09/10/2026

FAKE NEWS NÃO PODE VIRAR VERDADE POR REPETIÇÃO

Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é

É preciso colocar os fatos na mesa. Em 8 de agosto de 2024, o governo federal bloqueou R$ 1,7 bilhão do Farmácia Popular e outros R$ 580 milhões do Auxílio Gás, como parte de um congelamento de R$ 15 bilhões no Orçamento. O próprio Ministério da Saúde afirmou que o bloqueio "não afetaria o funcionamento do programa."

Agora, em 2026, circula a acusação de que Flávio Bolsonaro acabaria com o Farmácia Popular. O problema é que não existe no plano de governo de Flávio uma proposta de extinguir o programa, e checagens recentes não encontraram nenhuma declaração dele defendendo o seu fim.

Isso não significa que qualquer proposta de Flávio esteja acima de críticas ou que não possa ser questionada. Significa apenas que uma acusação precisa ser sustentada por fatos, documentos ou declarações reais — e não por uma frase criada para provocar medo no eleitor.

O debate eleitoral deve ser feito com propostas concretas: o que cada candidato pretende fazer com a Saúde, com os programas sociais e com o dinheiro público. Transformar uma interpretação ou uma acusação política em “fato” é justamente o tipo de desinformação que prejudica o eleitor.

E há uma ironia que merece ser lembrada: quem quiser discutir o futuro do Farmácia Popular tem todo o direito de fazê-lo, mas precisa também lembrar que houve, de fato, um bloqueio de R$ 1,7 bilhão no programa em 2024. Isso é documentado. Já afirmar que Flávio vai acabar com o programa exige uma prova que, até agora, não apareceu.

Política se faz com propostas. Eleição se decide com informação. E fato não pode ser substituído por fake news.

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