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12/05/2026

A NOVA APOSTA DE GOVERNO PARA O COMBATE À VIOLÊNCIA - PLANO BRASIL CONTRA O CRIME ORGANIZADO

Plano Brasil Contra o Crime Organizado é a nova aposta do governo para o combate à violência

O governo Lula lançou na manhã desta terça-feira, 12, o programa Brasil Contra o Crime Organizado, sua principal aposta para a área da segurança pública depois de seus projetos legislativos serem desidratados no Congresso.

Estruturado em quatro eixos estratégicos (asfixia financeira das organizações criminosas; fortalecimento da segurança no sistema prisional; qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; e combate ao tráfico de armas), o programa deve ser usado como exemplo, na campanha eleitoral, de comprometimento do governo no combate à violência.

"O ato de hoje [terça-feira, 12] é um sinal para a gente dizer ao crime organizado que em pouco tempo eles não serão mais donos de nenhum território. O território será devolvido ao povo brasileiro, de cada cidade e de cada Estado. E que esse programa está permitindo que a gente possa combater o crime organizado desde a esquina até o andar de cima do prédio mais alto deste País, para que a gente possa dizer ao mundo que muitas vezes o criminoso não é o pobre, não é o negro, o desempregado no bairro pobre. Muitas vezes o responsável está no andar de cima, engravatado, tomando whisky e zombando da nossa cara. Nós chegaremos nele um dia", afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O plano prevê investimentos de até R$ 11 bilhões na segurança pública. Lula assinou o decreto que institui o programa e as portarias que detalham a medida.

Além dos cerca de R$ 1 bilhão previstos no orçamento para uso em medidas de segurança, o governo também vai viabilizar empréstimos aos Estados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Nessa última modalidade, estarão disponíveis até R$ 10 bilhões para conceder às unidades da federação interessadas em aderir ao programa. Os recursos são provenientes do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).

"O senhor teve a sensibilidade, na quinta-feira da semana passada, junto com a Casa Civil, que deu um suporte extraordinário, publicou uma suplementação à nossa batalha, nunca antes vista no Ministério da Justiça. Não se faz um programa dessa natureza, desse patamar, sem uma financiabilidade adequada", disse o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva na cerimônia de lançamento do plano no Palácio do Planalto.

A segurança pública está entre aquelas com pior avaliação na visão da população brasileira e deve ser um dos temas mais importantes da campanha eleitoral.

O governo Lula vinha apostando em propostas legislativas para tentar deixar uma marca na área. Primeiro, o Ministério da Justiça, sob a gestão de Ricardo Lewandowski, elaborou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para fortalecer a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal no combate a facções e constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública, entre outras medidas.

A PEC está parada no Senado após ser aprovada na Câmara, num parecer que deturpou o espírito original da medida e incluiu itens como endurecimento penal, e previa até mesmo um referendo sobre a redução da maioridade penal.

A pasta também elaborou um projeto de lei antifacção, para fortalecer e criar mecanismos federais para o combate a organizações criminosas. O texto foi parar nas mãos da oposição, com a relatoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), e terminou aprovado com um escopo longe daquele pretendido pelo governo.

Integrantes da gestão anterior do MJ relataram ao Estadão uma frustração com os rumos das medidas enviadas ao Congresso. Uma pessoa que participou da formulação do PL Antifacção chegou a dizer que gostaria de não ser mais associada à proposta, hoje transformada em lei.

Manter as medidas de segurança pública longe do Legislativo foi uma forma que o governo Lula encontrou para ter maior tutela sobre as políticas públicas e a regulamentação do setor.

O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, definiu o sistema penitenciário brasileiro como o lugar "onde tudo nasce e tudo termina", em referência à origem de facções criminosas dentro dos presídios.

Ele criticou o fato de lideranças do crime organizado gerenciarem seus homens de dentro da cela, e afirmou que o modelo a ser seguido no resto do Brasil é o dos presídios federais.

A meta, diz ele, é transformar os 138 presídios estaduais em prisões de segurança máxima, como são as estruturas federais. O investimento prevê mudanças nos protocolos de segurança, no controle de visitantes e no isolamento das lideranças, além da instalação de bloqueadores de sinal telefônico. "Sem celular, sem comando, sem negócio. Presídio não deve ser escritório do crime. Deve ser fim do poder dos criminosos", afirmou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou o programa do governo e afirmou que, sob sua gestão, a Casa aprovou cerca de 50 projetos de lei relativos à segurança pública. Ele também lembrou da PEC da Segurança Pública e do PL Antifacção, este já promulgado, outras iniciativas do Planalto.

O vice-presidente Geraldo Alckmin foi outro a destacar o trabalho da Operação Carbono Oculto como exemplo de ação, visando a asfixia financeira, e enalteceu os valores recuperados de criminosos. Alckmin aproveitou para criticar a medida de flexibilização do porte de armas feita no governo Bolsonaro.

"Quem tem que portar arma é a polícia, que é profissional. A política do último governo era liberar arma, liberar arma, liberar arma. E elas acabam parando na mão de bandido", afirmou.

