Vorcaro pede revogação de sua prisão ao STF
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou nesta sexta-feira (18) a revogação de sua prisão preventiva ao ministro Edson Fachin, novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
A nova roda de negociações de Vorcaro e o STF vem após a retirada de André Mendonça da relatoria do caso que investiga uma das maiores fraudes contra o sistema financeiro brasileiro.
“DANIEL BUENO VORCARO, com dados de qualificação nos autos, atualmente custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, Brasília/DF, por seus advogados e bastante procuradores que ao final assinam, nos autos em epígrafe, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, diante do surgimento de fatos novos, do completo esvaziamento dos motivos originários e da sua aparente antecipação de pena, requerer a REVOGAÇÃO/SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA”, diz a petição enviada a Fachin no STF.
A defesa do ex-banqueiro solicita que a custódia de Vorcaro no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha, seja revertida em prisão domiciliar, sob o cumprimento de medidas cautelares.
O mesmo documento afirma que, diante do julgamento na Corte, no último dia 15 de setembro, em que se analisava uma abertura de investigação contra Alexandre de Moraes e Vorcaro, é necessário fazer novos esclarecimentos diante dos novos fatos atribuídos após a quebra de sigilo do inquérito do Banco Master.
“O quadro revela que não há, no horizonte próximo, perspectiva de definição acerca dos procedimentos correlatos, noticiando a imprensa, de forma convergente, que nenhuma deliberação conclusiva ocorrerá antes das eleições gerais designadas para 4 de outubro de 2026. A prisão preventiva do Peticionário, contudo, não pode permanecer indiferente a esse estado de indefinição”, diz a solicitação.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, quando tentava deixar o país para fugir das investigações. Foi solto e passou a cumprir prisão domiciliar. O ex-banqueiro voltou a ser detido preventivamente em 4 de março. A defesa diz agora que já se passaram dois períodos de 90 dias desde a segunda prisão, exigindo assim uma revisitação das medidas.
DP

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