13/08/2026

CEARÁ-MIRIM: DEPÓSITOS DE OVOS SÃO PEDRO - NO VAREJO OU NO ATACADO O PREÇO É BOM

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Ceará Mirim/RN

7 PERGUNTAS QUE MERECEM RESPOSTAS

Perguntas 

1- O Brasil quebrando sem ter dinheiro para pagar despesas, empresas fechando, supermercado arrebentando e o que justifica esquerdista dizer que está tudo bem?


2- Colômbia autoriza operações conjuntas com os EUA para combater narcotráfico. Por que o Brasil não autoriza?


3- Mesmo levando de Ceará Mirim/RN os votos que quer, a governadora Fátima Bezerra entregou ao menos 50% de tudo que ela prometeu ao município?


4- Quais deputados federais do RN estão propensos a perderem seus mandatos em outubro?


5- Hoje, como se forma um líder político em Ceará Mirim/RN sem a benesses da prefeitura?


6- Qual filho causa mais prejuízo ao pai, Lulinha ou Flávio?


7- Em Ceará Mirim/RN quais políticos gostam de gritar e quais políticos gostam de levar gritos?

QUAL A NOVIDADE? A PGR É TCHUTCHUCA DE MORAES

PGR defende que STF mantenha restrições de visitas a Bolsonaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que rejeite recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mantenha a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai.

A manifestação foi encaminhada ao Supremo nesta quarta-feira (12). A defesa havia recorrido de decisões do ministro Alexandre de Moraes que restringiram visitas e atividades de caráter político-eleitoral durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro.

A suspensão das visitas de Flávio foi determinada por Moraes em julho, por um prazo de 90 dias, depois que o senador divulgou nas redes sociais uma carta na qual Bolsonaro endossava sua pré-candidatura à Presidência. O texto teria sido entregue ao senador durante uma visita ao pai.

Para o ministro, o encontro foi usado para dar circulação a conteúdo produzido por Bolsonaro, em violação às restrições impostas ao ex-presidente quanto ao uso direto ou indireto de redes sociais.

Em um dos recursos, a defesa pediu que Flávio voltasse a ter autorização para visitar Bolsonaro. Os advogados argumentaram que a restrição prejudica a preservação dos vínculos familiares e também a relação profissional entre os dois, já que o senador figura como advogado do ex-presidente.

Gonet, no entanto, defendeu a manutenção da medida. Segundo a PGR, o direito de visita pode ser restringido em caso de descumprimento das condições fixadas para o cumprimento da pena. A Procuradoria também afirmou que a condição de advogado de Flávio não afasta as regras impostas à prisão domiciliar, uma vez que Bolsonaro permanece assistido por outros defensores.

A PGR também se manifestou contra outro recurso da defesa, que questiona a proibição de Bolsonaro receber, até o fim das eleições de 2026, visitas com finalidade político-eleitoral e de produzir ou divulgar manifestações dessa natureza, inclusive por intermédio de terceiros.

Para a defesa, a suspensão dos direitos políticos decorrente da condenação não elimina a liberdade de expressão do ex-presidente. Os advogados também alegaram que a expressão “visitas com finalidade político-eleitoral” seria ampla e imprecisa.

Gonet sustentou, porém, que as restrições são compatíveis com a condição de Bolsonaro como condenado e com as regras do regime fechado. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses e está em prisão domiciliar por razões humanitárias.

Ao final, a Procuradoria pediu que os recursos da defesa sejam rejeitados e que as restrições determinadas por Moraes sejam mantidas.

GOVERNO LULA E A QUEBRADEIRA DAS GRANDES EMPRESAS

Montadora gigante fecha lojas e retira carros de linha

A JAC Motors reduziu drasticamente sua operação no Brasil 15 anos após iniciar as atividades no país. A montadora chinesa, que chegou ao mercado nacional com uma ampla rede de lojas e forte campanha publicitária, agora mantém apenas três pontos de venda físicos.

A retração também atingiu o catálogo de veículos. Segundo o portal Autoesporte, o SUV elétrico E-JS4 e o sedã elétrico E-J7 deixaram de ser oferecidos pela marca. A permanência do compacto E-JS1 também é considerada incerta.

A rede de concessionárias foi reduzida principalmente em grandes centros. Com o fechamento da unidade de Brasília e a concentração das operações em São Paulo, a JAC mantém atualmente a matriz no bairro do Limão, na capital paulista, além de lojas em Curitiba e Porto Alegre.

