Pai de suspeito por estupro é exonerado da Secretaria de Direitos Humanos
Um dos suspeitos de participar do estupro coletivo contra uma menor de 17 anos é filho de um subsecretário do governo do Rio de Janeiro. José Carlos Costa Simonin é subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão é vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo de Cláudio Costa (PL). Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos suspeitos que teve a prisão decretada e está foragido.
Nesta terça-feira (3), Simonin foi exonerado do cargo que ocupava na pasta. Em nota, a secretaria informou a medida:
“A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informa que o subsecretário José Carlos Simonin será exonerado nesta terça-feira, 3 de março. A medida foi adotada no âmbito administrativo, visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados. As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes. A Pasta reafirma seu compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida.”
De acordo com a Agência Estado, o subsecretário foi procurado, mas não respondeu à reportagem até o momento. A defesa do suspeito também não se pronunciou. Mais cedo, Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, também de 19, se apresentaram à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana).
O Governo do Rio também emitiu nota repudiando "veementemente o ato de extrema violência cometido contra uma adolescente em um apartamento em Copacabana". No entanto, o governo não comentou o fato de um dos suspeitos ser filho do subsecretário, agora exonerado.
Quem são os supeitos
Segundo a nota, a Polícia Civil já concluiu a investigação e identificou os cinco suspeitos do que chama de barbárie - um menor de idade e quatro maiores que tiveram as prisões decretadas pela Justiça.
Um deles, Matheus Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou à polícia nesta terça e foi preso. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil. O Estadão tenta contato com a defesa. Em nota enviada ao Estadão, a defesa de João Gabriel Xavier Bertho negou "com veemência" a ocorrência de estupro e emboscada. Afirmou que ele não tem nenhum histórico de violência e que, até o momento, não teve oportunidade de ser ouvido para se defender. A reportagem tenta contato com a defesa dos demais suspeitos.
Nesta terça-feira (3) a 6ª Câmara Criminal do Rio negou pedido de habeas corpus para revogar a prisão de três dos suspeitos que são procurados pelo crime. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) diz em nota que mais informações não podem ser dadas porque os processos que envolvem estupros e menores tramitam em segredo de justiça.
O crime aconteceu na noite de 31 de janeiro. Segundo a investigação, o menor convidou a vítima, colega de escola, para ir a um apartamento, em Copacabana, zona sul do Rio. O rapaz queria que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.
No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.
Com informações da Agência Estado

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