02/11/2010

ARRECADAÇÃO DE MARINA



Agressores do meio ambiente doaram quantias expressivas à campanha de Marina





Empresas de segmentos conhecidos por agredirem o meio ambiente, como metalurgia, mineração, papel e celulose, fertilizantes e cana-de-açúcar, foram responsáveis pela doação de um montante expressivo da campanha da candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República nas eleições deste ano, Marina Silva: cerca de R$ 3 milhões. O valor corresponde a 12,5% do total arrecadado - R$ 24,1 milhões.

Só na área de mineração e metalurgia, arrecadou-se quase R$ 1 milhão. A Companhia Brasileira de Siderurgia e Mineração contribuiu com R$ 300 mil; a Companhia Metalúrgica Prada, com R$ 150 mil; e a Urucum Mineradora, com R$ 500 mil. No ramo de fertilizantes, as doações foram da Fosfértil (R$ 600 mil) e da Bunge Fertilizantes (R$ 100 mil).

No ramo de papel e celulose, a Suzano contribuiu com R$ 532 mil e a Klabin com R$ 250 mil. A Cooperativa de Produtores de Cana de Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) doou R$ 250 mil e a Cosan, uma das maiores produtoras mundiais de cana-de-açúcar, também doou R$ 250 mil.

O principal segmento que doou para a campanha de Marina foi o da construção, que sozinho respondeu por mais de R$ 3 milhões. As contribuições foram da Andrade Gutierrez (R$ 1,1 milhões), Camargo Correa (R$ 1 milhão) e Construcap (R$ 1 milhão).

O segmento bancário também foi expressivo na arrecadação, responsável por quase R$ 3 milhões. O maior doador foi o Banco Alvorada (empresa que doou o maior montante da campanha), com R$ 1,7 milhões, seguido pelo Itaú Unibanco, com R$ 1 milhão, Banco Safra, com R$ 200 mil, e Banco Rodobens, com R$ 50 mil.

DICKSON ASSUME PREFEITURA



Dickson Nasser assume Prefeitura do Natal interinamente


A prefeita do Natal, Micarla de Sousa, passou oficialmente, na manhã desta terça-feira (02), o cargo de chefe do poder executivo municipal ao presidente da Câmara Municipal do Natal, o vereador Dickson Nasser (PSB), que responderá pela Prefeitura do Natal nos próximos cinco dias. O ato foi realizado em comum acordo entre Micarla, o vice-prefeito Paulinho Freire, que também estará ausente esta semana, e o presidente da Câmara.


Micarla de Sousa se ausentará por três dias da cidade para tratar de assuntos pessoais e reassume o cargo na próxima segunda-feira (8). “Mantemos uma relação muito respeitosa com o poder legislativo municipal”, resumiu a prefeita.


O prefeito em exercício Dickson Nasser reforçou o clima de entrosamento entre os poderes e falou sobre o momento. “É uma honra para nós, como membros do Legislativo, assumir função tão importante. Prova que há sintonia e confiança mútua entre os dois poderes. Agradeço à Micarla de Sousa a confiança”, destacou o presidente da Câmara.


Pelo Twitter, Hugo Chávez afirma saudações à Dilma Rousseff



Chávez telefonou para Dilma nesta segunda-feira para parabenizá-laChávez telefonou para Dilma nesta segunda-feira para parabenizá-la
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou pelo Twitter que conversou nesta segunda-feira (1º) coma presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff. Segundo o venezuelano, Dilma disse que pretende continuar a "construir a 'Unidade Brasil e Venezuela". "He hablado con la Presidenta Dilma. Me encargó saludar a todo el Pueblo Venezolano. 'Seguiremos construyendo la Unidad BrasilVenezuela'"dijo", postou Chávez nesta segunda no microblog.

ATÉ QUANDO?



Chefe da Igreja Católica belga é processado por homofobia





A polêmica a respeito do chefe da Igreja Católica belga, monsenhor Andre-Joseph Leonard, por suas declarações sobre a Aids e os padres pedófilos ressurgiu nesta terça-feira com um processo apresentado contra ele por homofobia e a demissão de seu porta-voz. O advogado e dirigente do Partido Socialista Flamengo (SPA) Jean-Marie de Meester anunciou a abertura de uma ação civil em Bruges (norte do país) contra o arcebispo de Bruxelas.


Em outubro, o monsenhor Leonard, que comanda Igreja belga desde janeiro, iniciou uma polêmica ao descrever a Aids como uma "espécie de justiça imanente" relacionada à permissividade sexual. "Depois de consultar outros juristas, concluí que o arcebispo violou a lei antidiscriminação e cometeu atos caluniosos e difamatórios com suas declarações homófobas", declarou o advogado.


O porta-voz de Leonard, Jürgen Mettepenningen, no cargo há poucos meses, anunciou nesta terça-feira sua demissão. "Diferentes razões acumuladas e a falta de confiança fazem com que não deseje nem possa continuar atuando como porta-voz do monsenhor Leonard", afirma em um comunicado.