Apesar da redução da estrutura comercial, a montadora afirma que continuará atuando no mercado brasileiro e não sairá definitivamente do Brasil. Para o pós-venda, a empresa informa contar com 142 oficinas credenciadas em diferentes regiões do país.



Gigante dos móveis com mais de 5 décadas de existência tem falência decretada

Uma das empresas mais tradicionais do setor moveleiro do Planalto Norte de Santa Catarina chegou ao fim de uma longa trajetória. A Justiça de Santa Catarina decretou a falência da Indústria e Comércio de Móveis Três Irmãos, empresa com sede em Fragosos, em Campo Alegre.

Fundada em 1971, a companhia acumulou mais de cinco décadas de atuação e se tornou uma das tradicionais fabricantes e exportadoras de móveis da região. A empresa chegou a exportar praticamente toda a sua produção para o mercado internacional.

A falência ocorre após um período de grave crise financeira. A Três Irmãos estava em recuperação judicial e enfrentava dificuldades para cumprir as obrigações previstas no plano aprovado pelos credores. A produção chegou a ser paralisada e funcionários passaram a cobrar respostas sobre salários atrasados e outros direitos trabalhistas.

Em junho, diante do agravamento da situação, a própria empresa informou que havia ingressado com pedido de falência na Justiça. Segundo a direção, as tentativas de encontrar uma alternativa para a continuidade das atividades não tiveram sucesso.

PAÍS QUE QUER ACABAR COM O TRÁFICO EM SEU TERRITÓRIO AGE COMO A COLÔMBIA AGIU

Colômbia autoriza operações conjuntas com os EUA para combater narcotráfico

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, deu as boas-vindas à Colômbia, nesta quarta-feira (12), em uma coalizão militar de combate ao narcotráfico formada por nações do Hemisfério Ocidental com ideologias afins, após a posse de Abelardo de la Espriella na última semana.

Antes de uma reunião com o novo ministro da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora — um major-general da reserva —, Hegseth afirmou que o país também havia autorizado "operações militares conjuntas para destruir terroristas e redes terroristas".

A reunião da chamada Coalizão das Américas contra Cartéis ocorreu no Panamá, cujo canal se tornou um dos primeiros focos da política do presidente americano Donald Trump para a América Latina.

Essa política dos EUA expandiu-se drasticamente desde então, com o lançamento de ataques militares americanos contra embarcações suspeitas de transportar drogas em setembro passado — resultando na morte de mais de 200 pessoas até o momento — e uma incursão de comandos liderada pelos EUA em janeiro que depôs Nicolás Maduro, o ditador da Venezuela.

Críticos afirmam que os ataques dos EUA equivalem a crimes de guerra passíveis de julgamento pelo Tribunal Penal Internacional, mas Hegseth criticou duramente a organização e incentivou os aliados da coalizão presentes na reunião no Panamá a se retirarem dela.

Ele comparou os traficantes de drogas a terroristas da Al-Qaeda ou do Estado Islâmico.

Falando em um hotel na Cidade do Panamá, Hegseth invocou uma Doutrina Monroe reformulada — a política do século XIX que afirmava a primazia dos EUA nas Américas e que críticos associam a décadas de intervenção americana. Ele a chamou de "Doutrina Donroe", um jogo de palavras com o nome de Trump.

"Defenderemos nosso hemisfério de ameaças externas", incluindo aquelas provenientes de narcotraficantes ou de influência estrangeira, disse Hegseth.
Ação energética da Colômbia

As promessas do presidente colombiano Abelardo De La Espriella de adotar medidas enérgicas de segurança foram bem recebidas pela administração Trump, que anunciou na sexta-feira (7) planos de fornecer US$ 1 bilhão em assistência de segurança ao governo dele.

Durante seu discurso de posse na sexta-feira, De La Espriella prometeu "erradicar definitivamente o flagelo das culturas ilícitas" e comprometeu-se também a aderir ao programa Escudo das Américas, fundado por Trump. De La Espriella culpou seu antecessor, Gustavo Petro, pela expansão de grupos armados.

A eleição de De La Espriella fez parte de uma guinada à direita que se espalha pela América Latina.

No Peru, na Argentina, no Chile, no Equador, na Bolívia e no Panamá, economias fragilizadas e o aumento da criminalidade redefiniram as prioridades dos eleitores, permitindo que candidatos de extrema-direita — antes marginais no cenário político — ganhassem força ao prometer medidas rigorosas de repressão, em meio a uma ascensão global do nacionalismo de direita.

