18/09/2026
RESUMO DE NOTÍCIAS
Resumo
*O secretário de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, denunciou o que classificou como uma “fraude escancarada” no uso do cartão SUS por pacientes que alteram o município de domicílio para conseguir atendimento ou exames na capital potiguar. Pinho citou dados do IBGE segundo os quais Natal tem população estimada em 788 mil habitantes, mas já contabiliza cerca de 1,5 milhão de cartões SUS vinculados ao município. Segundo ele, o número cresce diariamente devido à facilidade de alteração dos dados pelo aplicativo. O secretário afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde trava uma “luta imensa” junto ao Ministério Público e à Superintendência do Ministério da Saúde no RN para enfrentar o problema, mas, destaca que o município mantém o atendimento de pacientes em situações de urgência e emergência.
*A ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para reforçar sua defesa e contestar as condenações impostas a ela pela Justiça brasileira. O novo advogado passou a atuar no caso nesta quinta-feira (17) e trabalhará em conjunto com o italiano Pieremilio Sammarco em medidas relacionadas aos processos e ao pedido de extradição de Zambelli. Em nota, Maurício afirmou que pretende adotar medidas processuais para tentar anular as duas condenações. Segundo o advogado, as decisões seriam resultado de “perseguição política” e teriam sido tomadas em processos nos quais, na avaliação da defesa, não foram respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a busca pela verdade dos fatos. A defesa também pretende contestar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália. De acordo com Maurício, a estratégia inclui questionar a imparcialidade dos julgadores envolvidos nos processos, citando os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. – Estão sendo tomadas as medidas processuais para afastar a segunda extradição requerida pelo Brasil à Itália, justamente pelo fato dos julgadores serem os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, ambos envolvidos em polêmicas no STF ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro – afirmou o advogado em nota. Maurício declarou ainda que, na avaliação da defesa, não haveria garantia de um julgamento justo e imparcial caso Zambelli seja entregue ao Brasil. O advogado afirmou que entregar Zambelli ao Brasil seria o mesmo que “condená-la à morte”.
*Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, revelam uma articulação para reservar e organizar a hospedagem de um ministro identificado nas conversas como “KN” durante o carnaval de 2025 no Rio de Janeiro. Segundo a apuração do site Metrópoles, investigadores da Polícia Federal (PF) apontam que a referência seria ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os diálogos indicam que Vorcaro reservou uma mansão no Joá, bairro nobre na Zona Sudoeste da cidade do Rio, para KN e o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Os dois são apontados como amigos. O imóvel pertence ao ator Márcio Garcia e é avaliado em cerca de R$ 250 milhões. A casa tem aproximadamente 6 mil metros quadrados, sete suítes e fica em uma área privilegiada do Joá, com vista para o mar e nas proximidades da Pedra da Gávea. Segundo as mensagens, a semana de hospedagem durante o carnaval custaria cerca de R$ 1,45 milhão. A preocupação de Vorcaro com a acomodação de KN aparece em diferentes momentos de conversas do ex-banqueiro com Léo Serrano Giunchetti, que seria o operador de logística do empresário, enquanto Newton Ramos fazia a interlocução com pessoas ligadas à equipe do ministro. Em 19 de fevereiro de 2025, Léo informou a Vorcaro que Newton havia pedido informações detalhadas sobre a hospedagem porque precisava repassá-las ao ministro. Naquele momento, porém, ainda existiam dúvidas sobre se KN efetivamente ficaria na mansão de Márcio Garcia. Pelas conversas, a hospedagem acabou sendo confirmada posteriormente.
*Nesta sexta-feira (18), o senador e candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, Flávio Bolsonaro, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “gagá”. A declaração foi dada durante entrevista ao Metrópoles, de quem são as informações. Flávio destacou ainda que irá declarar as fações Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), além das milícias, como terroristas. – Vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Lula está gagá – comentou. Lula disse em entrevista à Rádio Tupi, no Rio, nesta sexta, que há um “candidato a presidente que é ligado aos milicianos do Rio de Janeiro”. – Vou lhe dizer uma coisa que nem ia dizer: sabe que tem um candidato a presidente que é ligado aos milicianos do Rio de Janeiro? E, na hora que começar a analisar a situação do Rio de Janeiro, vai perceber que tem muita gente da família Bolsonaro metida com os milicianos neste país. Ou seja, é preciso limpar a política e a polícia. Esse é um trabalho árduo – falou o petista.
*Ao menos três telegramas da Embaixada brasileira em Washington acerca da designação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas pelos Estados Unidos foram colocados em sigilo por até quinze anos, segundo informações disponibilizadas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O argumento utilizado para a determinação é de que os papéis são “imprescindíveis à segurança da sociedade” e há perigo em “prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais do país, ou as que tenham sido fornecidas em caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais”. Os documentos foram elaborados entre janeiro e maio deste ano – antes de o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciar o enquadramento como terroristas dos bandos criminosos brasileiros. O documento com maior prazo de sigilo – até 2041 – tem como assunto “EUA. Classificação de grupos terroristas” e a embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, aparece como autoridade classificadora. A legislação brasileira prevê três níveis para sigilo em documentos: ultrassecreto (25 anos), secreto (quinze anos) e reservado (cinco anos).