Mettepenningen se distanciou das declarações de Leonard sobre os processos contra padres pedófilos. O arcebispo afirmou em 27 de outubro que enviar à justiça os religiosos pedófilos de idade avançada seria como exercer uma "espécie de vingança".


Em setembro a justiça belga publicou um relatório com depoimentos de quase 500 vítimas de padres pedófilos, com denúncias de crimes cometidos entre os anos 1950 e 1980.

RESPOSTA DE GLÁUCIO



Recebemos esta carta do amigo Gláucio Tavares, em resposta a matéria "três Zés não valem um Chico" divulgada anteriormente neste Blog.

Caro João André,

A frase de Aldo traz, numa perspectiva mais profunda, uma infeliz constatação: o que realmente importa para muitos cearamirinenses não é a quantidade de votos que um ou outro candidato daqui obteve, mas a vontade firme de desqualificar e apequenar as candidaturas locais.

Não é bem identificado o motivo que impulsiona essa vontade rasteira. Talvez o analfabetismo político, o desconforto com o sucesso de outrem, a inveja, a falta de coragem, a própria acomodação, ou mesmo a condição de serviçal da política de compra de votos. Tudo isso militou contra as nossas candidaturas, tanto as dos ‘Zés’ quanto a de Chico Neguinho que também não teve uma votação apreciável proporcional ao eleitorado de Ceará Mirim.

O certo é que muita gente lutou contra as nossas candidaturas, fato que aliado à imensa e despudorada compra de votos não gerou um melhor resultado. O que também não é menos certo é o meu orgulho em ter obtido, mesmo sem estrutura material, 748 votos em Ceará Mirim e 896 votos no RN, todos limpos, qualificados, nutridos pela liberdade, pela coragem, distantes do vergonhoso balcão de compra e venda de votos.

Vale enfatizar que aqui, a Justiça é mais cega e o abuso do poder econômico foi muito mais forte nessa campanha. Estima-se que um cabo eleitoral de candidato a deputado estadual gastou cerca de R$ 430.000,00 (quatrocentos e trinta mil reais), enquanto outro aproximadamente 300.000,00 (trezentos mil reais), dentre muitos outros despejos de dinheiro no dia D. Em resumo, cerca de 4.500 votos a mais, frise-se a mais, foram comprados em Ceará Mirim em relação à eleição de 2006.

Realmente, a nossa votação foi aquém do montante esperado, contudo, isto não é motivo para desistência ou desilusão, ao revés, externo minha imensa gratidão a todos que votaram em mim e continuarei a luta em respeito a(o)s mesmo(a)s.

Sempre estive preparado para obter qualquer votação, inclusive sem estabelecer parâmetro em relação a outros candidatos, e estou preparado para prosseguir e avançar com fé e leveza de espírito. Com licença, vou dar milhos aos pombos...

Atenciosamente.

Ceará Mirim, 02 de novembro de 2010.

Gláucio Tavares

OPINIÃO DO LEITOR



Caro João Andre,

é lamentável que estas pessoas que foram aplaudir o prefeito estejam esperando por parte dele a retribuição, coisa que não vai acontecer. Diante do caos que a prefeitura está passando por falta de visão de um gestor, a situação não é nada boa, a culpa é dele! Nunca na vida se gasta, mas do que recebe. Culpar FPM é balela, se ele tivesse tido o cuidado de administrar não teria afundado nas contas, pois qualquer dona de casa sabe o que fazer quando o cinto aperta. Agora depois que a vaca foi pra o brejo é que veio dá conta das bobagens que cometeu. Dr. Peixoto, se o senhor tiver consciência deve está bastante perturbado com a exoneração destas pessoas, que fizeram suas contas para serem honradas com os seus salários, só ficando no lugar delas para sentir o desespero.

(MATOS)




Glaucio,
despreze esses anônimos covardes que nem de "PORTUGES" entendem, imagine de política.Você é um orgulho para nossa terra, com maestrosa senhoria de gente grande, sabemos disso. Sua forma de conduzir a política nos deixa cada vez mais esperançosos nos valores da nossa querida terra. A forma de enxergar poucos mais de 700 votos é essa mesma: nos envergonha é parte de nosso povo servir de mercadoria fácil; de outra parte, de políticos desonestos usarem o poder econômico advindo das práticas ilegais(roubo de dinheiro público), para captação ilegal de votos. Essas coisas sim nos envergonham, e não a coragem de um cearamirinense coerente e forte como poucos. Você, dr. Gláucio, é orgulho pra nós que amamos nossa terra.

Marcelo Navarro

m_nava@gmail.com

LIGEIRINHAS



- Um abraço para o meu amigo Júnior Rego. Gente do bem.

- SAUDADE: Vá ao cemitério reverenciar seus ente queridos que já partiram. Hoje é dia de finados.