No Panamá, o governo Trump obteve uma vitória importante na Suprema Corte do país em janeiro, após manifestar preocupações com a crescente influência da China. A empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong, perdeu — por meio de sua subsidiária local, a Panama Ports Company — as concessões portuárias que detinha há quase três décadas.

O Canal do Panamá responde por 5% do comércio marítimo global, tornando o controle de seus portos de acesso um ponto crítico de tensão geopolítica entre Washington e Pequim.

Ao discursar na reunião, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, classificou o tráfico de drogas como a maior ameaça enfrentada pela região e descartou receios de que a coalizão liderada pelos EUA pudesse violar a soberania dos países-membros. Ele não mencionou a China.

Em vez disso, afirmou que os grupos criminosos transnacionais que traficam drogas e pessoas são as verdadeiras ameaças à soberania.

"Nunca haverá uma paz sustentável se esse inimigo (avançar)", disse Mulino.

CNN

CURRAIS NOVOS: VEREADOR IMPORTUNADOR DIZ SER 'BRINCALHÃO'

Vereador de Currais Novos indiciado por importunação sexual diz ser “brincalhão”

O vereador Lucieldo da Silva (PSDB), de Currais Novos, afirmou ser uma pessoa “extrovertida e brincalhona” ao se defender do indiciamento por importunação sexual contra uma estagiária da Câmara Municipal. O parlamentar pediu desculpas à servidora durante pronunciamento na sessão de terça-feira 11, mas negou ter agido com a intenção de assediá-la, constrangê-la ou desrespeitá-la.

“Quero começar, como até na própria denúncia da servidora, pedindo mais uma vez em público desculpas à servidora, se uma atitude minha que foi involuntária e sem qualquer intenção de desrespeitá-la, lhe causou constrangimento ou desconforto”, declarou.

Lucieldo alegou que mantinha uma relação de amizade com a estagiária e que os dois costumavam conversar e brincar.

“Nós tínhamos uma relação de amizade, conversamos, brincamos, jamais imaginei que um gesto involuntário pudesse ser interpretado dessa maneira. Quero deixar muito claro, nunca tive a intenção de assédio, constranger ou desrespeitar aquela servidora ou qualquer mulher que tenha nessa casa ou em qualquer ambiente do seu trabalho ou da sua casa”, afirmou.

Vereador diz ser “extrovertido e brincalhão”

Ao explicar seu comportamento, Lucieldo declarou conhecer os limites entre liberdade e brincadeira e reconheceu que qualquer interação dessa natureza depende do consentimento da outra pessoa.

“Eu sei até onde pode ir a liberdade, até onde se tem uma brincadeira. Ninguém faz brincadeira com ninguém sem ter o consentimento do outro. E quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa extrovertida e brincalhão, e muitas vezes confundem uma prática com uma brincadeira, e assim sucessivamente”, disse.

O vereador afirmou que exerce o mandato há quase seis anos e negou ter apresentado anteriormente comportamento semelhante ao investigado.

“Nunca tive uma prática ou uma atitude dessa natureza que está vinculando hoje. Nunca, em nenhum lugar”, declarou.

Polícia aponta contato físico sem consentimento

De acordo com a Polícia Civil, a investigação reuniu depoimentos da vítima e de testemunhas, além de imagens das câmeras de segurança da Câmara Municipal.

Segundo a corporação, as gravações “atestaram de forma nítida e incontestável o contato físico invasivo e desprovido de anuência na região glútea da ofendida”.

Lucieldo pediu que as imagens sejam analisadas integralmente e afirmou que o trecho divulgado não justificaria, na avaliação dele, a repercussão alcançada pelo caso.

“Por isso que peço que vocês representantes vejam as imagens, para tirar a conclusão de fato do que realmente aconteceu. O vídeo que está sendo utilizado não mostra, na minha visão, nada que justifique toda a proporção que isso tomou”, afirmou.

O parlamentar alegou que as imagens foram retiradas de uma situação mais ampla e passaram a ser usadas em uma disputa política.

“É apenas um corte de uma situação, retirado de um contexto maior. E o que agora está sendo utilizado para criar uma narrativa e alimentar uma disputa política”, declarou.

Lucieldo acrescentou que não pretende atacar a estagiária e voltou a pedir desculpas por eventual desconforto.

“Não quero atacar ninguém, quero apenas pedir à população que reflita e não permita que a politicagem transforme qualquer situação em instrumento de perseguição. Se alguém se sentiu desconfortável, eu respeito e peço mais uma vez desculpas, mas também peço respeito à minha história, à minha família e à minha honra”, disse.

