

PSDB quer definir até 2012 o presidenciável tucano que disputará a próxima eleição
O comando do PSDB sai da campanha derrotada com a certeza de que o partido terá de trabalhar para evitar que novas divisões internas prejudiquem a candidatura do tucano que irá concorrer à eleição em 2014. A ideia é criar consenso em torno de um novo candidato já em 2012, evitando especulação e desgaste político que interfira no processo de escolha.
Ao contrário do que aconteceu nas últimas três eleições presidenciais _ em 2002, José Serra disputou a vaga com Tasso Jereissati; em 2006, a briga foi com Geraldo Alckmin (que ganhou a queda de braço); e este ano Aécio Neves foi a pedra no caminho _, a cúpula tucana quer trabalhar nos dois anos antes da eleição em torno de um único nome.
Para líderes do partido, os rachas internos podem ter contribuído para a derrota de Serra na disputa com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.
_ Precisamos ter um desenho sobre nosso candidato já daqui a dois anos. Não podemos ficar refém dessa divisão interna _ avalia Sérgio Guerra, presidente do partido e coordenador nacional da campanha tucana.
Para ele, ao colocar Aécio de escanteio na disputa, o partido criou um clima de constrangimento que pode ter interferido negativamente. Guerra chegou a admitir:
_ Quando o Aécio desistiu da candidatura eu estava lá e liguei imediatamente para o Serra e para o Fernando Henrique para dizer que eu tinha visto uma tristeza e um constrangimento muito forte do Aécio. Eu disse a eles: temos que trabalhar isso.
Para o dirigente, começa hoje uma nova Olimpíada, a qual até 2012 já deve ter acerto sobre quem será o nome indicado para disputar a Presidência daqui a quatro anos. Sobre o papel da oposição no governo Dilma, Guerra disse que o PSDB será um "partido democrático".
_ Vamos fiscalizar Dilma, votar a favor das coisas certas, nao seremos radical, nem pediremos a cabeça de ninguém ou querer cassar o mandato de ninguém _ garantiu o tucano.
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