PF encerra investigação sobre suposta ação de Trump na eleição
Nesta quarta-feira (7), a Polícia Federal (PF) arquivou a apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Segundo a PF, não foram encontrados indícios mínimos de ilícitos que apontassem para uma atuação do governo Donald Trump no processo eleitoral.
A investigação havia sido aberta após um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), comandada pelo ministro Jorge Messias. O procedimento foi anunciado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no domingo, dia da votação do primeiro turno.
– Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso – declarou o diretor-geral no domingo.
A manifestação da PF ocorreu durante a campanha eleitoral e gerou preocupação entre aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Havia receio de que o avanço da apuração pudesse ser usado para justificar alguma medida do Supremo Tribunal Federal (STF) antes do segundo turno.
O pedido da AGU foi apresentado na quinta-feira (1), depois de uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian. O texto afirmava que o governo Trump teria desviado recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de direita em outros países.
Na ocasião, Messias classificou o conteúdo como relevante diante da eleição brasileira e de episódios recentes envolvendo pressão externa sobre instituições do país.
– Especialmente grave diante do processo eleitoral brasileiro em curso e dos episódios recentes de pressão externa sobre as instituições brasileiras, conforme amplamente noticiado – afirmou o ministro.

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