Resumo
*A incidência de raios no Rio Grande do Norte aumentou 24% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Neoenergia Cosern com base em dados da Plataforma Climatempo. Entre janeiro e março, foram registradas 45.377 descargas atmosféricas no estado, com maior concentração nas regiões Oeste e Seridó. De acordo com a distribuidora, o aumento está diretamente ligado à maior frequência de chuvas nessas regiões. No mesmo período, o número de ocorrências relacionadas ao sistema elétrico provocadas por raios subiu 9%, resultando em interrupções pontuais no fornecimento de energia para cerca de 373 mil pessoas em todo o estado. Segundo a Neoenergia Cosern, Apodi liderou o ranking de incidência de raios, com 2.633 registros, seguido por Caicó (2.300) e Mossoró (2.170). Também aparecem entre os municípios com maior número de descargas Governador Dix-Sept Rosado (2.023), Caraúbas (1.739), Campo Grande (1.448), Upanema (1.368), Serra Negra do Norte (1.346), Jucurutu (1.123) e Açu (1.066). O superintendente técnico da Neoenergia Cosern, Antonio Carlos Queiroz, afirmou que a concessionária tem ampliado investimentos para reduzir impactos das descargas atmosféricas. "Entre as medidas estão a instalação de para-raios e a modernização da rede elétrica com equipamentos telecomandados, que permitem maior agilidade no restabelecimento do fornecimento de energia", apontou.
*Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode provocar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o equivalente a R$ 76,9 bilhões. Segundo o levantamento, a indústria seria o setor mais impactado, com retração estimada de 1,2% do PIB (R$ 25,4 bilhões), seguida pelo comércio (-0,9%) e pelos serviços (-0,8%). Também haveria impactos na agropecuária (-0,4%) e na construção civil (-0,3%). De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida pode reduzir a competitividade da indústria brasileira, com aumento de custos, queda nas exportações e avanço das importações. O estudo indica ainda que a redução da jornada tende a elevar o custo do trabalho, o que pode gerar aumento generalizado de preços e afetar tanto consumidores quanto empresas. A entidade defende que o tema seja debatido com base em critérios técnicos e nos impactos econômicos, destacando que o Brasil ainda enfrenta baixa produtividade e escassez de mão de obra.
*O número de empresas em recuperação judicial no Brasil bateu recorde em 2025, com 2.466 companhias recorrendo à Justiça para reestruturar dívidas, segundo levantamento da Serasa Experian. Ao todo, foram registrados 977 processos no ano, alta de 5,5%, com média de 53 pedidos por mês. Considerando os CNPJs envolvidos, cerca de 103 empresas entraram em recuperação judicial mensalmente. De acordo com analistas, o cenário é pressionado por juros elevados e maior restrição ao crédito, o que tem afetado o caixa das empresas. O endividamento das companhias de capital aberto já soma cerca de R$ 2,3 trilhões. O setor mais impactado foi o agropecuário, responsável por 30,1% dos casos, seguido por serviços (30%), comércio (21,7%) e indústria (18,2%). Especialistas apontam que fatores como riscos climáticos, variação de preços e custos em dólar aumentam a vulnerabilidade do agronegócio. A inadimplência também segue elevada: em janeiro de 2026, 8,7 milhões de empresas estavam negativadas, com dívida média de R$ 23 mil. Já os pedidos de falência caíram 19% em 2025, indicando que mais empresas têm buscado a recuperação judicial como alternativa para evitar o fechamento.
*O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março, maior nível desde o início da série histórica, em 2015, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice subiu 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro. O percentual representa famílias com dívidas como cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e carnês. Para a CNC, o avanço acende alerta, diante de fatores como juros elevados, aumento dos combustíveis e incertezas econômicas. Apesar da alta no endividamento, a inadimplência ficou estável em 29,6% no mês, mas acima do registrado há um ano. Segundo a entidade, o cenário reflete o impacto do custo de vida e da taxa básica de juros ainda elevada. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda novas medidas para renegociação de dívidas, incluindo uma possível retomada do programa Desenrola Brasil, com descontos e condições facilitadas. A CNC avalia que o alívio no orçamento das famílias deve ocorrer apenas nos próximos meses, à medida que a redução dos juros comece a surtir efeito na economia.
*As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 18,7% no primeiro trimestre de 2026, somando US$ 7,78 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. As importações também recuaram 11,1%, para US$ 9,17 bilhões, gerando déficit de US$ 1,39 bilhão na balança bilateral. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países caiu 14,8%, refletindo a perda de dinamismo nas trocas comerciais. A retração ocorre após a adoção de tarifas adicionais pelos EUA, o chamado ‘tafifaço’, que reduziram a competitividade de produtos brasileiros, especialmente nos setores de aço, alimentos e bens industrializados. Em março, as exportações caíram 9,1% na comparação anual, enquanto as importações recuaram 6,3%, mantendo o saldo negativo no mês. Diante das barreiras, exportadores brasileiros têm buscado novos mercados para compensar as perdas. Mesmo com a queda nas vendas para os EUA, o Brasil manteve superávit comercial geral, de US$ 6,4 bilhões em março, impulsionado principalmente pelas exportações de commodities como petróleo e minério de ferro.




















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