Resumo
*Zilson Eduardo Freire, pai do prefeito de Natal, Paulinho Freire, morreu aos 91 anos. A informação foi divulgada pelo chefe do Executivo municipal e confirmada pela Prefeitura do Natal, que decretou luto oficial de três dias. Casado há 66 anos com Evane da Costa Freire, Zilson construiu uma família formada por quatro filhos — Eduardo Zilson, Zilvane, Sérgio e Paulinho Freire —, além de oito netos e três bisnetos. Ao longo da vida profissional, atuou como árbitro de futebol, trabalhou por mais de uma década no comércio de veículos e dedicou 28 anos à Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), onde se aposentou. Em uma nota publicada nas redes sociais, Paulinho Freire destacou o legado deixado pelo pai e afirmou que aprendeu com ele valores como respeito, honestidade, trabalho e compromisso com a palavra. 'Meu pai foi um grande exemplo de caráter e esteve presente em cada etapa da minha caminhada. Sua força, conselhos e apoio foram fundamentais para que eu chegasse até aqui', declarou o prefeito.
*Se você é brasileiro, é muito provável que também tenha sido, mesmo que por um dia, cabo verdiano, egípicio, suíço e inglês nesta Copa do Mundo. Não por acaso! Essas são as seleções que enfrentaram a Argentina neste mata-mata. A rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol é amplamente difundida, mas muitos de nós sequer sabemos qual é a origem dela. Que tal um breve mergulho na história e na geopolítica pra entender de onde ela vem? O antagonismo entre Brasil e Argentina começou ainda na era colonial, como uma competição entre os países colonizadores Portugal e Espanha. À época as duas potências europeias passaram a disputar, na América do Sul, a Bacia do Rio da Prata, região importante para o comércio e escoamento de riquezas. Após a independência das colônias, o Império brasileiro e as Províncias Unidas do Rio da Prata — que se tornariam a Argentina — herdaram a disputa pela região, culminando na Guerra da Cisplatina, entre 1825-1828. Trata-se do único momento da história em que Brasil e Argentina guerrearam diretamente. O confronto terminou sem um vencedor claro e, sob mediação britânica, os países sul-americanos abriram mão do território para que fosse criado o Uruguai como um estado-tampão, mantendo os dois países separados. No século 20, a rivalidade continuou em meio à disputa pela liderança regional na América do Sul, a corrida armamentista naval, a disputa do Rio Paraná, o temor argentino de que o Brasil abrisse a represa de Itaipu e inundasse cidades argentinas, além da corrida dos dois países para desenvolver projetos nucleares. A competição começou a arrefecer somente após a redemocratização. As duas nações se aproximaram, criaram o Mercosul e um acordo inédito no mundo: até os dias de hoje, inspetores do Brasil podem fiscalizar as instalações nucleares argentina e vice-versa. O antagonismo foi direcionado, então, para onde ela pode ser saudável: para o futebol. Ao longo dos anos, vimos discussões sobre quem é o melhor jogador da história: Pelé ou Maradona? E passamos a torcer não apenas para que a nossa Seleção conquiste vitórias, mas também para que os hermanos percam, é claro! E nem mesmo nessa contagem os dos países concordam. Para a FIFA, o Brasil tem 43 vitórias contra 42 derrotas para a Argentina. Para o país vizinho, eles têm vantagem de 44 contra 40. Pronto, agora nos próximos jogos você já pode 'farmar aura' dizendo para os seus amigos qual é a origem histórica da rivalidade entre Argentina e Brasil!
*A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) um projeto de lei que suspende o prazo de prescrição da execução da pena de condenados que fogem do sistema prisional ou têm o livramento condicional revogado. O texto segue agora para análise do Senado. Se também for aprovado pelo Senado, o projeto seguirá para sanção presidencial. De autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), a proposta altera o Código Penal para determinar que o prazo de prescrição fique suspenso enquanto o condenado estiver foragido, voltando a contar apenas após sua captura ou reapresentação à Justiça. Segundo o autor, a legislação atual permite que o prazo continue correndo durante a fuga, o que pode resultar na prescrição da pena antes da prisão do condenado. Relator da proposta, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) afirmou que a mudança corrige uma distorção da lei e impede que a fuga funcione como um “prêmio” ao condenado. A votação ocorreu em meio ao aumento da preocupação dos brasileiros com a segurança pública. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira aponta que a violência é o principal problema do país para 31% dos entrevistados, à frente da saúde e da economia, ambas citadas por 15%.
