Veja quem se despede da Seleção Brasileira após a queda para a Noruega
Fora da Copa do Mundo, após derrota para Noruega por 2 a 1, a Seleção Brasileira deve passar por uma reformulação para o novo ciclo até o próximo Mundial, em 2030.
A eliminação nas oitavas de final deve encerrar o ciclo de pelo menos 10 veteranos da Seleção, todos com 32 anos ou mais neste momento, e com chances baixas de ir à próxima edição.
O principal nome da lista é Neymar, que lutou contra lesões nos últimos meses e quase já não participou da Copa nos EUA, Canadá e México.
Com a maior média de idade da história da Seleção Brasileira em Copas, 28,7 anos, o grupo comandado por Carlo Ancelotti teve uma espinha dorsal experiente, que já disputou outros Mundiais, mas a aposta não deu certo.
Neymar: fim de uma era na Seleção?
Neymar (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): aos 34 anos e sofrendo com lesões, Neymar já deixou claro publicamente que a Copa do Mundo de 2026 era a sua última.
Com a eliminação para a Noruega, o maior artilheiro da Seleção em jogos oficiais (79 bolas na rede, no total) deve encerrar a carreira por seleções.
A despedida do astro, no entanto, deve abrir espaço para a consolidação da nova geração do ataque, com nomes como Vinicius Júnior, principal jogador da Seleção atualmente, Endrick, Rayan, Gabriel Martinelli e Estêvão, cortado por lesão.
Goleiros: mudança deve ser completa sob as traves
O gol é o setor em que Ancelotti mais apostou em experiência, mas também o que deve sofrer a reformulação mais profunda para 2030. Os três arqueiros convocados já caminham para a reta final da carreira em alto nível.
Weverton (38 anos em 2026 | terá 42 anos em 2030): goleiro mais velho do elenco, foi uma das surpresas da convocação para a Copa;
Alisson (33 anos em 2026 | terá 37 anos em 2030): titular de longa data, o goleiro do Liverpool soma mais de uma década como referência sob as traves e dificilmente estará em condição ideal para disputar outro Mundial.
Ederson (32 anos em 2026 | terá 36 anos em 2030): fecha o trio experiente que, pela idade, tende a abrir espaço para uma renovação na posição até 2030.
Defesa: fim de nomes de confiança
Na defesa, o Brasil se apoia em jogadores que acumulam liderança de vestiário e peso tático desde o início da década. A idade, porém, coloca Danilo, Alex Sandro, Douglas Santos e Marquinhos perto do ponto final em Copas.
Danilo (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): um dos defensores mais experientes do grupo, reúne liderança técnica e moral. A tendência é que se despeça do cenário de Copa para abrir espaço a mais jovens.
Alex Sandro (35 anos em 2026 | terá 39 anos em 2030): homem de confiança na lateral esquerda em mais de um ciclo, deve encerrar a participação em Mundiais imaginando falta de físico para projetar mais quatro anos em alto nível.
Douglas Santos (32 anos em 2026 | terá 36 anos em 2030): convocado para dar solidez à lateral, chegou ao ápice da carreira neste Mundial e dificilmente entrará nos planos como protagonista no próximo ciclo.
Marquinhos (32 anos em 2026 | terá 36 anos em 2030): presente em mais de uma Copa e destaque no PSG, é um dos pilares defensivos do time. A idade, porém, pode indicar uma passagem de bastão para nomes como Bremer (29 anos) e Gabriel Magalhães (28).
Meio-campo: adeus de Casemiro?
À frente da zaga, a proteção que sustentou a Seleção por uma década também deve mudar de mãos.
Casemiro (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): o volante também vivia um clima de “última dança” nos EUA, Canadá e México. A derrota para a Noruega tende a encerrar uma das trajetórias mais longevas no meio de campo da Seleção.
Fabinho (34 anos em 2026 | terá 38 anos em 2030): parceiro de posição de Casemiro, o jogador do Al-Ittihad fecha o ciclo na Seleção com pouca margem para brigar por espaço ao longo da preparação para 2030.
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