PARÇA: LULA CONTINUA PROTEGENDO FACÇÕES CRIMINOSAS DA CLASSIFICAÇÃO DE ORGANIZAÇÃO TERRORISTAS
Lula volta a proteger facções criminosas da classificação de organizações terroristas
Em evento de segurança no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (18), Lula (PT) voltou a afirmar que “não aceita” a classificação feita pelos Estados Unidos das organizações criminosas PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Esse tipo de atitude do prsidente rasileiro vem sendo interpretada pelos autoridades dos EUA como pretexto para não combater esses criminosos, que já atuam em diversas cidades norte-americanas.
“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump”, afirmou. Para o petista, o que Trump chama de terrorismo seria “terrorismo de Estado” — “a luta e a briga pelo poder”. Quem teria feito isso, segundo Lula, foi Jair Bolsonaro no 8 de Janeiro, “pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes”. “Isso é terrorismo de Estado.”
Desde que Washington passou a tratar as facções como ameaça internacional, o governo Lula insiste que o enquadramento como terrorismo abriria precedente para interferência estrangeira. A soberania, nesse discurso, funciona como escudo: quem define como o crime é classificado e combatido no Brasil são “os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.
O efeito prático da tese é o seguinte: grupos que controlam territórios, cobram taxas, impõem toque de recolher, executam rivais e aterrorizam bairros, escolas e periferias permanecem, no vocabulário oficial, “crime organizado” ou “facções bandidas” — não terroristas. Lula admite o impacto sobre a população (“esses bandidos são terroristas para a família que mora no bairro”), mas recusa o estatuto jurídico e político que permitiria tratamento mais duro, cooperação internacional mais agressiva e isolamento financeiro mais amplo.
Enquanto isso, o rótulo de terrorismo é reservado ao episódio de 8 de Janeiro e à trama golpista. A distinção não é técnica: é política. Facções que exercem poder paralelo sobre milhões de pessoas não “brigam pelo Estado”; o Estado, no discurso presidencial, é que não deve aceitar que outro país as trate como o que elas já são na vida cotidiana de quem vive sob seu domínio.Lula prometeu, se reeleito, “retomar territórios ocupados”, criar um Ministério da Segurança Pública e apostar na PEC da Segurança. O recado paralelo, porém, ficou claro: o problema não é o nome que o crime organizado recebe no exterior. O problema é quem ousa dar esse nome. A soberania, nesse recorte, protege o país da classificação — e, na prática, deixa as facções no mesmo enquadramento que o governo sempre preferiu.
DP
PUBLICADA NO RN NOVA REGRA QUE GARANTE AVANÇO NA GRATUIDADE DE REGISTROS CIVIS
Nova regra que garante avanço na gratuidade de registros civis no RN é publicada
A Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ/RN) publicou uma nova regra que unifica e facilita a gratuidade em cartórios de Registro Civil em todo o estado.
De acordo com a Defensoria Pública do Estado, que fez a solicitação, a medida amplia o acesso e protege o cidadão contra procedimentos diferentes e conflitantes. Serviços como a emissão de certidões, habilitação para casamento e a retificação de nome e gênero para pessoas transgênero e não binárias passam a contar com um procedimento mais simples e acessível.
A nova regra proíbe expressamente que os cartórios julguem a condição financeira de alguém com base em roupas, aparência ou pela presença de advogado. Para evitar qualquer constrangimento, os documentos emitidos de graça trarão apenas a expressão "isento de emolumentos", sem termos que rotulem o cidadão.
Segundo a Defensoria, o formulário de pedido pode ser preenchido de forma presencial ou pela internet. Os cartórios estão proibidos de cobrar taxa de impressão ou digitalização e devem obrigatoriamente auxiliar quem tem dificuldade de leitura ou escrita. Além disso, todos os cartórios do estado têm até 15 dias para afixar cartazes visíveis informando claramente os direitos da população.
“Estamos falando de garantir que pessoas trans e não binárias possam ter seus documentos adequados à forma como se identificam, sem que o exercício desse direito seja transformado em um percurso de constrangimentos e obstáculos desnecessários. É o Estado eliminando barreiras ao acesso à justiça, reconhecendo, principalmente, a dignidade e permitindo que todas as pessoas exerçam a efetiva cidadania com segurança, autonomia e respeito”, afirmou o defensor público, Vinícius Araújo.
TN
VORCARO CHEGOU ATÉ GILMAR ATRAVÉS DE AJUDA DE EX-CUNHADO DO MINISTRO
Ex-cunhado de Gilmar ajudou Vorcaro a chegar ao ministro
Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) no bojo das investigações do caso do Banco Master mostram que Daniel Vorcaro foi aconselhado em abril de 2024 pelo empresário Chiquinho Feitosa, então cunhado de Gilmar Mendes, a se aproximar do ministro, sob a alegação de que seria “importante para o futuro”. Nas conversas, Chiquinho se refere ao dono do Banco Master como “irmão” e se apresenta como uma ponte entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelas conversas, fica claro que Chiquinho tinha um contrato de consultoria com Vorcaro. Procurado, ele disse que teve um contrato de “curto período” com a Super Empreendimentos, do ecossistema do Master, mas não esclareceu o período de vigência, o valor nem o escopo de atuação. Segundo a Folha de S. Paulo, o montante era de R$ 500 mil mensais.
