Escândalo na PF. Vorcaro tinha aliados infiltrados na corporação e nomes vem à tona
A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que integrantes da própria corporação, entre eles, uma delegada e policiais em atividade e aposentados, atuavam para intimidar desafetos, obter informações sigilosas e monitorar adversários do banqueiro Daniel Vorcaro.
Os suspeitos participavam do núcleo chamado de "A Turma", voltado para a prática de ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais.
A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que motivou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que mirou o pai de Daniel Vorcaro e outros seis alvos de mandados de prisão nesta quinta-feira (14).
Entre os integrantes da Polícia Federal investigados estão:
- Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado.
- Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro.
- Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da PF.
- Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado.
Valéria e Francisco, segundo investigadores, atuavam no repasse de informações sigilosas para o Marilson Roseno a partir de consultas realizadas no sistema e-Pol, plataforma interna utilizada pela corporação.
Para a Polícia Federal, o conjunto de condutas aponta para uma infiltração do grupo em “circuitos informacionais sensíveis”, com uso de pessoas próximas ou funcionalmente habilitadas para facilitar a circulação de recursos financeiros e de dados sigilosos em benefício da organização criminosa.

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