- MIGUÉ: Dilma Roussef inclui o vice-presidente Michel Temer na transição para fazer afago no PMDB.

- AVESSO: O irmão da gostosa Larissa Riquelme, musa da copa, foi preso no Paraguai acusado de assalto a Banco.

- FRACO: Fernando Henrique Cardoso faz duras críticas ao desempenho dos tucanos na campanha eleitoral.

- MAL: O Pó preto da queima das canas da açucareira continuam infernizando a minha vida.

01/11/2010

COLÍRIO


COLÍRIO DOS MEUS OLHOS
ESSA GATA CHAMA-SE SARAH LOPES



FUZUÊ



- O Prefeito Antonio Peixoto exonerou todos os cargos comissionados da Prefeitura, mesmo exonerados vão onde o Prefeito manda e fazem o que ele determina. Aplausos, foguetões, gritos e muitas babações. É compreensivel essa situação, pais e mães de famílias que precisam de seus empregos para manterem a casa em ordem. Será que depois daquele teatro todo armado na Câmara Municipal de Ceará-Mirim, o Prefeito já devolveu os cargos aos coitados que esperam reciprocidade por parte dele?

ENQUETE - RESULTADO


Diante do caos instaurado na administração de Ceará-Mirim, você é a favor do impeachmant do Prefeito Peixoto?
Sim
71,78%
Não
28,22%

Total: 241 respostas.

Vote na nova enquete que se encontra no link ao lado

PIADA DO DIA



Preços baixos?!

Para testar sua popularidade, FHC vai passear pela cidade.
Passa em frente a uma loja, pára e comenta com a primeira dama:
- Olha, Ruth, esse pessoal anda reclamando à toa. Com a moeda estável, veja como ficaram os preços de roupas nessa loja... Calças cinco reais, camisas três reais, ternos completos dez reais...
- Mas Fernando, isto aí não é uma loja de roupas. Isso aí é uma lavanderia.

Ritchie - "Menina Veneno" (Globo de Ouro, 1983)


Menina, destila teu veneno...

DILMA: DE BANDIDA A MOCINHA


Da luta armada ao Planalto

Filha de um imigrante búlgaro com uma professora fluminense, quando criança, Dilma Vana Rousseff pensava em ser bailarina, bombeira ou trapezista. Mas já na juventude se apaixonou pelos ideais socialistas. Entrou na política como técnica e sua capacidade gerencial a levou a ser nomeada titular do Ministério das Minas e Energia. De lá para ser indicada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como sucessora de Lula foi um pulo. Ontem, a mineira de belo Horizonte fez história ao ser eleita a primeira mulher presidente do Brasil.

Dilma foi eleita no segundo turno com 56% dos votos válidosNascida no dia 14 de dezembro de 1946, em Belo Horizonte, em família de classe média alta e educada de modo tradicional, Dilma era parte da elite mineira. Cursou a pré-escola no colégio Isabela Hendrix e a partir de 1955 iniciou o ensino fundamental no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte.

Durante a adolescência, a jovem começou a ler autores socialistas. O ano era 1964 e o país passava por um de seus períodos mais conturbados, logo após o Golpe Militar. Foi nessa época que Dilma iniciou sua militância e passou a integrar organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar – como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares).

Em janeiro de 1970, Dilma foi abordada pela polícia do regime e, como estava armada, acabou presa. Levada para a Operação Bandeirante (Oban), ela foi torturada com palmatória, socos, pau-de-arara, choques elétricos. Maria Luísa Belloque, uma companheira de cela, confirma as diversas formas de tortura sofridas pela então militante de esquerda. Posteriormente, Dilma denunciou as torturas em processos judiciais, inclusive dando nome de militares que participaram dos atos.

Dias depois da prisão de Dilma, seu companheiro Carlos Araújo também acabou pego pelos militares. Ficaram alguns meses no mesmo presídio Tiradentes, em São Paulo. Dilma foi condenada em primeira instância a seis anos de prisão. Já havia cumprido três quando o Superior Tribunal Militar reduziu sua condenação a dois anos e um mês. Teve também seus direitos políticos cassados por dezoito anos.

Em dezembro de 2006, a Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro aprovou um pedido de indenização por parte de Dilma e outras dezoito pessoas presas em dependências de órgãos policiais do governo estadual paulista na década de 1970. Ela também ingressou com uma ação contra o Governo Federal e as indenizações, fixadas em lei, podem chegar, somadas, a R$ 72 mil. Conforme a assessoria de Dilma, os pedidos tem um caráter simbólico, além do que teria solicitado que os processos só fossem julgados após seu afastamento dos cargos públicos.

Porto Alegre

Dilma saiu do Presídio Tiradentes no fim de 1972, passou um período com sua família em Minas Gerais para se recuperar e depois mudou-se para Porto Alegre, onde Carlos Araújo cumpria os últimos meses de sua pena.

