28/04/2026

FRAUDE DE R$ 21,9 MILHÕES: DETRAN-RN DIZ COLABORAR COM INVESTIGAÇÃO E GARANTE SEGURANÇA

Detran garante segurança e diz que colabora com investigação após operação sobre fraudes

O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (28), que está colaborando ativamente com as investigações da operação Evolution, que apura um esquema de fraude em registros de veículos no Estado.

Segundo o Detran, a autarquia tem atuado de forma integrada com os órgãos responsáveis pela investigação, fornecendo informações técnicas, acesso a bases de dados e suporte operacional. O órgão destacou ainda que todas as medidas adotadas seguem os princípios da legalidade, transparência e interesse público.


A ação foi iniciada pelo Ministério Público (MPRN) e investiga crimes ocorridos entre 2017 e 2019, envolvendo a inserção irregular de dados em sistemas oficiais para legalizar automóveis de alto valor, muitos deles oriundos de roubo ou furto.

As investigações também estão sob condução da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com apoio da Polícia Militar, cabendo ao Detran colaborar dentro de suas atribuições para o esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

O órgão também reforçou o compromisso com a integridade dos sistemas e a segurança dos processos de registro de veículos, além de garantir que os serviços prestados à população seguem funcionando normalmente.

Operação Revolution

O MPRN iniciou, nesta terça-feira (28), a operação Evolution para desarticular um esquema que usava uma empresa de fachada no setor de alimentos para dar aparência legal a veículos de luxo de origem ilícita, a partir de fraudes no Detran. Entre 2017 e 2019, o grupo teria adquirido 29 carros de luxo sem atividade econômica que justificasse o patrimônio, movimentando cerca de R$ 21,9 milhões.

As alterações ilegais aconteciam em registros e licenciamentos no Detran, conforme a investigação. A apuração aponta ainda que a empresa investigada foi criada para funcionar como anteparo documental, simulando uma frota comercial inexistente.

Segundo a investigação, o grupo manipulava dados para promover uma “evolução” documental fraudulenta: registros de ciclomotores, como motos de 50 cilindradas, eram transformados em cadastros de automóveis de alto padrão.

TN

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