– Você tem que começar uma relação direta com ele! É importante para o futuro! Ele é um grande sujeito com grande caráter e um grande amigo – escreveu Feitosa para Vorcaro em 19 de abril de 2024, ao sugerir a aproximação do banqueiro com o decano do STF.
Chiquinho é ex-senador, ex-deputado federal e presidente do Republicanos no Ceará, com atuação no setor de transportes. Na época da troca das mensagens, ele ainda era cunhado de Gilmar. O ministro se divorciou da advogada Guiomar Feitosa, irmã de Chiquinho, em novembro de 2025, ou seja, um ano e meio após o empresário sugerir a aproximação entre o banqueiro e Gilmar.
Em abril de 2024, quando Chiquinho encorajou Vorcaro a buscar o magistrado, o dono do Banco Master buscava interlocução com o ministro do Supremo em função de um julgamento sobre precatórios judiciais do setor sucroalcooleiro na Segunda Turma do STF, mesmo colegiado que dois anos depois se debruçaria sobre as investigações do Master. No mesmo mês, Gilmar recebeu Vorcaro em seu gabinete do STF para tratar do caso.
A análise sobre os precatórios tinha sido interrompida um mês antes por um pedido de destaque do próprio Gilmar. O processo tratava de um recurso da União contra a destilaria Alcídia, que cobrava a reparação de prejuízos provocados pela política de fixação de preços do governo na década de 1980. A ação envolvia pagamentos entre R$ 350 milhões e R$ 500 milhões e interessava a Vorcaro, já que o resultado do julgamento poderia produzir uma tese que teria impacto direto nos negócios do Master.
Em nota enviada à coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, Gilmar disse que não teve conhecimento de “qualquer tratativa” entre Vorcaro e o ex-cunhado e alegou que não foi procurado por Chiquinho para tratar de assuntos do Master.
Íntegra da nota do gabinete de Gilmar:
Chiquinho Feitosa é ex-cunhado do Ministro. O Ministro não teve conhecimento de qualquer tratativa entre ele e Daniel Vorcaro, não foi por ele procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente.
A audiência ocorreu em 11 de abril de 2024, às 18h, no gabinete do Ministro, no Supremo Tribunal Federal, e contou com a presença dos advogados do Banco Master. Foi realizada na sede do Tribunal, em ambiente institucional, e não em espaço privado. O recebimento de advogados em audiência é prerrogativa assegurada pelo art. 7º, VIII, da Lei 8.906/1994. Na ocasião, tratou-se de causa do setor sucroalcooleiro — ARE 1327995, de relatoria do Ministro Edson Fachin, em que figura como recorrida a Destilaria Alcídia S/A.
Nesse processo, julgado pela Segunda Turma em 3 de junho de 2025, o Ministro Gilmar Mendes votou contra os interesses do Banco Master. O voto foi contra o pagamento do precatório, no sentido defendido pela União. Ficou vencido, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. Prevaleceu a posição dos Ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli, favorável à empresa.
O voto foi o mesmo em todos os demais casos do setor sucroalcooleiro julgados na Segunda Turma. No ARE 1312127 (Raízen), relatado pelo Ministro, ele votou contra o pagamento do precatório, e a União saiu vitoriosa em 16 de setembro de 2024, vencidos os Ministros Edson Fachin e Nunes Marques. No ARE 1392660 (Jalles Machado), votou duas vezes contra o pagamento à usina — em 6 de agosto de 2024 e em 19 de agosto de 2025 —, ficando vencido nas duas ocasiões, acompanhado pelo Ministro André Mendonça. No ARE 1500251 (Raízen), pediu destaque em 15 de agosto de 2025 e interrompeu julgamento que se encaminhava em favor da usina. Na STP 976-ED, votou em todas as sessões contra a liberação do precatório de mais de R$ 5 bilhões.
Em nenhum desses processos o Ministro votou em sentido favorável aos interesses apontados pela reportagem — inclusive após a audiência mencionada.
Nota de Chiquinho Feitosa:
1. Quando me reportei a ele sugerindo que se aproximasse do Ministro, fiz isso de forma despretensiosa, sem nenhuma outra intenção.
2. A maneira que me referi a ele, é uma forma que adoto com todas as pessoas com quem me relaciono.
3. Nunca fui ponte entre o Vorcaro e o Ministro Gilmar. Ele era um banqueiro bem sucedido e que mantinha relacionamentos com várias pessoas.
4. Tive um contrato de consultoria com a Super Empreendimentos durante um curto período. À época uma empresa idônea que atuava em diversos segmentos, e despertava interesse no mercado.
5. Afirmo com certeza que nunca me referi ao Daniel sobre esse jantar, que nunca existiu.
6. Marquei com minha irmã Guiomar, uma reunião a pedido do Daniel. Ele ficou de trazer para ela números de processos, coisa que nunca aconteceu.
pleno.news
IMUNDOS - NÃO ESCAPA UM
Mensagens entre Vorcaro e ministro "missão dada" vazam e revelam absurdo
Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro apontam para uma relação de proximidade entre o ex-banqueiro e Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo.
Em maio de 2024, Benedito enviou uma mensagem a Vorcaro após reencontrar o então banqueiro em um evento:
“Boa noite. Feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab Benedito”.
Vorcaro respondeu chamando o ministro de “Caro amigo” e, na sequência, escreveu:
“Obrigado pelo carinho”.
