05/09/2026

A LACRADORA ROUANET ESTÁ RECLAMANDO DE SHOWS VAZINHOS(!?)

Em reunião com Lula, esposa de Caetano reclama de shows vazios

A produtora Paula Lavigne, esposa do cantor Caetano Veloso, afirmou que as plateias de shows estão cada vez mais vazias e relacionou a queda de público ao avanço das plataformas de apostas, as chamadas bets. A declaração foi feita na última terça-feira (1°), durante um encontro no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que discutiu a presença dessas empresas no Brasil.

– Eu promovo o show há 40 anos e eu nunca vi nada igual, as plateias estão vazias, vazias – declarou.

Na avaliação da produtora, a dificuldade enfrentada pelos eventos pagos contrasta com a capacidade de mobilização de apresentações gratuitas. Paula citou os shows públicos como exemplo e também fez referência às emendas parlamentares destinadas a apresentações de artistas sertanejos.

– E a gente ouve de todo mundo que tem muita oferta, isso e aquilo. Acho engraçado porque quando a gente faz um show público, de graça, o público vai. Lota. Vide as emendas da gente com os sertanejos sendo gastas – afirmou.


Durante o evento, Paula também criticou a expansão das bets e fez um apelo a Lula para que o governo adote medidas contra as plataformas.

– Então, o meu pedido é que acabe com esse horror no Brasil. A gente vivia sem isso. A gente era feliz e não sabia. A gente não tinha bet na vida da gente – disse.

Lavigne argumentou ainda que artistas de maior projeção têm mais condições de recusar contratos de patrocínio ligados às plataformas de apostas, enquanto profissionais de menor alcance teriam menos margem para rejeitar esse tipo de trabalho.

– O artista chega no show, o Caetano, a Marisa Monte, a Anitta, o próprio Emicida, eles podem dizer: “Eu não vou fazer um show patrocinado por bet”. Mas os artistas pequenos não, presidente. Eles chegam lá, eles têm que fazer, senão eles não vão viver – declarou.

Paula aproveitou o encontro para defender mudanças na relação entre as bets e a Lei Rouanet. Segundo ela, a legislação impõe regras rígidas para utilização dos recursos e exige prestação detalhada das despesas, além de estabelecer limites para cachês.

– Lei Rouanet é uma lei chata de usar. Sabe por quê? Porque a prestação de contas é uma prestação detalhada, é uma prestação que você tem que dizer tudo o que você gasta. Tem um limite pra cachê, você não sai fazendo o que você quer – apontou.

Na sequência, pediu que, caso o governo não consiga impedir a atuação das bets no país, pelo menos impeça que essas empresas utilizem a Lei Rouanet. Ao final, Paula voltou a demonstrar preocupação com o impacto do financiamento por empresas de apostas sobre o setor cultural e afirmou que os artistas poderiam ficar submetidos a novas exigências de divulgação e associação de imagem.

– A Lei Rouanet é de retorno de marketing. Você já imaginou o que o artista vai ser obrigado a fazer se continuar indo assim, sem limites – completou.

pleno.news

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