Inquérito foi enviado ao Ministério Público

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, que decidirá se apresenta denúncia contra o vereador à Justiça. O indiciamento não representa condenação.

Lucieldo foi indiciado pelo crime previsto no artigo 215-A do Código Penal, que trata da prática de ato libidinoso contra alguém sem consentimento, com o objetivo de satisfazer desejo sexual próprio ou de terceiro. A pena prevista varia de um a cinco anos de prisão.

O vereador afirmou que respeita as instituições responsáveis pela apuração e aguardará a conclusão do caso.

“Respeito todas as esferas judiciais e aguardamos com equilíbrio e muita responsabilidade que os fatos sejam esclarecidos e resolvidos na sua totalidade”, declarou.

Durante a sessão, mulheres realizaram uma manifestação na galeria da Câmara Municipal. O grupo exibiu cartazes cobrando medidas e defendendo o fim da violência contra as mulheres.

Presidente explica silêncio da Câmara

O presidente da Câmara de Currais Novos, João Gustavo, afirmou que a Casa permaneceu em silêncio durante a investigação para preservar o sigilo do procedimento e proteger a denunciante.

“A denúncia, desde o seu protocolo, esteve resguardada pelo sigilo da lei e pelo regimento, que impõe a procedimentos dessa natureza. Sigilo que existe, em primeiro lugar, para proteger a dignidade, a intimidade e a segurança da denunciante e, em segundo lugar, para preservar a rigidez do próprio procedimento e a presunção de inocência do denunciado”, informou.

Segundo João Gustavo, uma manifestação antecipada poderia comprometer a apuração e expor indevidamente a estagiária.

“Qualquer manifestação prematura que essa mesa ou essa presidência pudesse fazer poderia comprometer inclusive a apuração, expor indevidamente a denunciante e macular o devido processo. Então a gente fala hoje, porque o rito assim permite. Calei antes porque o direito assim também exigia”, completou.

Lucieldo da Silva exerce o segundo mandato na Câmara Municipal de Currais Novos. Ele foi eleito em 2024 com 712 votos. Na eleição de 2020, recebeu 551 votos.

LAVOU DINHEIRO: NÃO DEU PARA HENRIQUE ALVES

TRE rejeita recurso de Henrique e mantém condenação por lavagem de dinheiro em 2014

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) rejeitou um recurso apresentado por Henrique Eduardo Alves e manteve a condenação do ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados a 3 anos e 9 meses de reclusão por lavagem de dinheiro. O julgamento ocorreu em 23 de julho, mas o acórdão com os fundamentos da decisão foi publicado apenas nesta quarta-feira (12), quase três semanas depois.

Por unanimidade, os integrantes da Corte concluíram que a defesa pretendia rediscutir o mérito de uma decisão anterior por meio de embargos de declaração, recurso destinado apenas à correção de omissões, contradições, obscuridades, ambiguidades ou erros materiais. O julgamento acompanhou o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e manteve integralmente a condenação de Henrique.

O processo investiga recursos repassados pela JBS à campanha de Henrique ao Governo do Rio Grande do Norte em 2014. Na decisão anterior, o TRE reconheceu a prescrição das acusações de corrupção passiva e falsidade ideológica eleitoral, mas manteve a condenação por lavagem de capitais. A multa, inicialmente fixada em R$ 1,25 milhão, foi recalculada para R$ 141.180, em valor nominal da época dos fatos e sujeito à atualização monetária.

Nos embargos, a defesa pediu que o Tribunal modificasse o julgamento e absolvesse Henrique da acusação de lavagem. Entre os argumentos apresentados, os advogados sustentaram que não havia crime antecedente de corrupção passiva, pois a acusação não teria demonstrado uma contrapartida ou um ato de ofício praticado pelo então presidente da Câmara em troca dos recursos da JBS.

A defesa também apontou supostas omissões e contradições na interpretação de precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente no julgamento do Mensalão. Os advogados alegaram ainda falta de correspondência entre a acusação e a condenação, impossibilidade de condenação baseada exclusivamente em declarações de colaboradores e incompatibilidade entre os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Relator do processo, o desembargador Ricardo Procópio Bandeira de Melo rejeitou todas as alegações. Segundo ele, o acórdão anterior analisou os pontos necessários para reconhecer a ocorrência da corrupção passiva como crime antecedente da lavagem, apesar de a possibilidade de punição pelo primeiro delito já ter sido alcançada pela prescrição.

O relator reafirmou que, conforme a interpretação adotada pelo STF, a configuração da corrupção passiva não depende da identificação de um ato de ofício específico. Basta que a vantagem indevida tenha sido recebida em razão da função pública e com potencial para influenciar o exercício do cargo. A prática foi definida no acórdão como “mercadejo da função pública”.