Foi na capital gaúcha que ela decidiu voltar a estudar – havia sido expulsa da Universidade Federal de Minas Gerais por subversão. Foi aprovada para o curso de Ciências Econômicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e se formou em 1977, não tendo participado ativamente do movimento estudantil. No ano anterior, em março, nasceu sua única filha, Paula Rousseff Araújo.

A militância política, desta vez dentro da legalidade, foi reiniciada no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), ligado ao único partido legalizado de oposição, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Mesmo não tendo se filiado ao partido, Dilma organizava debates no instituto, que recebia palestras de intelectuais como Francisco de Oliveira, Fernando Henrique Cardoso e Francisco Weffort.

A partir de 1978, Dilma passou a frequentar a Universidade Estadual de Campinas, com a intenção de cursar mestrado. Nessa época, participava de um grupo de discussão em São Paulo com outros ex-integrantes da VAR Palmares. Embora matriculada, Dilma nunca concluiu o curso de mestrado.

Carreira política

Com o fim do bipartidarismo, participou junto com Carlos Araújo dos esforços de Leonel Brizola para a recriação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Após a perda da sigla para o grupo de Ivete Vargas, participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Dilma conseguiu seu segundo emprego na primeira metade dos anos 1980 como assessora da bancada do PDT na assembleia legislativa do Rio Grande do Sul.

Araújo e Dilma dedicaram-se com afinco na campanha de Alceu Collares à prefeitura de Porto Alegre, em 1985. Eleito prefeito, Collares a nomeou titular da Secretaria Municipal da Fazenda, seu primeiro cargo executivo. Dilma permaneceu à frente da Secretaria da Fazenda até 1988, quando se afastou para se dedicar à campanha de Araújo à prefeitura de Porto Alegre. A derrota de Araújo na candidatura a prefeito alijou o PDT dos cargos executivos. Em 1989, contudo, Dilma foi nomeada diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, mas acabou demitida do cargo pelo presidente da casa, vereador Valdir Fraga, porque “chegava tarde ao trabalho”.

Em 1990, Alceu Collares foi eleito governador, indicando Dilma para presidente da Fundação de Economia e Estatística, onde ela estagiara na década de 1970. Permaneceu ali até fim de 1993, quando foi nomeada Secretária de Energia, Minas e Comunicações.

Permaneceu no cargo até final de 1994, época em que seu relacionamento com Araújo chegou ao fim. Depois reconciliaram-se e permaneceram juntos até 2000, quando romperam definitivamente. Em 1998, o petista Olívio Dutra ganhou as eleições para o governo gaúcho com o apoio do PDT e Dilma retornou à Secretaria de Minas e Energia.

Na gestão de Dilma à frente da secretaria, a capacidade de atendimento do setor elétrico aumentou 46%, devido a um programa emergencial de obras onde participaram estatais e empresas privadas. Em janeiro de 1999, Dilma foi a Brasília alertar as autoridades do setor elétrico de que, se não forem feitos investimentos em geração e transmissão de energia, os cortes que o Rio Grande do Sul enfrentou no início de sua gestão seriam verificados no resto do país. Na crise do apagão elétrico no final do governo Fernando Henrique Cardoso, os três estados da Região Sul não foram atingidos, não sendo imposto qualquer racionamento, pois não houve estiagem na região.

Governo Lula

Eleito presidente em 2002, Lula escolheu Dilma, filiada ao PT dois anos antes, para titular da pasta das Minas e Energia. Sua gestão no ministério foi marcada pelo respeito aos contratos da gestão anterior, pelos esforços em evitar um novo apagão e pela implantação de um modelo elétrico menos concentrado nas mãos do Estado. Quanto ao mercado livre de energia, Dilma não só o manteve como o ampliou.

Convicta de que investimentos urgentes em geração de energia elétrica deveriam ser feitos para que o país não sofresse um apagão já em 2009, Dilma travou sério embate com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que defendia o embargo a várias obras, preocupada com o desequilíbrio ecológico que poderiam causar. José Dirceu, à época ministro-chefe da Casa Civil, teve que criar uma equipe de mediadores entre as ministras para tentar resolver as disputas.

Ao assumir o ministério, Dilma defendeu uma nova política industrial para o governo, fazendo com que as compras de plataformas pela Petrobras tivessem um conteúdo nacional mínimo, que poderiam gerar 30 mil novos empregos no país.

Em 2008, a indústria naval passou a empregar 40 mil pessoas, em comparação às 500 pessoas empregadas em meados da década de 1990, fato que seria decorrente da exigência de nacionalização, levando a indústria naval à condição de sexta maior do mundo em 2009.
Casa civil

Como ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef tinha o apoio de dois dos principais ministros do governo Lula: Antonio Palocci e José Dirceu. Quando Dirceu saiu do ministério por causa do “Escândalo do Mensalão” (2005), ao invés de ficar enfraquecida, Lula surpreendeu escolhendo Dilma para a chefia da Casa Civil. Na pasta, ela foi uma das responsáveis pelo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

Dilma chamou a atenção de Lula pela coragem de encarar situações difíceis e pela capacidade técnica. Em abril de 2007 começaram os rumores de que ela seria a indicada de Lula para concorrer à presidência, mas a candidatura só foi oficializada em 13 de junho de 2010, na convenção nacional do PT.