Fonte: Estadão Conteudo

08/05/2026

TERRITÓRIO SEGURO: O CRIME ORGANIZADO NÃO ESTÁ TENDO MUITO SOSSEGO NO RN

Território Seguro soma 230 prisões e R$ 94 milhões em prejuízo ao crime organizado no RN

O Projeto Território Seguro, iniciativa do Governo Federal em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte, já causou prejuízo estimado em R$ 94,4 milhões ao crime organizado em oito meses de atuação no bairro de Felipe Camarão, na zona Oeste de Natal. Desde o início das operações, em setembro de 2025, as forças de segurança também contabilizam 230 prisões, apreensão de 2,3 toneladas de drogas e 44 armas de fogo, além do cumprimento de 38 mandados judiciais.

Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (7), durante reunião no Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), presidida pela governadora do Estado, professora Fátima Bezerra. Participaram do encontro o secretário da Sesed, coronel Francisco Araújo; o secretário-adjunto, delegado Osmir Monte; representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública; forças estaduais, federais e municipais; Ministério Público e Defensoria Pública do RN; além de instituições parceiras, como o Banco do Brasil e a Universidade de São Paulo (USP).

“Esse é um trabalho construído com diálogo, cooperação entre as instituições e compromisso permanente com a construção de um território verdadeiramente seguro para a população”, afirmou a governadora, destacando a importância dos investimentos realizados na área da segurança pública.

O secretário da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Araújo, destacou a integração entre as forças e os resultados alcançados.

“Os números demonstram que o trabalho integrado tem produzido resultados concretos no enfrentamento ao crime organizado, fortalecimento da segurança e melhoria da qualidade de vida da população”, declarou.

O Território Seguro é um projeto-piloto nacional voltado ao enfrentamento do domínio territorial exercido por organizações criminosas. A iniciativa reúne ações de inteligência, operações policiais e presença do Estado em áreas vulneráveis.

O coordenador de Combate ao Crime Organizado do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Getúlio Monteiro, ressaltou o sucesso do trabalho desenvolvido.

“Nunca se combateu tanto o crime organizado. Segurança pública exige investimento e inteligência, e temos isso aqui. O Rio Grande do Norte é o estado do Brasil que melhor aplica os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Em apenas oito meses de Território Seguro, Felipe Camarão já vive outra realidade”, disse.

Como parte do projeto, serão realizadas nesta sexta-feira (8) e sábado (9) ações sociais abertas ao público, na Escola Municipal Djalma Maranhão, em Felipe Camarão. A programação contará com emissão de documentos, vacinação, atendimento jurídico, serviços de saúde, atividades educativas, ações culturais e oferta de diversos serviços gratuitos à comunidade.

TN

13/11/2025

CHEFE DO TRÁFICO DO CV PRESO EM MEGAOPERAÇÃO NO RJ VEM PARA PRESÍDIO DE MOSSORÓ/RN

Presídio Federal de Mossoró vai receber um dos chefes do tráfico do Comando Vermelho preso na megaoperação do Rio

Sete chefes do tráfico do Comando Vermelho, presos após a megaoperação do Rio de Janeiro, foram transferidos para presídios federais brasileiros. Nesse contexto, o Presídio Federal de Mossoró vai receber um dos faccionados do Comando Vermelho. A data e o nome do traficante não foram divulgados.

Os presos foram para o Aeroporto do Galeão. Eles formaram uma fila na pista e embarcaram um a um na aeronave rumo ao presídio federal de Catanduvas, no Paraná. De lá, eles serão levados para os presídios federais de Mossoró, Brasília, Campo Grande e Porto Velho. A data da nova transferência ainda não foi divulgada.

A transferência atende a um pedido do Ministério da Justiça e da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, que apontaram risco de novos ataques caso os chefes permanecessem no sistema estadual.

24/01/2025

ALÔ FORÇAS ARMADAS, PARA QUE DIABOS VOCES SERVEM? DEPUTADOS FAZ GRAVE DENÚNCIA DE RR

Deputado cita cemitérios clandestinos de facções venezuelanas

Nesta quarta-feira (22), o deputado federal Nicoletti (União Brasil-RR) apontou para organizações criminosas venezuelanas atuando no Brasil e o crescimento de uma onda de violência em Roraima, especificamente. Ele afirmou que recebeu denúncias sobre cemitérios clandestinos criados por essas facções.

O parlamentar deu declarações em um vídeo publicado nas redes sociais.

– Recebi denúncias sobre cemitérios clandestinos criados por essas facções, onde corpos de vítimas são enterrados sem que as autoridades consigam intervir – falou.

Ainda segundo Nicoletti, a segurança pública está abandonada.

– Hoje, com essa imigração descontrolada, isso acabou. A segurança pública está abandonada, e as facções criminosas estão dominando nossas ruas. É fundamental que os governos estadual e federal trabalhem juntos para combater as organizações criminosas que têm dominado Roraima e reforçar a segurança nas fronteiras. Nosso estado e nosso país merecem respeito e proteção.

Confira o relato completo no vídeo: