PF detalha saques de R$ 2,2 milhões e gravação cita suposta divisão envolvendo Allyson Bezerra
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) decidiu manter sob sua supervisão o inquérito da Operação Mederi, que apura suspeitas de irregularidades na compra de medicamentos por prefeituras do RN.
A decisão do desembargador federal Rogério Fialho Moreira ocorreu após relatório do Coaf apontar movimentações atípicas de R$ 65 milhões. Elas atingem diretamente a gestão do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil), e prefeituras como Tibau e Serra do Mel.
Segundo o relator, há elementos nos autos que justificam a permanência da investigação no TRF-5, como o possível envolvimento de agentes públicos com prerrogativa de foro. E que o próprio MPF já havia concordado, antes, com medidas cautelares no mesmo processo.
O inquérito investiga possíveis irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos firmados por prefeituras potiguares com empresas do setor farmacêutico.
Há análise de movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que deram origem à investigação. Relatórios apontam que uma das empresas citadas teria movimentado mais de R$ 65 milhões entre 2018 e 2023.
Operação Mederi
No âmbito da Operação Mederi, a Polícia Federal apura suposto esquema envolvendo repasses e movimentações financeiras relacionadas a contratos públicos no RN.
Segundo a PF, entre maio e outubro de 2024, uma das empresas investigadas teria recebido cerca de R$ 8,15 milhões de recursos públicos, com parte do dinheiro em espécie.
A investigação cita registros de escutas, quebras de sigilo e mensagens de aplicativo que estão sob análise.
Em uma gravação, há referência a uma suposta divisão de valores atribuída a interlocutores ligados ao contexto da investigação, incluindo menção ao ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra.
A PF identificou padrões de saques fracionados e movimentações em espécie abaixo do limite de comunicação obrigatória, além do uso de terceiros em parte das transações investigadas.
BG

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