Atuação política marcou juventude da presidente

Em 1964, Dilma Rousseff prestou concurso e ingressou no curso Clássico do Colégio Estadual Central. Nessa escola pública o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar. Em diversas entrevistas, Dilma relata que nessa época passou a prestar mais atenção à política e começou ser vista como subversiva.

Dilma tinha 18 anos quando ingressou na Política Operária (POLOP), uma organização fundada em 1961, oriunda do Partido Socialista Brasileiro, onde militou ao lado de José Aníbal. Os militantes do grupo logo se viram divididos em relação ao método a ser utilizado para a implantação do socialismo: enquanto alguns defendiam a luta pela convocação de uma assembleia constituinte, outros preferiam a luta armada. Dilma ficou com o segundo grupo, que deu origem ao Comando de Libertação Nacional (COLINA).

Para Apolo Heringer, que foi dirigente do COLINA em 1968 e havia sido professor de Dilma na escola secundária, a jovem escolheu a luta armada depois que leu “Revolução na Revolução”, de Régis Debray, um francês que havia se mudado para Cuba e ficado amigo de Fidel Castro. Segundo Heringer, “O livro incendiou todo mundo, inclusive a Dilma.”

Foi nessa época que conheceu Cláudio Galeno Linhares, cinco anos mais velho, que também defendia a luta armada. Galeno ingressara na POLOP em 1962, havia servido ao Exército, participara da sublevação dos marinheiros por ocasião do golpe militar e fora preso na Ilha das Cobras. Dilma e Galeno se casaram em 1967, apenas no civil, depois de um ano de namoro.

Colina

O Comando de Libertação Nacional (COLINA) foi uma organização criada a fim de implantar o Socialismo no Brasil e, para tanto, defendia o uso da luta armada. Mas Dilma, apesar de ser membro ativa, não participava diretamente das ações. Segundo companheiros de militância, ela tinha maior desenvoltura e grande capacidade de liderança, conseguindo impor-se perante homens. Dilma era responsável pelos contatos com sindicatos, dava aulas de marxismo e redigia o jornal “O Piquete”. Apesar disso, aprendeu a lidar com armamentos e a enfrentar a polícia.

No início de 1969, o COLINA em Minas Gerais resumia-se a algumas dezenas de militantes, com pouco dinheiro e poucas armas. Suas ações haviam se resumido a quatro assaltos a bancos, alguns carros roubados e dois atentados a bomba, que não deixaram vítimas. Em 14 de janeiro, contudo, com a prisão de alguns militantes após um assalto a banco, outros reuniram-se para discutir como libertá-los. Ao amanhecer, foram surpreendidos com a ação da polícia na casa onde estavam e reagiram, usando uma metralhadora do grupo para matar dois policiais e ferir um terceiro.

Como um dos presos frequentava o apartamento de Dilma e Galeno, o casal passou a se esconder da polícia e precisou destruir documentos da organização. Ficaram ainda algumas semanas em Belo Horizonte, mas logo tiveram que fugir para o Rio de Janeiro. A família não conhecia o grau de envolvimento de Dilma com essas atividades tidas como subversivas.

Depois de alguns meses, Galeno foi enviado pela organização à Porto Alegre. Dilma permaneceu no Rio, onde ajudava a organização, participando de reuniões e transportando armas e dinheiro. Nessas reuniões, conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, então com 31 anos, por quem se apaixonou e com quem viria a viver por cerca de 30 anos.

Araújo era chefe da dissidência do Partido Comunista Brasileiro (PCB, também conhecido como o “Partidão”), e abrigara Galeno em Porto Alegre. A separação de Galeno foi pacífica. Como afirmou Galeno, “naquela situação difícil, nós não tínhamos nenhuma perspectiva de formar um casal normal.”

No início de 1969, Araújo passou a tratar da fusão do grupo COLINA com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada por Carlos Lamarca. Dilma participou de algumas reuniões sobre essa fusão, que acabou formalizada em duas conferências em Mongaguá, dando origem a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares). Dilma e Araújo estiveram presentes, assim como Lamarca. Na época, Dilma teria defendido um trabalho político pelas bases, criticando a visão militarista que era a característica de Lamarca e da VPR.

Var Plamares

Carlos Araújo foi escolhido como um dos seis dirigentes da VAR Palmares, que se autointitulava “uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo”.

Dilma era uma das líderes da organização e usava vários codinomes, como Estela, Luísa, Maria Lúcia, Marina, Patrícia e Wanda. Ela era definida como “um dos cérebros” dos esquemas revolucionários.