O ex-banqueiro ainda sugeriu um novo encontro entre os dois:
“Vamos marcar o charuto em Brasília”.
As mensagens continuaram em 2 de julho daquele ano. Na ocasião, Vorcaro voltou a tratar Benedito como “grande amigo” e propôs que eles se encontrassem na capital federal.
“Grande amigo, tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio!”, escreveu Vorcaro.
Benedito respondeu que retornaria do Rio no dia 29 e afirmou que entraria em contato com Vorcaro. Na mesma conversa, acrescentou:
“E aqui sempre à disposição.”
O ministro também enviou uma figurinha com um cumprimento entre duas mãos e a inscrição “tamo junto”.
A relação entre os dois também aparece em um evento realizado em Londres, em abril de 2024. Benedito participou de uma degustação de uísque Macallan destinada a autoridades e promovida por Vorcaro naquele período.
CNJ
No primeiro semestre deste ano, Benedito Gonçalves declarou-se impedido de julgar processos relacionados ao Banco Master no STJ.
Atualmente, o ministro ocupa o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), função que exercerá até 2028. Ele sucedeu Mauro Campbell Marques, que tomou posse como vice-presidente do STJ no mês passado.
Entre as atribuições da Corregedoria do CNJ estão o recebimento de reclamações e denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo magistrados, além da realização de sindicâncias, inspeções e correições diante de suspeitas de infrações graves.
JCO
VORCARO AGE SORRATEIRAMENTE APÓS 'SAÍDA' DE MENDONÇA
Vorcaro se aproveita da "saída" de Mendonça, aciona Fachin e age sorrateiramente
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogacão da prisão preventiva do dono do antigo banco Master, que é investigado por corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.
Tudo isso ocorre após a "saída" de Mendonça da relatoria do caso, após decisão do próprio Fachin.
No pedido, a defesa argumenta que as investigações do caso Master foram paralisadas devido ao pedido de vista do ministro Flávio Dino na sessão plenária da última terça-feira (15), quando os ministros deveriam ter analisado a eventual abertura de investigação contra o também ministro Alexandre de Moraes.
Com a vista, os processos relativos à Operação Compliance Zero, que investiga Vorcaro, ficaram paralisados no gabinete de Fachin, para onde foram enviados pelo relator André Mendonça em meio a uma crise institucional em torno do caso.
Os advogados de Vorcaro sustentam que seu cliente não pode ficar preso indefinidamente, enquanto o Supremo vive um impasse em torno da própria relatoria do caso Master. Eles destacaram ainda que o ex-banqueiro está preso há mais de 90 dias sem que o Supremo analise um recurso pela soltura.
“Na sessão plenária de 15 de setembro de 2026, a própria definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista”, diz a petição da defesa.
Vorcaro está preso desde novembro do ano passado. No momento, ele se encontra no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, onde há um pavilhão voltado a presos especiais conhecido como Papudinha, devido a sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.
Entenda
O STF mergulhou em uma crise institucional sem precedentes desde que o ministro André Mendonça, relator do caso Master, decidiu levantar o sigilo sobre um relatório da Compliance Zero que traz mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes.
Com base no documento, Mendonça pediu ao plenário que autorizasse o prosseguimento das investigações contra Moraes.
JCO
BOMBA: EXPOSIÇÃO DE FATOS SOBRE MINISTROS DO STF TEM AMEAÇA DE VORCARO
Vorcaro ameaça expor fatos sobre ministros do STF
O banqueiro Daniel Vorcaro é uma bomba que pode explodir a qualquer momento e atingir em cheio ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pelo menos, é essa a ameaça que ele acaba de fazer, conforme relatado pela coluna Radar, da Revista Veja. Confira:
“Guardião dos podres da República, Daniel Vorcaro enviou recentemente um recado ao STF. Se seu pai, o empresário Henrique Vorcaro, não for colocado em liberdade para tratar graves problemas de saúde — sofre de diverticulite –, ele revelará fatos sobre diferentes poderosos.
Vorcaro, segundo interlocutor de sua defesa, está convencido de que foi ‘abandonado para morrer na prisão’, diante de tantos segredos. Como, na visão dele, há comprometimento da PGR, da Polícia Federal e de boa parte do STF, o banqueiro não acredita que haja um sistema independente para possibilitar sua delação.
O dono do Master teria fotos, recibos de pagamentos e outros papeis que desmentiriam, por exemplo, seu suposto distanciamento de figuras do STF, da PGR e da PF e confirmariam, com detalhes, o que já é público. ‘Daniel não tem nada a perder’, diz esse interlocutor.
Há mais de noventa dias preso, Henrique Vorcaro pediu, na quarta, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que destrave o caso dele para que o ministro André Mendonça analise o pedido de prisão domiciliar humanitária.
A Polícia Federal também marcou o interrogatório do pai do banqueiro para dia 30 de setembro, quando ele falará sobre a famosa ‘A Turma’ e sobre ‘Os Meninos’, grupos que atuavam para espionar e intimidar adversários da família.”
TRAGÉDIA EM SANTA CUZ/RN
Homem mata esposa, enteada e cunhada, atira contra dois filhos e PM depois tira a própria vida
Uma tragédia deixou três mulheres mortas e duas crianças feridas na manhã desta sexta-feira (18), no bairro Paraíso, em Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte.