Para Ricardo Procópio, exigir sempre uma contrapartida específica poderia deixar impunes práticas envolvendo autoridades com grande poder de influência. O desembargador destacou a diferença entre agentes públicos subalternos, cujas atribuições são mais delimitadas, e ocupantes de cargos elevados, capazes de atuar em diferentes frentes sem que seja possível relacionar o pagamento a um único ato formal.

Na época dos repasses, Henrique não era apenas candidato ao Governo do Estado. Ele exercia mandato de deputado federal e presidia a Câmara dos Deputados. No julgamento anterior, essa posição foi considerada decisiva para concluir que os valores tinham relação com a função pública já ocupada, e não somente com a expectativa de vitória na eleição estadual.
Memória

O caso envolve R$ 2,936 milhões destinados pela JBS em benefício da campanha. Segundo o entendimento do TRE, parte do dinheiro chegou por meio de uma doação oficial de R$ 1 milhão ao diretório nacional do então PMDB, já direcionada previamente a Henrique. Outros R$ 1,936 milhão teriam sido pagos pela empresa diretamente a fornecedores, entre eles institutos de pesquisa e um escritório de advocacia.

A Corte entendeu que a utilização de notas fiscais emitidas em nome da JBS para custear serviços prestados à campanha constituiu uma forma autônoma de ocultar a origem e o destino dos recursos. Essa dissimulação sustentou a condenação por lavagem de dinheiro, na modalidade de autolavagem, mesmo após o reconhecimento da prescrição da acusação de corrupção passiva.

Ao rejeitar os embargos, Ricardo Procópio afirmou que a defesa não apontou falhas internas efetivas no acórdão, mas apresentou argumentos para tentar obter um novo julgamento. “Em essência, percebo que a discordância do embargante é meritória, direcionada a infirmar a tese que reconheceu a prática do crime de Lavagem de Dinheiro”, registrou.

O desembargador também afastou a alegação de que os precedentes citados seriam favoráveis à defesa. Segundo ele, as decisões do STF e do Superior Tribunal de Justiça utilizadas no julgamento confirmam que a corrupção passiva pode ocorrer sem a prática de um ato funcional específico, desde que exista vínculo entre a vantagem e a posição pública do beneficiário.

O acórdão estabelece como tese que a prescrição do crime antecedente não impede sua análise objetiva para fundamentar uma condenação por lavagem de capitais. Também afirma que embargos de declaração não podem ser usados para reabrir o mérito quando não há omissão, contradição, obscuridade, ambiguidade ou erro material.

Henrique disputou o Governo do Rio Grande do Norte pelo PMDB em 2014 e foi derrotado no segundo turno por Robinson Faria. A ação relacionada aos repasses da JBS foi recebida pela Justiça Eleitoral em 2020. No ano seguinte, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a competência da Justiça Eleitoral para julgar o caso, por considerar que o destino principal dos valores investigados era o financiamento da campanha.

Agora RN

12/08/2026

CEARÁ-MIRIM: NA ÓTICA DINIZ A PROMOÇÃO CONTINUA - COMPRE ÓCULOS DE GRAU E GANHE ÓCULOS SOLAR

É só na Diniz que você se sente feliz! 

OS CANALHAS SE 'MATANDO'

Lindbergh coloca Soraya em posição extremamente delicada

A questão envolvendo a falsa denúncia contra o deputado Alfredo Gaspar parece ter colocado a senadora Soraya Thronicke na linha de fogo do deputado Lindbergh Farias.

O parlamentar petista afirma que não teve nenhum contato com o tal comerciante Luis Antonio Lopes, autor da denúncia envolvendo uma mulher que teria sido contratada para mentir, dizendo ter sido estuprada pelo deputado Alfredo Gaspar.

Entretanto, o petista afirma textualmente que a equipe da senadora Soraya teria mantido contato com o comerciante e recebido vários áudios dele.

Ainda não dá para saber quais as intenções de Lindbergh com essas declarações, mas claramente ele tenta se esquivar do problema e, pelo visto, quer colocar nas costas de Soraya.

Veja o vídeo:

Veja a entrevista completa:

CANALHICE: SE TIVESSE NA LANTERNA NINGUÉM SE IMPORTAVA

PSD pede indeferimento da candidatura de Sergio Moro

A coligação “A Mudança Continua”, encabeçada pelo PSD paranaense, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) o indeferimento da candidatura de Sergio Moro (PL) ao governo do mesmo Estado.

