Apocalipse e Humilhação: veja como mídia italiana reagiu à 3ª eliminação
A eliminação da Itália na repescagem para a Copa do Mundo de 2026, consolidada nesta terça-feira (31) após a derrota nos pênaltis por 4 a 1 para a Bósnia, provocou uma onda de indignação e lamento nos principais veículos de comunicação da "Velha Bota". O tom geral é de incredulidade com o "triunvirato de fracassos" (2018, 2022 e 2026), termo que já domina as manchetes digitais.
"Apocalipse" e "Fracasso Institucional"
O tradicional Corriere della Sera resgatou uma palavra traumática para o torcedor italiano: "Apocalisse" (Apocalipse). Em sua manchete principal, o jornal destacou que o gol inicial de Moise Kean apenas serviu para dar uma falsa esperança: "Apocalipse Itália, o Mundial escapa pela terceira vez seguida. Kean ilude os azzurri, a Bósnia nos humilha nos pênaltis".
Já o La Repubblica focou no peso histórico da queda, classificando o momento como um "Fracasso Itália". O portal enfatizou a estatística implacável de ver a seleção quatro vezes campeã do mundo fora de mais uma edição do torneio: "Azzurri fora do Mundial pela terceira edição seguida".
Foco nos erros individuais
A cobertura em tempo real do Corriere dello Sport trouxe detalhes da "noite deprimente" vivida no estádio Bilino Polje. O jornal apontou nominalmente os responsáveis pelo revés nas penalidades após o 1 a 1 no tempo regulamentar: "Nos pênaltis, foram decisivos os erros de Pio Esposito e Cristante". A publicação ainda exaltou a festa bósnia liderada pelo veterano Edin Dzeko.
A Gazzetta dello Sport, o jornal esportivo mais lido do país, estampou em seu topo a despedida precoce e o brilho do carrasco Bajraktarevic, que selou o placar final nas cobranças: "Itália, outra derrota histórica: a Bósnia nos elimina nos pênaltis, terceiro Mundial seguido sem os Azzurri" (referindo-se ao placar agregado das penalidades).
Cenário de Crise
A imprensa local também volta suas baterias para o técnico Gennaro Gattuso e para a Federação Italiana (FIGC). O sentimento de "noite deprimente", citado pelo Corriere, resume o estado de um futebol que, apesar do título europeu em 2021, não consegue encontrar o caminho para a principal competição do planeta há mais de uma década.
Fora de novo
Esta é a terceira vez seguida que a Itália não participa do Mundial. Desde a participação no Mundial de 2014, no Brasil, os italianos passam vexames consecutivos, ausentando-se das Copas na Rússia, Catar e agora em EUA-Canadá-México.
Antes, a Itália já ficado ausente do Mundial de abertura, em 1930, no Uruguai, e eliminada nas eliminatórias pela Irlanda do Norte, em 1958, no Mundial realizado na Suécia.
Band


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