Segundo a Polícia Militar, um homem matou a tiros a companheira, a enteada, de 18 anos, e a cunhada dentro de uma residência. As três morreram no local. Duas crianças também foram vítimas: uma foi baleada no rosto e a outra sofreu agressões físicas.
Após o crime, o homem fugiu e entrou em confronto com policiais militares. Durante a troca de tiros, um PM foi atingido no antebraço. O policial foi socorrido e passa bem.
Durante o confronto, o homem atirou contra a própria cabeça e morreu no local. As identidades dos envolvidos ainda não foram oficialmente divulgadas.
As circunstâncias e a motivação dos crimes serão investigadas pela Polícia Civil.
VORCARO PEDE A SEUS 'PADRINHOS' REVOGAÇÃO DE SUA PRISÃO
Vorcaro pede revogação de sua prisão ao STF
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou nesta sexta-feira (18) a revogação de sua prisão preventiva ao ministro Edson Fachin, novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
A nova roda de negociações de Vorcaro e o STF vem após a retirada de André Mendonça da relatoria do caso que investiga uma das maiores fraudes contra o sistema financeiro brasileiro.
“DANIEL BUENO VORCARO, com dados de qualificação nos autos, atualmente custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, Brasília/DF, por seus advogados e bastante procuradores que ao final assinam, nos autos em epígrafe, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, diante do surgimento de fatos novos, do completo esvaziamento dos motivos originários e da sua aparente antecipação de pena, requerer a REVOGAÇÃO/SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA”, diz a petição enviada a Fachin no STF.
A defesa do ex-banqueiro solicita que a custódia de Vorcaro no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha, seja revertida em prisão domiciliar, sob o cumprimento de medidas cautelares.
O mesmo documento afirma que, diante do julgamento na Corte, no último dia 15 de setembro, em que se analisava uma abertura de investigação contra Alexandre de Moraes e Vorcaro, é necessário fazer novos esclarecimentos diante dos novos fatos atribuídos após a quebra de sigilo do inquérito do Banco Master.
“O quadro revela que não há, no horizonte próximo, perspectiva de definição acerca dos procedimentos correlatos, noticiando a imprensa, de forma convergente, que nenhuma deliberação conclusiva ocorrerá antes das eleições gerais designadas para 4 de outubro de 2026. A prisão preventiva do Peticionário, contudo, não pode permanecer indiferente a esse estado de indefinição”, diz a solicitação.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, quando tentava deixar o país para fugir das investigações. Foi solto e passou a cumprir prisão domiciliar. O ex-banqueiro voltou a ser detido preventivamente em 4 de março. A defesa diz agora que já se passaram dois períodos de 90 dias desde a segunda prisão, exigindo assim uma revisitação das medidas.
DP
ESTUDO APONTA QUE O CHEIRINHO DO CAFÉ É CAPAZ DE MELHORAR TENSÃO, ANSIEDADE E DESÂNIMO
Aroma especial: Só o cheirinho do café já é capaz de melhorar tensão, ansiedade e desânimo, mostra estudo
Sabe aquele instante em que você ainda está na cama e, com o cheiro de café, já se sente mais disposto a começar o dia? Ou quando, no meio da tarde, o aroma preenche o ambiente e te traz uma sensação de aconchego?
Pesquisadores da Universidade Farmacêutica de Showa, no Japão, investigaram o momento em que, antes da cafeína chegar à corrente sanguínea, o café já está chegando ao cérebro via olfato.
O estudo, publicado na revista Nutrients, envolveu 20 estudantes universitários com idades entre 20 e 29 anos. Foram monitorados o humor, as ondas cerebrais, a frequência cardíaca e a variabilidade da frequência cardíaca enquanto os voluntários permaneciam sentados a 50 centímetros de um café recém-preparado — sem bebê-lo.
Antes e depois dessa pausa aromática, os participantes responderam a um questionário que avaliava tensão e ansiedade, depressão e desânimo, raiva e hostilidade, vigor, fadiga e confusão.
Após cinco minutos expostos ao aroma do café, as pontuações de perturbação do humor dos participantes haviam diminuído. Os participantes relataram menos sentimentos negativos e apresentaram uma mudança em um índice derivado do EEG (eletroencefalograma) associado ao relaxamento.
Os participantes relataram menos fadiga, tensão e ansiedade, confusão, depressão e desânimo. Após o ajuste para múltiplas comparações estatísticas, as reduções em fadiga, tensão e ansiedade, confusão, e depressão e desânimo permaneceram significativas.
O vigor, no entanto, não aumentou tanto. O aroma pareceu estar menos associado a uma súbita onda de energia e mais a uma redução na intensidade dos sentimentos negativos.
Isso pode dar a impressão de que o cérebro dos participantes relaxou logo ao sentir o primeiro aroma de café. No entanto, esse resultado deve ser analisado com cautela. O aumento absoluto do efeito foi modesto. Os cientistas também não sabem se uma mudança dessa magnitude representa um relaxamento fisiologicamente significativo.
Outra limitação do estudo é que não havia um grupo controle. Cinco minutos de descanso tranquilo também poderiam ter melhorado o humor dos participantes. Eles também podem ter se sentido mais à vontade no laboratório ou criado uma expectativa de que o café os fizesse sentir melhor.
Efeitos no coração?
