15/09/2026

CORRE AQUI BUKELE - FACÇÃO CRIMINOSA COMEMORA ANIVERSÁRIO DENTRO DE PRESÍDIO EM MS

Facção criminosa faz festa dentro da cadeia... E o motivo é assustador!

Na sexta-feira, 4 de setembro, Jorge Seif Junior publicou uma denúncia que dispensa enfeite: uma festa pelos 33 anos do PCC dentro de uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O senador questionou a presença de celulares e drogas na unidade. Segurança máxima, veja só. A expressão deveria descrever o controle do Estado, não funcionar como ironia pronta para quem está trancado lá dentro.

No domingo, 6 de setembro, General Pazuello relatou outra afronta, no Rio de Janeiro: criminosos haviam roubado uma viatura da Polícia Militar em meio a uma disputa de facções. Registrou também o desfecho:

“A resposta veio: viatura recuperada e três criminosos presos.”

É uma informação que precisa acompanhar a denúncia. Apagar a reação policial para pintar um país sem resistência seria tão desonesto quanto usar as prisões para fingir que a ousadia do ataque não aconteceu. Houve resposta. E houve um problema que não pode virar rotina. Quem recuperou o veículo merece reconhecimento; quem responde pela segurança deve explicar como pretende evitar a repetição.

No sábado, 5 de setembro, André Fernandes acusou:

“O crime organizado dominando o Ceará e o Lula ainda teve coragem de vir aqui fazer campanha para o Elmano.”

É uma crítica política que cobra resposta política. Uma visita presidencial deveria produzir compromissos verificáveis de segurança, não terminar na fotografia de campanha.

Há um contraste de abordagem nas publicações da semana. Na quinta-feira, 3 de setembro, Tarcísio Gomes de Freitas apresentou seu relato sobre a Cracolândia:
“Por mais de 30 anos, a Cracolândia foi tratada como uma realidade impossível de resolver.”

Ele afirmou ter enfrentado o tráfico e acolhido pessoas que precisavam de ajuda. É uma prestação de contas do próprio governante, que deve ser confrontada com resultados. Ainda assim, enfrentar o problema é um ponto de partida melhor do que consagrá-lo como paisagem inevitável.

Polícia e cuidado não são inimigos. Quem sofre com a dependência precisa de assistência; quem explora esse sofrimento pelo crime precisa responder pelo que faz. Confundir os personagens beneficia o explorador. Como sempre, o morador que não pode contratar proteção particular fica por último.

Também não cabe jogar todos os episódios na conta de uma única autoridade sem identificar responsabilidades. Uma denúncia sobre presídio, um ataque no Rio e uma crítica ao governo cearense não pertencem automaticamente à mesma cadeia de comando. A cobrança séria identifica o responsável pela fiscalização e exige saber o que foi feito depois. Lula não deve ser poupado quando a crítica alcança sua atuação política. Governadores tampouco podem usar Brasília como esconderijo para os próprios deveres.

A resposta conservadora precisa ser mais exigente do que um slogan de guerra. Deve cobrar controle efetivo das prisões, investigação sobre a entrada de objetos proibidos e punição de eventuais facilitadores, com provas. Isso não pede licença para tortura nem autoriza atribuir culpa a todos os servidores. Pede que o Estado funcione. O policial que recupera uma viatura não deveria trabalhar para que a estrutura negligente entregue outra vantagem ao crime logo depois. O teste de autoridade vem depois da operação, quando o noticiário muda de assunto e a população continua morando no mesmo lugar.

Uma festa de facção dentro de uma cadeia é uma mensagem de poder. A resposta não pode se limitar a outra nota de repúdio. A chave da prisão está nas mãos do Estado. Se o comando fica com o preso, a autoridade está do lado errado da grade.

JCO

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