*A pouco mais de um mês do início oficial da campanha eleitoral, a pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta disputas internas por espaço nas áreas de comunicação, programa de governo e jurídico. Segundo a Folha de S.Paulo, um dos episódios ocorreu durante uma discussão entre o ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Sidônio Palmeira, e o chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, sobre a estratégia de comunicação da campanha. De acordo com aliados, Lula precisou interromper o debate ao dar um soco na mesa. A reportagem afirma que o desentendimento começou após o presidente criticar o tom festivo de uma peça publicitária produzida pela Secom. Sidônio teria defendido o material, enquanto Marcola apoiou a posição de Lula. Auxiliares de Sidônio negam qualquer mal-estar e afirmam que o ministro permanecerá no governo por decisão do presidente. Outro foco de divergência envolve a elaboração do plano de governo. O coordenador do programa, Sérgio Gabrielli, criticou a política de juros no combate à inflação, o que gerou reação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Após o episódio, Lula determinou que o programa só seja debatido publicamente com o aval da equipe econômica. Também há impasse na coordenação jurídica da campanha. Lula defende uma atuação mais política contra fake news e o uso de inteligência artificial nas eleições, enquanto o presidente do PT, Edinho Silva, prefere manter parte da equipe jurídica de 2022. À Folha, Edinho negou qualquer disputa. “Não há nenhuma disputa no jurídico da campanha. A equipe está em pleno trabalho na pré-campanha presidencial.” Já o advogado Marco Aurélio Carvalho afirmou: “Respeito a opinião dele [Edinho]. Mas tenho uma opinião distinta sobre o papel do coordenador jurídico sem um papel político.”
*O chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, disse a interlocutores do governo Lula que já levou para o presidente Donald Trump a recomendação final de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros, mas sinalizou um aumento da lista de exceções. Na última reunião entre os dois países, realizada nesta terça-feira (14), Greer deu as negociações por encerrado e reclamou da falta de empenho por parte do Brasil, segundo relatos feitos à CNN. Conforme esses relatos, os argumentos de Greer foram imediatamente rebatidos por autoridades como o ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e pelos embaixadores Mauricio Lyrio (um dos principais negociadores do Itamaraty) e Audo Faleiro (assessor internacional da Presidência da República). Eles enfatizaram a falta de argumentos técnicos dos Estados Unidos para subsidiar a investigação no âmbito da Seção 301, como as acusações sobre aumento do desmatamento no Brasil, quando os números referentes à Amazônia indicam o contrário. As autoridades brasileiras lembraram ainda que, quando colocaram na mesa a possibilidade de reduzir as tarifas de importação sobre etanol em troca de mais acesso ao açúcar no mercado americano, o USTR descartou qualquer chance de isso ocorrer. Greer disse, segundo duas fontes ouvidas pela CNN, que não haverá uma “lista dinâmica” de exceções às novas tarifas. Isso foi entendido como um aviso de que, diferentemente das alíquotas aplicadas em 2025, não haverá aumentos graduais da lista de produtos isentos. O chefe do USTR, no entanto, afirmou ter “tomado nota” dos argumentos apresentados pelo setor privado e pelo governo brasileiro sobre uma ampliação das exceções já na divulgação do tarifaço. Na última reunião, os auxiliares presidenciais enfatizaram o perfil de boa parte do comércio bilateral, com subsidiárias de empresas americanas exportando peças e partes “made in Brazil” para suas matrizes nos Estados Unidos. A tese teria sido bem aceita pelo USTR, gerando forte expectativa no governo Lula de que mais produtos industrializados possam escapar da taxação. Hoje o tarifaço atingiria 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos (em valores). Há otimismo em reduzir esse impacto. No fim do encontro virtual, Greer demonstrou disposição em manter o canal aberto para tratativas com o governo brasileiro. Ouviu, antes do término, a seguinte frase das autoridades brasileiras: “Nós estamos aqui”.




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