Ela teria sido a organizadora do roubo de um cofre pertencente ao ex-governador de São Paulo Ademar de Barros (considerado pela guerrilha como símbolo da corrupção). A ação foi considerada um dos maiores golpes da história do terrorismo no mundo – foram subtraídos 2,5 milhões de dólares e até hoje cercada de controvérsias (leia box nesta página).

Depoimentos e relatórios policiais indicavam que coube a Dilma administrar o dinheiro, pagando salários de militantes, encontrar abrigo ao grupo e comprar um Fusca. Dilma lembra apenas do automóvel, mas nega que tenha sido a responsável pela administração do dinheiro ganho em assaltos organizados pela VAR Palmares.

A organização também teria planejado, em 1969, o sequestro de Delfim Neto, símbolo do milagre econômico e à época o civil mais poderoso do Governo Federal. O sequestro acabou não sendo realizado porque os membros do grupo começaram a ser capturados semanas antes. Dilma nega peremptoriamente que tenha participado do planejamento da ação. Mesmo com grande quantidade de dinheiro, a organização não conseguiu manter a unidade.

Em setembro de 1969, houve uma grande divisão entre os militaristas, focados na luta armada, e os “basistas”, que defendiam um trabalho de massas. Dilma estava com o segundo grupo. Enquanto os primeiros se agruparam na VPR militarista, liderados por Lamarca.

Após a divisão, Dilma foi enviada a São Paulo, onde esteve encarregada de manter em segurança as armas que couberam a seu grupo, até a prisão em janeiro do ano seguinte.

O roubo ao cofre de Adhemar de Barros

A participação de Dilma Rousseff na luta armada, durante o período em que o Brasil foi governado por militares, ainda é cercada de muitas controvérsias. Inicialmente ela era tida como apenas mais um membro da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a VAR-Palmares, um dos principais grupos armados da década de 60.

Mas alguns relatos, no entanto, dão conta que Dilma teve uma importante militância armada, muito mais ativa e relevante do que se pensava. Ela passou por treinamentos com armas, foi duramente perseguida, presa e torturada e teria tido um papel importante em uma das ações mais espetaculares da guerrilha urbana no Brasil – o célebre roubo do cofre do governador paulista Adhemar de Barros. A ação rendeu 2,5 milhões de dólares, uma verdadeira fortuna na época.

O assalto ao cofre ocorreu na tarde de 18 de julho de 1969, no Rio de Janeiro. Até então, fora “o maior golpe da história do terrorismo mundial”, segundo informa o jornalista Elio Gaspari em seu livro “A Ditadura Escancarada”. Naquela tarde, a bordo de três veículos, um grupo formado por onze homens e duas mulheres, todos da VAR-Palmares, chegou à mansão do irmão de Ana Capriglioni, amante do governador, no bairro de Santa Teresa, no Rio. Quatro guerrilheiros ficaram em frente à casa. Nove entraram, renderam os empregados, cortaram as duas linhas telefônicas e dividiram-se: um grupo ficou vigiando os empregados e outro subiu ao quarto para chegar ao cofre, que pesava 350 quilos. Pelo plano do grupo, ele devia deslizar sobre uma prancha de madeira pela escadaria de mármore, mas acabou rolando escada abaixo.

A ação durou 28 minutos e teria sido coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão de Araújo, que então comandava a guerrilha urbana da VAR-Palmares em todo o país, companheiro de Dilma e que, mais tarde, se tornaria pai da única filha de Dilma. O casal teria planejado, monitorado e coordenado o assalto ao cofre de Adhemar de Barros. Dilma, no entanto, não teve participação física na ação. “Se tivesse tido, não teria nenhum problema em admitir”, disse Dilma durante entrevista quando ainda era ministra das Minas e Energia. Na ocasião a nova presidente do país ressaltou que tem orgulho de seu passado de combatente.

Câncer

Em abril de 2009, Dilma Rousseff revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, que havia descoberto a partir de um nódulo na axila esquerda, em um exame de rotina.

O tratamento incluía sessões de quimioterapia. Tratava-se do tipo mais agressivo, mas o nódulo estava em fase inicial e as chances de cura eram de 90%.

Em meados de maio, foi internada no Hospital Sírio Libanês com fortes dores nas pernas, sendo diagnosticada uma miopatia, inflamação muscular decorrente do tratamento contra o câncer. No início de setembro do mesmo ano, revelou ter concluído tratamento de radioterapia, dizendo-se curada, o que foi confirmado pelos médicos daquele hospital no final do mesmo mês.

Raspou o cabelo antes que ele começasse a cair, devido às sessões de quimioterapia, o que a fez usar peruca durante sete meses, até dezembro de 2009.