Mas, apesar da melhoria na sensação de bem-estar, o coração não pareceu participar dos efeitos do cheirinho de café. Nem a frequência cardíaca nem a variabilidade da frequência cardíaca sofreram alterações significativas.
Os participantes que relataram as maiores melhorias no humor não apresentaram, necessariamente, as maiores alterações no EEG. Em nível individual, as mudanças de humor, atividade cerebral, frequência cardíaca e variabilidade da frequência cardíaca não apresentaram correlação significativa.
Não é difícil imaginar por que o café pode influenciar como nos sentimos. Nosso olfato está intimamente ligado a sistemas cerebrais envolvidos na emoção e na memória. Um aroma familiar pode evocar uma pessoa, um lugar ou um sentimento antes mesmo de o identificarmos conscientemente.
O Globo
IRRESPONSÁVEL: MESMO COM VETO POR IMPACTO DE R$ 8 BILHÕES LULA LIBERA CANETAS EMAGRECEDORAS
Lula libera canetas emagrecedoras no SUS após veto por impacto de R$ 8 bi aos cofres públicos
A 17 dias da eleição, Lula decidiu abrir os cofres do governo para anunciar medidas populares. Além do aumento de 15,04% do Bolsa Família, que eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, o presidente anunciou a disponibilização de canetas emagrecedoras no SUS.
A medida ocorre pouco mais de um ano depois de a própria Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendar ao Ministério da Saúde que não incorporasse a liraglutida e a semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, ao sistema público.
Motivo: A oferta terá impacto estimado em R$ 8 bilhões por ano, o que pode desequilibrar ainda mais as contas públicas do governo.
DEU NO X
Deu no X
- Zema publica novo vídeo com Gilmar e não perdoa꞉ “Intocável e mentiroso”
- Está ficando interessante…
- Os quatro juízes do apocalipse https://crusoe.com.br/noticias/os-quatro-juizes-do-apocalipse/. Para salvar Alexandre de Moraes, seus aliados estão dispostos a acabar com a República.
- Do alto de suas mansões e coberturas, cercados de privilégios, ditam regras sobre uma vida que jamais conheceram. Enclausurados em seus casulos pseudo-intelectuais, fazem ameaças veladas como se fossem intocáveis. O poder não os tornou superiores. Apenas os afastou da realidade.
- É assim que comunistas devem ser tratados.
- VORCARO ALUGOU MANSÃO CINEMATOGRÁFICA DE ATOR DA GLOBO PARA UM “MINISTRO” DESFRUTAR DO CARNAVAL CARIOCA
CEARÁ-MIRIM: DEPÓSITOS DE OVOS SÃO PEDRO - NO VAREJO OU O ATACADO O PREÇO É BOM
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A PALAVRA DE DEUS PARA ESTA SEXTA-FEIRA (18) - POR PADRE BIANOR JR.
Padre Bianor Jr.
NATAL/RN | Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
SETEMBRO | MÊS DA BÍBLIA E DO DÍZIMO
24ª SEMANA DO TEMPO COMUM
EVANGELHO DO DIA | Lc 8,1-3
Jesus percorria cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus.
Os Doze iam com ele.
Algumas mulheres acompanhavam Jesus e o serviam com seus bens.
PARA A NOSSA VIDA
Jesus não realiza sua missão sozinho. Ele caminha com os discípulos e acolhe também mulheres que, com generosidade, colocam seus dons e seus bens a serviço do anúncio do Reino.
O Evangelho nos recorda que todos somos chamados a participar da missão de Jesus. Cada pessoa pode oferecer seu tempo, seus dons, sua presença e seus recursos para que o Evangelho chegue a mais pessoas.
Servir à Igreja não é buscar destaque, mas colocar aquilo que somos e temos a serviço de Deus e dos irmãos. Quando cada um assume sua responsabilidade, a comunidade se torna mais viva e missionária.
Neste Mês da Bíblia e do Dízimo, somos convidados a fazer da nossa fé um compromisso concreto com a missão, a partilha e o serviço.
GESTO CONCRETO
Hoje, coloque algum dom seu a serviço de alguém. Pode ser seu tempo, sua atenção, seu trabalho ou uma ajuda concreta.
Pe. Bianor Francisco de Lima Júnior
AGENDA
10h — Santa Missa
HUOL — Capela Sant’Ana
17h30 — Santa Missa
Matriz Nossa Senhora de Lourdes
Paróquia Nossa Senhora de Lourdes
POR SUSPEITA DE TRÁFICO E AMEAÇAS A ELEITORES POLÍCIA PRENDE CANDIDATO ALIADO DE ÁLVARO
BOMBA: Candidato da coligação de Álvaro Dias é preso por suspeita de tráfico e ameaças a eleitores
Uma operação realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte culminou na prisão em flagrante de Wender Andrade, de 27 anos, candidato a deputado federal pelo partido Mobiliza, que integra a coligação "Endireita RN", chapa de Álvaro Dias. O fato ocorreu na manhã desta quinta-feira (17), no município de Alexandria, no Alto Oeste potiguar. A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela 41ª Zona Eleitoral.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o candidato já era apurado em um inquérito sobre intimidações e ameaças contra eleitores e concorrentes políticos na região, inclusive veiculadas em redes sociais. A apuração visa determinar se as condutas buscavam coagir o eleitorado e interferir no andamento do processo eleitoral local.