O senador não apresentou suas propostas de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro de sua candidatura, e a equipe jurídica do PSD alega que o fato consta como omissão de documento essencial.

Diego Campos, advogado de Sandro Alex (PSD), candidato a governador do Paraná, afirmou ao Estadão que, apenas com a formalização no TSE, um candidato pode abrir um CNPJ de campanha e começar a produzir materiais gráficos de propaganda política.

Na sua visão, portanto, Moro antecipou seu registro sem suas propostas de governo para acelerar sua campanha eleitoral. O advogado alegou que o caso “fere” os princípios de transparência e da publicidade, trazendo “uma vantagem competitiva ilegal”.

Moro, por meio de nota de sua assessoria, afirmou que não há qualquer irregularidade na sua candidatura, sendo permitido o complemento da documentação necessária até 15 de agosto.

“Assim, a apresentação posterior de documentos, incluindo o plano de governo, desde que dentro do prazo legal, não caracteriza omissão nem compromete o registro da candidatura”, afirmou.

Caso o processo seja acatado pelo TRE-PR, Moro terá até 72 horas para apresentar suas propostas ao TSE. Se não o fizer, pode ter sua candidatura indeferida.

AE

PROFESSOR VAGABUNDO EXIGE FOTO DE ALUNA NUA PARA NÃO REPROVÁ-LA

Professor é investigado por exigir foto de aluna nua no PR

Um professor de um colégio estadual de Ponta Grossa, na região de Campos Gerais do Paraná, é investigado por assédio sexual após ameaçar uma aluna, exigindo que ela enviasse uma foto dela nua. A polícia teve acesso a prints das mensagens enviadas por ele à estudante. No diálogo, a adolescente nega e o professor responde: “eu tô mandando, você não tem escolha ou você quer reprovar?“, continua, “quer decepcionar toda a sua família?“.

Segundo a polícia, a pasta cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o professor no último sábado (8). Foram apreendidos um celular, um notebook e pendrives que serão periciados. O caso está sob responsabilidade do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou em nota que o docente não integra mais o quadro da rede estadual de ensino, em “razão da rescisão de seu contrato decorrente de procedimento administrativo”.

Em seguida, disse que a Seed e o Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa permanecem à disposição das autoridades para colaborar com a investigação e fornecer informações eventualmente solicitadas pelos órgãos competentes.



ESTATAIS 'ARROMBADAS' E O GOVERNO DIZ QUE ESTÁ TUDO BEM

Estatais brasileiras registram déficit de R$ 1,5 bilhão em junho, diz Banco Central; resultado negativo aumenta pressão sobre juros e dívida

As empresas estatais brasileiras registraram déficit de R$ 1,5 bilhão em junho, segundo dados do Banco Central. O resultado negativo foi concentrado em 11 empresas e aumenta a preocupação do mercado com as contas públicas e a gestão das companhias.

O desempenho dos Correios chama atenção. A estatal acumulou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, cenário que também levanta dúvidas entre investidores que possuem títulos emitidos por empresas públicas.

Especialistas avaliam que os resultados das estatais fazem parte de um quadro fiscal mais amplo. O aumento da percepção de risco pode pressionar os juros, encarecer o financiamento do governo e afetar investimentos em títulos públicos e privados.

Segundo Marilia Fontes, da Nord Investimentos, a situação também está relacionada à gestão das empresas. Para ela, estatais podem ser lucrativas mesmo sob controle governamental, desde que sejam bem administradas.

O cenário fiscal brasileiro, marcado por dívida pública elevada, inflação e juros altos, exige atenção dos investidores, segundo os especialistas ouvidos. A deterioração das contas pode pressionar as taxas dos títulos do Tesouro e aumentar o custo de financiamento do governo.

POLÍCIA PRENDE ZÉ GOTINHA DO PCC

“Zé Gotinha” do CV é preso dentro de Hospital

Um homem de 35 anos, conhecido como “Zé Gotinha”, foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) dentro da Santa Casa de Cassilândia, onde trabalhava como segurança. Ele é investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho (CV), tráfico de drogas, posse irregular de munições e participação em atentados violentos na região.

A prisão ocorreu na quinta-feira (6/8), nas dependências do hospital, mas a ação só foi divulgada pela polícia nesta semana. Durante a abordagem, os agentes encontraram na bolsa do suspeito diversos pinos contendo cocaína já fracionada e pronta para comercialização.