POLÍTICA "NEWS FLASH"


# Conversando hoje com uma pessoa muito próxima do Prefeito Antonio Peixoto, ele me disse que o Prefeito depois de ouvir muita "pressão" em cima da viagem que ele tinha programada para fazer com sua família a terra de Carlos Gardel, ele teria desistido de realizar este pequeno sonho de consumo. Não sou contra ninguém viajar, até acho que se você tem condições, viaje, curta a vida. Só que na situação de Antonio Peixoto, seria descabida uma viagem neste momento tenebroso de sua administração.

# Tem determinadas situações numa administração pública que morrerei e não entederei nunca. Prefiro falar assim do que dizer o que realmente acontece. Se a Saúde e a Educação são duas pastas onde as verbas são "EXCLUSIVAS", não tem como deixar passar por adversidades, o dinheiro vem religiosamente para mantê-las em dia. Como explicar o Prefeito pagar metade dos funcionários da Educação e deixar a outra metade a ver navios? Se a verba do FUNDEB vem para suprir todas as despesas, não tem nenhum cabimento e nem explicação convincente que explique o inexplicável.

DIA DE FINADOS



Amanhã é um dia muito especial para os que ainda respeitam os que se foram. Vá ao cemitério reverenciar aqueles que um dia fizeram parte da sua vida, mas que ainda tem um lugarzinho no seu coração.

Um feliz dia de finados para todos.

ELEIÇÕES 2010



TSE conclui apuração dos votos do segundo turno


Dilma Rousseff (PT) foi eleita presidente com 55.752.529 votos válidos.
Justiça Eleitoral tem até 17 de dezembro para diplomar políticos eleitos.

Dilma Rousseff (PT) foi eleita a primeira mulher presidente da República. Ela disputou o segundo turno com José Serra (PSDB). A petista recebeu 55.752.529 votos, o equivalente a 56,05% dos votos válidos (que exclui brancos e nulos). Serra obteve 43.711.388 votos (43,95% dos votos válidos).

Outros 2.452.597 de eleitores votaram em branco para presidente, o equivalente a 2,30% do total, enquanto 4.689.428 anularam seus votos, 4,40% do total de eleitores que foram às urnas. Tanto o número de votos brancos quanto o de nulos foi menor do que no primeiro turno das eleições.


Os dados do TSE indicam ainda que a abstenção foi de 21,5%. Foram 29.197.152 de eleitores que não compareceram para votar em todo o país, do total de 135.804.433 que formam o eleitorado brasileiro.


Este é o maior índice de abstenções desde as eleições de 1989, quando o Brasil voltou a eleger seu presidente de forma direta, segundo o TSE. A maior abstenção nestas eleições foi registrada no Maranhão, onde 29,52% dos eleitores cadastrados não votaram.


Além do cargo de presidente da República, os eleitores brasileiros de oito estados e do Distrito Federal também elegeram neste domingo seus governadores. O ritmo de apuração dos votos neste segundo turno foi recorde, afirmou o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski.

ICOGNITA


Aldo Araújo, popularmente conhecido por Aldo de Jacinto, apostou com Júnior Venâncio e venceu. Aldo apostou como Chico Neguinho teria mais votos do que os três Zés. Zé Roberto, Zé Garapa e Zé Bolo (candidatos a Deputados estaduais/2010). Não deu outra, a soma dos votos dos três Zés ficou abaixo da votação obtida por Chico Neguinho na eleição de 2006. Daí, a celebre frase de Aldo. "Três Zés não valem um Chico". É um bicho esse Aldo.

O FUTURO DE LULA


Depois de deixar o governo, o presidente quer fazer a reforma política e iniciar caravanas pelo Exterior

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PLANOS
Lula vai criar uma fundação para abrigar acervo da Presidência e servir de base para a atuação política

Um esboço do que será feito depois do desembarque do governo já povoa a mente de Luiz Inácio Lu­la da Sil­va. Mesmo depois de passar a faixa presidencial para Dilma Rousseff, Lula sabe que manterá seu protagonismo no cenário político nacional e inter­nacional. Na condição de um dos presidentes mais populares da his­tória do País, ele terá voz ativa na formulação de políticas aqui e além-mar. Seus planos para o futuro vêm sendo traçados nos últimos meses em conversas com familiares, amigos e assessores. No horizonte mais pró­ximo está a criação do Instituto ou Fundação Lula, uma futura orga­nização para abrigar o acervo acumulado durante a Presidência e servir de base para sua atuação política. É nesse local que Lula vai despachar a partir do próximo ano.

Para garantir, na prática, seus planos futuros, Lula encarregou o chefe do gabinete-adjunto da Presidência, Swedenberger Barbosa. Cabe a ele encontrar o formato jurídico dessa nova entidade. Berger, como é conhecido no Palácio do Planalto, também procura um local para funcionar como sede. O mais cotado, até agora, é um prédio na Vila Clementino, bairro da zona sul paulistana, onde ficava localizado o comitê central da campanha de Lula em 2002. Pelo menos três nomes muito próximos de Lula estão praticamente confirmados para integrar o corpo técnico do instituto: o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e os ex-ministros Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Márcio Thomaz Bastos (Justiça). Um grupo de empresários assíduos do gabinete presidencial já se ofereceu para financiar o projeto, mas os nomes dos patrocinadores estão sendo mantidos em absoluto sigilo.