Durante as diligências em endereços vinculados ao candidato, os agentes apreenderam dois tabletes e porções fracionadas de substância análoga à maconha, além de quantia em dinheiro em espécie. Diante dos itens apreendidos, Wender Andrade foi autuado em flagrante por suspeita de tráfico de drogas.
A Polícia Civil também investiga a suposta participação do candidato em uma organização criminosa com atuação na região, na qual seria responsável pelo armazenamento de entorpecentes. O candidato e o material apreendido foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais, permanecendo o investigado à disposição da Justiça.
Assecom
UM 'HONESTINHO' ESTÁ BEM 'LAMBUZADINHO'
Vorcaro pediu apoio de Gilmar Mendes em causa de R$ 145 bilhões
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 11 de abril de 2024 para pedir apoio em uma disputa judicial que envolvia usinas do setor sucroalcooleiro. Segundo informações divulgadas pela Folha, o impacto potencial das ações pode chegar a R$ 145 bilhões para os cofres da União.
O Banco Master, então presidido por Vorcaro, mantinha em sua carteira bilhões de reais em créditos de usinas na forma de precatórios. Esses valores poderiam perder valor caso o STF não reconhecesse a validade das ações indenizatórias movidas pelas empresas contra a União.
Vorcaro e Gilmar: encontro no STF
A reunião foi intermediada pelo empresário Chiquinho Feitosa, que na época era cunhado de Gilmar Mendes e mantinha um contrato de R$ 500 mil mensais com Vorcaro. Mensagens mostram quando Feitosa aconselha o banqueiro a estabelecer uma relação direta com o ministro.
Um dos processos de interesse de Vorcaro, diz o jornal, envolvia a Destilaria Alcídia S/A. Gilmar havia pedido que o caso fosse retirado do plenário virtual para ser analisado presencialmente. No julgamento realizado em outubro de 2024, porém, o ministro votou contra o pedido da empresa, assim como André Mendonça.
Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques votaram em sentido contrário, o que garantiu a vitória da Alcídia. A decisão transitou em julgado em outubro de 2025.
A disputa envolve indenizações reivindicadas por usinas que alegam ter sofrido prejuízos com o controle estatal de preços do setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. Em 2020, o STF estabeleceu que os prejuízos deveriam ser comprovados individualmente, por meio de perícias e documentos contábeis.
'MORRENDO' PELA BOCA FEITO PEIXE
Como Moraes deu argumentos à defesa de Bolsonaro para tentar reverter a condenação
Em 25 de março de 2025, diante dos ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Celso Vilardi apresentou uma das preliminares da defesa de Jair Bolsonaro antes do recebimento da denúncia sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Na sessão, o criminalista disse que teve acesso às provas selecionadas pela acusação, mas não à íntegra do material usado para extraí-las.
“Temos tudo que a denúncia citou, mas esse é o recorte da acusação”, afirmou Vilardi, ao ensinar que a defesa tinha o direito de examinar o acervo e fazer o próprio recorte.
A argumentação de Vilardi não impediu o avanço do processo. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que os advogados tiveram amplo acesso aos elementos utilizados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e Bolsonaro acabou condenado a 27 anos e três meses de prisão. Um ano e meio depois daquela sustentação de Vilardi, a discussão sobre a necessidade de conhecer a íntegra de provas digitais voltou ao STF. Desta vez, no escândalo do Banco Master e em meio às suspeitas que atingem o próprio Moraes.
Nos últimos dias, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes requisitaram acesso aos dados brutos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os ministros alegaram, em diferentes manifestações, que precisavam conhecer o material completo para avaliar o contexto das mensagens e os trechos selecionados pela Polícia Federal (PF). A PGR agiu de maneira semelhante. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que os ministros deveriam ter acesso à “integralidade dos dados” antes de decidir sobre o caso.
De acordo com juristas consultados por Oeste, a cobrança pelo acesso integral aos dados de Vorcaro pode fornecer à defesa de Bolsonaro um argumento adicional para reforçar uma tese que já integra a revisão criminal apresentada ao STF em 8 de maio: a de que o ex-presidente não teve acesso integral e em tempo adequado ao conjunto de provas produzido durante a investigação.
A revisão está sob a relatoria do ministro Nunes Marques na 2ª Turma. Além dele, integram o colegiado André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux. A defesa pede a anulação da condenação e sustenta, entre outros pontos, que houve cerceamento de defesa.
Para a advogada constitucionalista Vera Chemim, o cerceamento pode ter consequências sobre a validade dos atos praticados no processo de Bolsonaro. Ela avaliou que a falta de acesso adequado às provas, se reconhecida pelo STF, pode fundamentar a declaração de nulidade. “O cerceamento de defesa é um fundamento de natureza processual, relacionado ao direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, que tem potencial para levar à nulidade dos atos judiciais praticados pelo relator”, observou.
O pedido de Vilardi
A divergência sobre as provas apareceu antes mesmo de Bolsonaro se tornar réu. Em fevereiro de 2025, a defesa procurou Moraes para reclamar que não tinha acesso à íntegra das mídias relacionadas à investigação. O ministro rejeitou a alegação. Em despacho de 27 de fevereiro, afirmou não haver dúvida de que os advogados tiveram “integral acesso aos autos e ao sistema” e poderiam analisar os elementos extraídos dos celulares. Vilardi insistiu na questão durante o julgamento que decidiu pelo recebimento da denúncia, em março. O STF rejeitou a preliminar.