As investigações apontam que o homem teria ligação com atividades criminosas atribuídas ao Comando Vermelho e também seria suspeito de dar apoio a ações violentas ocorridas na região. As circunstâncias dessa suposta atuação ainda são apuradas pela Polícia Civil.

Os investigadores também realizaram buscas na residência do suspeito. No imóvel, foram localizadas outras porções de drogas, além de materiais utilizados para preparar, separar e embalar os entorpecentes para possível distribuição.

Ao todo, a operação resultou na apreensão de 188 gramas de cocaína fracionada e 100 gramas de maconha. Os policiais encontraram ainda centenas de pinos plásticos, rolos de filme plástico e embalagens que, segundo a investigação, seriam utilizados no acondicionamento das drogas.

Entre os objetos apreendidos estava também uma balança de precisão, equipamento frequentemente utilizado para a pesagem de entorpecentes. Um pilão com resíduos de drogas também foi recolhido durante as buscas.

Além dos entorpecentes e materiais relacionados ao tráfico, a Polícia Civil encontrou 24 munições calibre .38 SPL, de ponta ogival. O material foi apreendido e será utilizado como parte das investigações relacionadas à posse irregular de munições.

Durante a ação, os agentes localizaram ainda um capacete com viseira escurecida e outros equipamentos de natureza operacional. Esses objetos deverão passar por análise para verificar se possuem alguma relação com os crimes investigados.

O homem permanece sob investigação por tráfico de drogas, posse irregular de munições e possível envolvimento com atentados violentos. A Polícia Civil ainda busca esclarecer a extensão da suposta ligação dele com o Comando Vermelho e qual teria sido sua participação nas ações atribuídas ao grupo.

JCO

AFASTADO JUIZ QUE BEBEU E FUMOU EM AUDIÊNCIA E DETONOU MORAES

Juiz que bebeu vinho e fumou em audiência é afastado

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou, por unanimidade, o afastamento imediato do juiz Milton Lívio Lemos Salles, que viralizou nas redes sociais após entornar uma garrafa de vinho e fumar durante uma audiência virtual. Posteriormente, o magistrado gravou um vídeo em que disse ser vítima de difamação e acusou colegas do tribunal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de corrupção.

A decisão do Órgão Especial – colegiado formado pelos desembargadores mais antigos da Corte e por um grupo eleito por seus pares – confirmou em menos de 24 horas a determinação cautelar do corregedor-geral de Justiça de Minas Gerais, desembargador Raimundo Messias Júnior, que havia afastado Salles no início da tarde desta terça-feira (11).

Foram determinadas, entre outras medidas:

– A suspensão imediata das credenciais e das permissões de acesso funcional do magistrado aos sistemas judiciais e administrativos disponibilizados pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e pelo Conselho Nacional de Justiça, inclusive sistemas de tramitação processual, consulta funcional e demais ferramentas vinculadas ao exercício do cargo, preservados os meios específicos e estritamente necessários ao acompanhamento dos procedimentos nos quais figure como interessado e ao exercício do contraditório e da ampla defesa;

– Que, enquanto perdurar o afastamento, o magistrado fique impedido de ingressar, para fins funcionais, nas dependências dos fóruns, prédios administrativos e demais instalações do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais;

– Que o magistrado fique impedido de utilizar veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais enquanto perdurar o afastamento cautelar;

– A imediata comunicação desta decisão ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para ciência, registro e adoção das providências de segurança e controle de acesso cabíveis no âmbito de suas atribuições;

– A suspensão do direito ao porte e ao registro de arma de fogo, bem ainda a expedição de ofício à Polícia Federal e ao Exército Brasileiro, acompanhado de cópia desta decisão;

– A imediata comunicação às unidades responsáveis pela tecnologia da informação e pela gestão de acessos deste Tribunal, para cumprimento da suspensão das credenciais e permissões funcionais, observadas as ressalvas estabelecidas nesta decisão.

 

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“Privado do domínio de si”, diz Campbell
O ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, disse que o juiz Milton Lívio Lemos Salles está “privado do domínio de si e das faculdades exigidas para o desempenho do encargo”. Ele também determinou o afastamento de Salles do cargo.

– Não se pode admitir que decisões que afetam direitos e a liberdade dos jurisdicionados sejam proferidas por magistrado que, em ato público de julgamento, revela-se ostensivamente privado do domínio de si e das faculdades exigidas para o desempenho do encargo – escreveu o corregedor.