No plano interno, Lula pretende articular uma frente ampla de partidos para dar sustentação e garantir estabilidade política ao novo governo. Seu sonho é juntar as forças políticas para construir um programa comum, capaz de fazer, inclusive, a reforma partidária. Ele também quer evitar que Dilma fique refém dos humores do PMDB, conhecido pelo seu apetite por cargos estratégicos. Como um antídoto, Lula planeja liderar uma espécie de concertação partidária, formada por todas as legendas governistas. No cenário internacional, Lula tem dito a assessores, como o chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, e Marco Aurélio Garcia, que a experiência bem-sucedida de seus oito anos de governo na área social será “socializada” com os países da América do Sul, do Caribe e da África. “Lula está testando a receptividade desta ideia”, admite Marco Aurélio Garcia, assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto. Para viabilizar essa espécie de caravana internacional, a intenção, expressa em várias reuniões com assessores, é montar uma seleta equipe de auxiliares com os que estiveram ao seu lado durante os dois mandatos. Uma prévia do papel que Lula pretende exercer no plano internacional pôde ser observada em maio durante abertura do evento Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar em Brasília. De acordo com um diplomata presente ao evento, “Lula vestiu o figurino de Mandela do combate à fome”. Em discurso, muito aplaudido, o presidente declarou que a vitória sobre a miséria está diretamente relacionada à soberania dos povos.

Nas três ocasiões em que foi derrotado na disputa para a Presidência, Lula investiu em modelos semelhantes aos que ele pretende implementar tão logo deixe o poder. Montou o Instituto da Cidadania, que agora está em processo de desativação, e percorreu o País nas caravanas batizadas com o mesmo nome. A diferença é que, dessa vez, não quer ser apenas um mero espectador da cena política. Ao influir na política interna e mostrar os caminhos para que os países mais pobres combatam a fome e a pobreza, Lula espera dar o passo definitivo rumo ao seleto rol das maiores personalidades políticas que o mundo já teve.

TUCANOS SE ORGANIZAM PARA 2012



PSDB quer definir até 2012 o presidenciável tucano que disputará a próxima eleição



O comando do PSDB sai da campanha derrotada com a certeza de que o partido terá de trabalhar para evitar que novas divisões internas prejudiquem a candidatura do tucano que irá concorrer à eleição em 2014. A ideia é criar consenso em torno de um novo candidato já em 2012, evitando especulação e desgaste político que interfira no processo de escolha.

Ao contrário do que aconteceu nas últimas três eleições presidenciais _ em 2002, José Serra disputou a vaga com Tasso Jereissati; em 2006, a briga foi com Geraldo Alckmin (que ganhou a queda de braço); e este ano Aécio Neves foi a pedra no caminho _, a cúpula tucana quer trabalhar nos dois anos antes da eleição em torno de um único nome.

Para líderes do partido, os rachas internos podem ter contribuído para a derrota de Serra na disputa com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.

_ Precisamos ter um desenho sobre nosso candidato já daqui a dois anos. Não podemos ficar refém dessa divisão interna _ avalia Sérgio Guerra, presidente do partido e coordenador nacional da campanha tucana.

Para ele, ao colocar Aécio de escanteio na disputa, o partido criou um clima de constrangimento que pode ter interferido negativamente. Guerra chegou a admitir:

_ Quando o Aécio desistiu da candidatura eu estava lá e liguei imediatamente para o Serra e para o Fernando Henrique para dizer que eu tinha visto uma tristeza e um constrangimento muito forte do Aécio. Eu disse a eles: temos que trabalhar isso.

Para o dirigente, começa hoje uma nova Olimpíada, a qual até 2012 já deve ter acerto sobre quem será o nome indicado para disputar a Presidência daqui a quatro anos. Sobre o papel da oposição no governo Dilma, Guerra disse que o PSDB será um "partido democrático".

_ Vamos fiscalizar Dilma, votar a favor das coisas certas, nao seremos radical, nem pediremos a cabeça de ninguém ou querer cassar o mandato de ninguém _ garantiu o tucano.

TIRIRICA DILMOU



Tiririca declarou voto para Dilma, seguindo determinação do partido



O humorista Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR) deputado federal eleito com o maior número de votos no Brasil, declarou seu voto para a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Segundo Tiririca declarou a Folha de S. Paulo, o voto foi seguindo a determinação do seu partido. "Então, eu voto junto com o partido. Eu voto Dilma. O PR é Dilma". Ele chegou ao local de votação escoltado por seguranças, votou e fez uma breve pronunciamento na saída.