido papiro; "carta aos farizeus" D 03, M 10, A 2012 DC (depois de cristo), faco minha as tuas palavras sapiente homen dessa terra, conte sempre comigo para botar fogo nesse monturo.

PEDRO PAULO disse...

Dr.Pedro Simões é uma das mentes brilhantes do nosso Ceará-Mirim,respeito e o admiro muito,simples e humilde,respeitador,o conheço de muito tempo.

Francisco Brito disse...

Ceará-Mirim hoje precisa e muito dos pensamentos e da inteligência do Dr. Pedro Simões,seu conhecimento e sua experiência dar uma segurança a um possível projeto político.
Hoje eu estou com ele, acho que só um grande nome e de peso enfrenta de igual para igual o poderoso esquema que se apoderou do nosso município. Parabéns pela carta.

MAX disse...

Concordo plenamete,acho que devemos deixar de lado as picuínhas políticas e pensar somente no bém e no futuro de Ceará Mirim apesar de não concorda com algumas atitudes de Geraldo Melo devemos reconhecer sua capacidade e sua experiência administrativa e política tudo o que um gestor pulblico precisa para fazer uma boa administração,acho que a grande dúvida é saber se Geraldo aceita o desafio.

Anônimo disse...

Esse Pedro Simôes tem muita é lenga lenga e só fala pra encher linguiça.Ele pensa que o Ceará Mirim não sabe que ele foi cupincha de Geraldo Melo sendo o seu secretário de segurança que mandou espancar estudantes em greve.Ele tenta distorcer a historia de Ceará Mirim trazendo fatos inve´ridicos para este blog.Quem quebrou não foi a usina e sim Geraldo Melo,amigo de Pedro Simoes,por ser perdulário e mau gsetor.Ele está a serviço de Geraldo que deve lhe ter prometido alguns trocados.Crésio Torres tem toda razão

Anônimo disse...

nemli,nemlerey.

Anônimo disse...

Este senhor já morou em Ceará Mirim mas parece que não deseja o bem da nossa terra, está querendo ser candidato a prefeito?, não sei porque só reapareceu agora. Ora, se Geraldo foi tudo aquilo que ele falou, porque fez tão pouco por Ceará Mirim? até a usina ele quebrou, ande no campo e veja se a plantação de cana hoje não está diferente pra melhor? a volta dos Melos pra Ceará Mirim, será o maior desastre pra nossa terra, moior que o mal cheiro do aterro sanitário.

Anônimo disse...

Esse Pedro Simões me parece bastante fora da realidade que eu vivo ha anos em nossa cidade. Acorda cara!

Anônimo disse...

Eu não acredito que o povo da minha terra, pensa em trazer os melos de volta?????????? pelo amor de Deusssssssssss acordem pra vida!Jesus tenha piedade de nós...geraldo vá baixar noutro terreiroooooo!Tiveste tantas oportunidades de trazer melhorias e não fizeste nada por nossa terra, agora é tarde.

Anônimo disse...

Voto em Marcilio Dantas, voto em outro candidato que more aqui. Mas em Geraldo Melo nao voto nem amarrado!

Anônimo disse...

Concordo plenamente.Foi só quando vi minha cidade digna para morar e o povo sendo respeitado na saúde, moradia, salário,educação,transporte, estradas,alimentação de qualidade nas escolsa entre outras bem feitorias.Vamos tirar com urgencia esse Peixoto da jogada.

Anônimo disse...

Olha cara, não sei qual é seu interesse, só sei que Geraldo aqui não se elege.
Não passa da barreira dos 14 mil votos.
Olhe nas eleições passadas e outra, há um sentimento na população de repulsa, talvez nos blogs não apareça porque o acesso a internet ainda não é tão grande.
Assim como o cara de cima falou, voto em Marcílio ou em outro nome nosso, que more aqui, MAS EM gERALDO não voto nem amarrado pelos documentos...

Anônimo disse...

Acho engraçado esse Pedro Simões falar com yanta propriedade em ser cearamirinense só pq nasceu aqui, há quntos anos não mora mais aqui? não vem se quer de visita, só apareceu agora, cearamirineneses são os que no presente vivem aqui, que precisam do hospital, da coleta de lixo, da limpeza das ruas, não vamos nos iludir em votar novamente em Melos isso será um retrocesso, ele com certeza está atrás de um cargo mas eu tenho certeza que morar em Ceará Mirim não vai vim nunca, sejamos pelo nosso povo PEIXOTO E MELO NUNCA MAIS.

Anônimo disse...

é verdade,se geraldo manter esses 14 mil votos que ele tem naturalmente. com certesa ele serar o prefeito do CM, pense comigo: Peixoto teve 22 mil votos entao na proxima vamos dizer que ele quebre 40% dar 14.200 votos, aí teriamos um empate tecnico com Geraldo obtendo 14.000 votos, branco e nulo somaria 6.000 e o cadidato MINHOCA 4.000 votos somando assim 38.200 votantes que é o comparecimento natural de eleitores nas urnas aqui em ceara-mirim, entao o numero "nao compareceram as urnas" é quem vai descidir a eleicao, é aí que o eleitor de Geraldo lava vantagem.

Anônimo disse...

pense numa matematica exata, e gratuita... pode escrever vai dar isso mesmo: Geraldo ganha com 100 a 300 votos de maioria sobre Peixoto... agora eu tenho como mudar esse quadro pro Peixoto, mas como ele esqueseu de mim deixa assim.

Leo disse...

Esse Pedro Simões, que tambem não mora em Ceará-Mirim, tem idéias ultrapassadas e reacionárias. Um $ujeiro conservador a serviço dos Melos.

PAPÃO disse...

O TAMBORETE VEM AÍ COM O ROLO COMPRESSOR POR CIMA DE PEIXOTO E JOÃO MAIA E DALE TAMBORETADA!!!!!!

Anônimo disse...

Enquanto a isso PAPÃO, não se preocupe, pois aqui o mesmo "Geraldo Melo" esta completamente EXONERADO, agora que esta quebrado, querendo mámá nas tetas da prefeitura, quer virar bom moço, porque não fostes quando mandavas aqui geraldo?????

ao nosso amigo eloquente, um forte abraço, mas ACORDA PRA VIDA!

Anônimo disse...

Realmente é de chamar atenção, este cidadão por nome de Pedro Simões que demonstra ser um bom articulador das palavras e conhecedor da nossa cultura, embora não passe de falácias, defender a figura de Geraldo Melo, nada pessoal a ambos, mas pq não colocou em prática este projeto político p nossa terra enquanto aqui esteve?
Seriam preciso mais mil anos?

Suas palavras e eloquentes seriam oportunas se as direcionassem para alguem que realmente tenha compromisso com os habitantes desta cidade tão sofrida.

Por fim, não que DNA de honestidade seja sinonimo de "municipalismo", mas nossas questões carecem de alguem que as conheça e vivenciem no dia-a-dia.
Denilson Venâncio

Anônimo disse...

aaaah, O zepelin, objeto de represão como citado na carta, refere-se ao então atual manda-chuva, O deputado João Maia.
thanks!
Denilson Venâncio

PAPÃO disse...

AMIGO ANÔNIMO REALMENTE CEARÁ MIRIM PRECISA ACORDA PRA VIDA E NÃO CONTINUAR NESSE PESADELO,SE FICARMOS COM ESSA HISTÓRIA DE TERCEIRA VIA OU FILHO DA TERRA ISSO SÓ VAI FACILITAR PARA O PESADELO CONTINUAR.um abraço e reflita!