O corregedor nacional pediu que sua decisão seja analisada pelo plenário do CNJ em sua próxima sessão, marcada para o dia 18. A decisão do corregedor cita notícias veiculadas pela imprensa a respeito da conduta do magistrado, flagrado durante julgamento online do TJ de Minas consumindo bebida alcoólica e cigarro. A sessão foi suspensa tão logo percebido o consumo da bebida pelo magistrado.

O ministro ressaltou que o afastamento cautelar do magistrado é medida necessária para resguardar a regularidade da apuração, a preservação de eventuais provas e a própria dignidade da prestação jurisdicional enquanto perdurar a investigação.

 

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AE

CEARÁ-MIRIM: FEIRÃO REDEMAIS OPÇÃO - OFERTAS DIAS 12 E 13/08/2026


JORNALISTA QUE TEVE FONTE PERSEGUIDA POR MORAES SE PRONUNCIA

Jornalista do Maranhão cuja fonte virou alvo do STF se pronuncia

O jornalista Luís Pablo, que passou a ser alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) depois de divulgar reportagens sobre o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), se pronunciou nesta terça-feira (11) depois que sua fonte jornalística foi alvo de uma operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o jornalista afirmou que o foco da investigação deveria estar nas informações que ele revelou, e não em quem as levou até ele.

– Eu sou jornalista, fiz uma denúncia de interesse público, apresentei documentos, apresentei imagens e mostrei o uso irregular de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. Mas o fato que eu denunciei não foi investigado. Quem passou a ser investigado fui eu – afirmou.

 

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Segundo Luís Pablo, a identificação de uma fonte dentro de uma investigação pode comprometer não apenas sua própria atuação profissional, mas também a disposição de outras pessoas em fornecer informações à imprensa.

– Depois que uma fonte é identificada dentro de uma investigação, quem vai se sentir seguro para me procurar para entregar uma informação? – questionou.

As publicações que deram origem ao caso começaram a ser divulgadas no fim do ano passado. Luís Pablo divulgou que familiares de Flávio Dino e o próprio ministro utilizavam, em São Luís, um veículo oficial pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

Segundo as reportagens, o automóvel teria sido adquirido com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg-JE), destinado à proteção institucional de magistrados e a atividades do Judiciário estadual. O jornalista também afirmou que o combustível utilizado no veículo era pago com recursos públicos.

Após as publicações, Luís Pablo passou a ser investigado pela PF por suposto “monitoramento ilegal” relacionado ao ministro Flávio Dino e foi incluído no chamado Inquérito das Fake News do STF.

É nesse contexto que aparece Raimundo Cutrim. O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão foi apontado pela PF como fonte do jornalista e se tornou alvo da operação autorizada por Moraes nesta terça.

Na manifestação publicada nas redes, Luís Pablo afirmou que informações privadas e relações pessoais, sem ligação com a produção das reportagens, também passaram a ser analisadas.

– Minha fonte jornalística foi identificada, minha vida privada passou a ser vasculhada. E agora fatos e revelações particulares que não têm qualquer ligação com as minhas reportagens estão sendo usados para tentar me atribuir uma conduta criminosa – afirmou.

Para o jornalista, o impacto da investigação ultrapassa a esfera individual.

– Não estão atingindo apenas a minha vida pessoal, estão atingindo diretamente a minha capacidade de exercer o jornalismo – disse.

Luís Pablo afirmou ter construído sua carreira com base na proteção de fontes e na divulgação de informações de interesse público.

– Eu construí minha trajetória vivendo de informação, protegendo minhas fontes e levando fatos ao conhecimento da sociedade. E é isso que está sendo colocado em risco – declarou.

Em um nota publicada junto ao vídeo, o jornalista reforçou o fato de que a denúncia que fez sobre o veículo oficial não teria sido objeto da mesma investigação que passou a atingir ele e sua fonte.

– Mais grave ainda é constatar que o fato de interesse público originalmente revelado e comprovado pela reportagem — o uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino — não foi objeto de apuração, enquanto eu, que revelei os fatos, minha fonte e aspectos da minha vida privada passamos ao centro da investigação – escreveu.

ENTIDADES DE IMPRENSA CRITICAM OPERAÇÃO

A atuação do STF também provocou reação de entidades ligadas ao jornalismo. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram preocupação com a decisão de Moraes e destacaram a proteção constitucional ao sigilo da fonte.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também criticou a medida e afirmou que a quebra da proteção à fonte representa um risco para o exercício da profissão. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestaram sobre o caso. Em um evento com jornalistas em Brasília, Flávio declarou apoio aos profissionais de imprensa e afirmou:

– O sigilo da fonte é sagrado. Que todos se conscientizem da gravidade do que está acontecendo – disse Flávio.