Zanin, por exemplo, afirmou que as defesas haviam recebido os elementos documentados nos autos e utilizados pela PGR para elaborar a denúncia. Naquele momento, argumentou o ministro, o Supremo decidia apenas se havia elementos suficientes para abrir uma ação penal contra os acusados. Por isso, entendeu que não era necessário disponibilizar todo o material reunido na investigação. O acesso integral deveria ocorrer depois, caso a denúncia fosse aceita e a ação penal, aberta.
Esse acesso mais amplo foi determinado posteriormente. Em 30 de abril de 2025, já depois de recebida a denúncia, Moraes mandou a PF disponibilizar às defesas todas as provas coletadas na investigação e fixou cinco dias para que a corporação informasse como faria a entrega. Mas a controvérsia continuou.
No julgamento de setembro de 2025, Vilardi voltou ao tema. Disse que parte do acervo chegou quando a instrução já estava em andamento e citou aproximadamente 70 terabytes de dados. Conforme o advogado, um problema no arquivo relacionado ao general Mário Fernandes só foi informado depois do encerramento da instrução. “Não tivemos acesso à prova e muito menos prazo suficiente”, afirmou, ao acrescentar que, em 34 anos de advocacia, era a primeira vez que chegava a um julgamento sem conhecer a íntegra do processo.
Moraes rejeitou novamente a alegação de cerceamento de defesa. Segundo o ministro, os advogados tiveram acesso aos autos e às provas usadas pela acusação e, por isso, não houve prejuízo ao direito de defesa.
A discussão reaparece no caso Master
A discussão ganhou outro peso na semana passada, quando o STF se preparava para analisar o relatório da PF sobre mensagens de Vorcaro atribuídas a conversas com Moraes.
Zanin pediu a íntegra dos dados do celular do banqueiro. Na decisão, justificou que precisava conhecer o material que dera origem ao relatório policial para formar sua convicção antes do julgamento.
Gilmar foi além. O decano afirmou que os ministros tinham em mãos “recortes de diálogos selecionados” e considerou que o acesso aos dados brutos era necessário para conferir o contexto e a representatividade daquela seleção.
Moraes também recebeu os dados completos. Em sua defesa, apresentada na última terça-feira, 15, o ministro atacou a maneira como a PF trabalhou com o material apreendido. Alegou que o relatório continha “recortes de fragmentos” e contestou a conclusão de que textos encontrados no bloco de notas do iPhone de Vorcaro fossem mensagens efetivamente enviadas.
O argumento de Moraes é semelhante ao apresentado pelos advogados de Bolsonaro no processo da “trama golpista”: sem acesso ao material completo, não seria possível verificar o contexto dos trechos selecionados pelos investigadores.
Para o advogado criminalista Gauthama Fornaciari, as manifestações recentes dos ministros podem reforçar a alegação de cerceamento apresentada pela defesa de Bolsonaro. Ele chama a atenção para o fato de que, no caso Master, o acesso ao material completo foi considerado necessário em uma etapa anterior à própria abertura de uma investigação. “Se isso foi exigido para a avaliação quanto à instauração de inquérito, no qual bastam indícios de materialidade da ocorrência de crime, com maior razão deveria ser considerado para a admissibilidade ou não de ação penal, na qual se exigem indícios de autoria e de prova de materialidade de crime, ou seja, maior rigor quanto aos requisitos de admissibilidade”, afirmou.
A revisão criminal de Bolsonaro já está no STF
A defesa de Bolsonaro incluiu a questão do acesso às provas na revisão criminal apresentada ao STF em 8 de maio. Os advogados afirmam que não receberam, em tempo adequado, a íntegra do material reunido na investigação e que houve cerceamento de defesa.
Os advogados contestam também a validade da colaboração do tenente-coronel Mauro Cid, a competência da 1ª Turma para julgar o ex-presidente e outros pontos do processo.
Nunes Marques foi sorteado relator. Em maio, abriu prazo para a manifestação da PGR. Gonet pediu que a revisão fosse rejeitada. Em parecer enviado ao STF em 16 de junho, afirmou que a defesa não apresentou fato novo capaz de justificar a alteração da condenação e sustentou que as teses dos advogados já haviam sido examinadas durante o processo.
É nesse ponto que as manifestações recentes no caso Master podem entrar na revisão criminal. A jurisprudência, contudo, impõe limites a esse argumento. Em junho deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a Revisão Criminal nº 6.110/DF, na qual também se discutia a falta de acesso integral a mídias. O STJ entendeu que as provas usadas na condenação haviam sido disponibilizadas e que não ficou demonstrado prejuízo concreto à defesa nem apresentada prova nova capaz de alterar o resultado do julgamento.
O advogado William Pimentel, especialista em Processo Penal, chama a atenção para outro aspecto: não basta verificar se a defesa teve acesso aos documentos, mas em que condições isso ocorreu. “A questão não é simplesmente saber se houve ‘acesso’, mas se esse acesso foi integral, tempestivo e processualmente útil”, considerou. “A ampla defesa prevista no artigo 5º, inciso LV, da Constituição não se satisfaz com uma disponibilização meramente formal da prova.”
revistaoeste
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