Janja e Michelle ganham protagonismo na corrida pelos votos decisivos das mulheres
O Brasil só teve uma presidente da República, Dilma Rousseff, eleita em 2010, reeleita em 2014 e derrubada por um processo de impeachment em 2016. Em 135 anos de história, o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte do Judiciário, contou com apenas três mulheres em seu quadro de juízes — a primeira delas, Ellen Gracie Northfleet, foi nomeada por Fernando Henrique Cardoso em 2000. Senado e Câmara jamais foram comandados por parlamentares do sexo feminino. A próxima corrida ao Palácio do Planalto deve ser disputada só por homens. A exceção à regra pode ser Samara Martins, pré-candidata pelo nanico UP. Apesar de historicamente terem uma participação residual nas cúpulas dos Três Poderes, as mulheres serão decisivas, mais uma vez, na campanha eleitoral deste ano, já que formam a maioria da população e, principalmente, do eleitorado. Uma maioria considerável, que levou os líderes das pesquisas a dedicar atenção à voz e às demandas femininas — não para lhes dar protagonismo no processo político, mas para conquistar seus preciosos votos.
Segundo o último Censo do IBGE, as mulheres representam 51,5% da população, e os homens, 48,5%. Elas são 6 milhões a mais do que eles. No caso da composição do eleitorado, o descompasso é ainda maior. Até o início deste mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrava 156,7 milhões de cidadãos habilitados a votar, dos quais 82,8 milhões de eleitoras e 73,9 milhões de eleitores, uma diferença de 9 milhões de votos, ou mais de quatro vezes a vantagem registrada por Lula ao bater Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022 (2,1 milhões de votos). Na campanha passada, o apoio feminino foi decisivo para a vitória do petista. O segmento continua sendo uma das principais bases do presidente, mas tem se afastado dele de forma gradativa. A última pesquisa Genial/Quaest mostrou que a aprovação das mulheres ao governo caiu de 48% em janeiro para 45% em abril, nível que ainda supera a média nacional, de 43%, puxada para baixo pelos homens. Já um levantamento do Datafolha revelou que, na simulação de segundo turno, a vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro na população feminina caiu de 13 pontos, em março, para 4 pontos, em abril.
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