18/04/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado, 18, que a direita se apoderou do lugar “antissistema” na política porque a esquerda se contentou em ganhar eleições e “gerir o neoliberalismo”, praticando austeridade e abrindo mão de políticas públicas em nome da governabilidade. “Nós nos tornamos o sistema. Por isso, não surpreende que, agora, o outro lado se apresente como antissistema.”, disse o presidente, em discurso na Mobilização Global Progressista, um evento de esquerda, em Barcelona, na Espanha. Segundo o presidente, a “extrema-direita” soube capitalizar o “mau estado das promessas não cumpridas do neoliberalismo” e canalizou as frustrações da população, enquanto os governos de esquerda abriram mão dos seus programas. Lula defendeu que os partidos de esquerda têm de “praticar a coerência” e implementar os programas com os quais são eleitos. Na avaliação dele, boa parte do povo, embora não se identifique como progressista, estaria de acordo com pautas associadas à esquerda. O presidente brasileiro defendeu, ainda, que o papel da esquerda é “apontar o dedo para os verdadeiros culpados” pelas frustrações da população, que seriam, segundo ele, “bilionários que sustentam a maior parte da riqueza mundial”, e não a população LGBT+ ou os imigrantes.


*Um novo estudo da Escola de Medicina da UNC (Universidade da Carolina do Norte-EUA) sobre medicamentos à base de incretinas, incluindo medicamentos mais recentes como a semaglutida (princípio ativo do Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro), amplamente prescritos para diabetes tipo 2 e obesidade, descobriu que eles estão associados a altas taxas de perda muscular em relação à quantidade de peso perdido. “Embora a perda muscular seja esperada durante a perda de peso, observamos que a proporção da perda de peso atribuível à massa muscular foi consistentemente maior do que o previsto em diversos estudos“, diz John A. Batsis, especialista em obesidade e nutrição da Escola de Medicina da UNC e da Escola de Saúde Pública Gillings da UNC. “Essas descobertas sugerem que a magnitude da perda muscular em relação à perda de peso total merece atenção especial.” Batsis e sua equipe aconselham os médicos a monitorarem cuidadosamente a saúde muscular de seus pacientes ao recomendarem a perda de peso intencional. As descobertas destacaram a necessidade de avaliações e medições musculares em ensaios clínicos, bem como de mais estudos voltados para adultos mais velhos que utilizam semaglutida, tirzepatida e outros medicamentos similares. “Poucos estudos atuais incluem participantes com mais de 60 anos, e nenhum se concentrou em adultos com 65 anos ou mais“, afirmou Batsis. “A perda muscular significativa pode levar a um maior risco de quedas, por isso são urgentemente necessários estudos adicionais especificamente concebidos para avaliar os resultados relacionados com o envelhecimento, incluindo a mobilidade e a qualidade de vida.”


*Um ataque a tiros deixou cinco mortos e pelo menos 10 feridos em Kiev, capital da Ucrânia, neste sábado (18). Um homem fez reféns e abriu fogo contra civis no distrito de Holosiivskyi. Ele acabou sendo morto pela polícia. Os sobreviventes foram atendidos no local e levados a hospitais. Uma criança está entre os feridos. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou o número de vítimas no ataque. — Até o momento, cinco pessoas foram confirmadas mortas. Dez pessoas estão hospitalizadas com ferimentos e traumas. Quatro reféns foram resgatados — declarou Zelensky. Ele disse ainda que espera uma investigação rápida por parte das autoridades. A Procuradoria-Geral da Ucrânia identificou o atirador como Dmytro Vasylchenkov, de 58 anos. Ele era russo, natural de Moscou, mas possuía cidadania ucraniana. Ele viveu em Bakhmut antes de se mudar para Kiev.


*O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, em decisão unânime, uma lei sancionada em janeiro pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que proibia a aplicação de cotas em universidades estaduais. O julgamento, realizado no plenário virtual, foi motivado por uma ação apresentada por PSOL, Educafro e União Nacional dos Estudantes (UNE) e terminou nesta sexta-feira (17). Em seu voto, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, defendeu que o STF já havia determinado que o estabelecimento de políticas de ação afirmativa calcadas em critérios de natureza étnico-racial não viola o princípio da isonomia. – Pelo contrário, políticas dessa natureza, quando bem aplicadas, concretizam o princípio da igualdade, concebido como igual respeito às diferenças e como instrumento de combate às desigualdades materiais – afirmou em seu voto, divulgado na última segunda (13). Ele também concordou com o argumento de que a proibição das cotas violaria compromissos internacionais de combate ao racismo e à discriminação racial assumidos pelo Brasil e incorporados com status de emenda constitucional ao ordenamento jurídico do País. A posição de Gilmar foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Flávio Dino, Luiz Fux, Kássio Nunes Marques e André Mendonça.


*Os senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Avante-ES) formalizaram, na última quinta-feira (16), um questionamento junto à Mesa Diretora do Senado contra o desfecho da CPI do Crime Organizado. O grupo alega que alterações estratégicas na composição do colegiado, efetuadas às vésperas da votação, comprometeram o resultado final do relatório. De acordo com o texto do recurso, a substituição de parlamentares que acompanharam o histórico das investigações por membros alheios à fase de instrução teria ferido a legitimidade do processo. Os senadores sustentam que a manobra distorceu a correlação de forças políticas dentro da comissão no momento decisivo da deliberação. O documento foi enviado ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). A argumentação aponta violação ao princípio da proporcionalidade partidária e o uso indevido de prerrogativas regimentais para fins políticos. Diante das supostas irregularidades, os senadores pleiteiam a anulação da votação anterior e a recomposição do grupo de trabalho, para que uma nova análise seja realizada conforme as normas da Casa.

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